quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

GIRO PELO VALE: Morre Dona Ana do Baú, arte do Jequitinhonha fica triste

Morreu hoje, aos 85 anos, às 02:30 da manhã em Minas Novas, a Artesã Ana do Baú.
Ana Fernandes dos Santos, conhecida como Ana do Baú, nasceu em 07 de fevereiro de 1930, filha de Seu Justiniano e Dona Ana Fernandes, nasceu na região do Burití, veio para Minas Novas com os pais e sua inseparável irmã de criação Natália.
Passaram a morar no terreno localizado à margem do Ribeirão Bonsucesso, denominado Baú, para ajudar no sustento da família, começou juntamente com sua irmã a fazer vasilhas de barro, atividade tradicional em sua família e toda a região.
Como o passar dos anos foram aprimorando o trabalho e seu artesanato começou a fazer sucesso e a ser comercializado para Belo Horizonte, depois passou a ser exportado para toda a Europa, principalmente para Portugal, Espanha e França.
Tem se noticia de peças de Ana e Natália em Mansões de artistas famosos em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e ainda em grandes Centros Culturais espalhados pelo Brasil e exterior.
Nos anos 90, Ana Fernandes dos Santos, a Ana do Baú, foi alvo de uma longa reportagem da revista VEJA, falando sobre suas peças de barro e sua incrível arte que alavancou de vez a fama do artesanato genuíno do Vale do Jequitinhonha mundo afora.
Após se aposentar como trabalhadora rural, passou a residir na sede do município, espalhando seu sorriso e simpatia com os vizinhos, amigos, familiares e nas ruas onde passava.

MESTRA ANA DO BAÚ
Bonecas...
Olhos arregalados.
Vivos.
Cabelos com cortes e penteados
Modernos
Bobes nos cabelos
Sapatos de salto alto,
Pernas à mostra,
Saias curtíssimas,
Vestidos floridos, cinto, bolsinha
Na mão.
Mulheres
Prontas para ganhar o mundo
Modernas, livres e sonhadoras
Assumidas em sua vaidade
Poderosas e confiantes
Saindo de dentro do barro
Da roça, do anonimato...
Vivendo muito além do
Vale do Jequitinhonha...
(Homenagem da UFMG)
Descanse em paz nos braços de Nossa Senhora do Rosário
Fonte: www.facebook.com/pages/Secretaria-de-Cultura-Minas-Novas-MG/252898548195477.

domingo, 25 de janeiro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL - PROSTIBULOS,SEGREDOS E DECADÊNCIA

              A prostituição no mundo não há fundamento histórico ou antropológico, deixando a humanidade aguçada  em saber como procedia naqueles tempos, sabe-se que a prostituição  já aconteceu com meninas para rituais  na antiguidade;no Egito e na Grécia  também com as prostitutas sendo consideradas sacerdotisas, enfim,  pensando  assim  há de  entender  a importância de ocorrer os  locais para esta prática profana.
               Os prostíbulos ou “Zonas”,  são antros de  muita recordação  que tendem a serem bons ou ruins, dado que ocasionam incógnitas até hoje , apesar de decadente porque a prostituição  tornou-se indústria popular, então, perdeu-se o gostinho das famosas “escapulidas”, que os muitos condenam  , mas, já  experimentaram o sabor  do prazer proibido e liberado.
                Em Belo Horizonte,  a conhecida Rua  Guaicurus   ainda permanece em seu vigor.

          Por um instante recordo nomes de zonas  do Vale Jequitinhonha : Casa das Sete Portas; Para Todos...Você se lembra de algum?  Ou também é segredo?

Texto:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

GIRO PELO VALE - Faleceu Dona Juracy do Coral das Lavadeiras de Almenara



Faleceu Dona JURACY Lavadeira, integrante do Coral das Lavadeiras de Almenara. Ela estava tratando de uma grave doença há dois anos. Mesmo assim participou da gravação do  terceiro CD, o disco "Devoção", lançado no ano passado. Ela contribuiu bastante com o nosso trabalho, desde a fundação do grupo, em 1991. no dia em que completaria 71 anos de idade. Vamos cantar parabéns para ela no cemitério e agradecer a Deus pela vida venturosa e pelos momentos maravilhosos que vivenciamos juntos. Ouçam a sua voz na música "Estiagem", composta por ela e gravada no "Devoção". Paz e Bem! 

Carlos Farias Maxacali

Com essas palavras do Compositor Carlos Farias, prestamos nossa homenagem a esta mulher, figura tipica do Jequitinhonha, guerreira, lutadora e que encontra na arte a formas de tornar a vida mais alegre, e ainda transmitir esta alegria para outras pessoas, o vale do Jequitinhonha sente o peso de mais um perca de pessoas que defendia a Cultura popular, mas seu legado, seu canto e sua alegra estará para sempre em nossos coraçoes. Que Nossa Senhora do Rosario a receba em suas mãos. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

GIRO PELO VALE - Vale do Jequitinhonha de luto, Morre Tika Entreportes,

                          Em alguns momentos as palavras são apenas palavras e as atitudes servem como maior exemplo, ao receber neste domingo a noticia da morte da amiga Vanda Beatriz Entreportes, nossa querida "Tika", me veio um filme na cabeça e voltei ao ano de 1997,  onde sobre as sombras de vários pés de manga, na minha cidade de Itinga,  tive o prazer de conhecer esta doce menina que se tornaria minha amiga, ela estava junto com a comissão que escolherá Itinga para sediar o 18º Festivale, 
                      Tika , me ensinou o passo a posso de como se organizava uma secretaria do FESTIVALE, me ensinou todos os macetes e traquejos desta organização tão importante para o vale, ela foi durante muitos anos a Diretora Administrativa da FECAJE e no FESTIVALE de Itinga, foi escolhida a melhor interprete da Noite literária, defendendo a poesia "Tenho sede" de sua conterrânea Beth Guedes.
                      A arte, a cultura Popular do Vale do Jequitinhonha pulsava em suas veias e a dança afro a fazia plainar em movimentos de vida, fica aqui a saudades desta dose menina nascida em  Diamantina, mas que pertencia ao Vale do Jequitinhonha, hoje o céu esta em festa  porque a alegria dela foi, é e será eterna em qualquer lugar.
                    Que Nossa Senhora do Rosário, receba sua filha em seu manto sagrado, Salve Maria!  


Saudades sempre de seu amigo Jô Pinto

GIRO PELO VALE - Morre um Ícone da Cultura Popular do Jequitinhonha - Seu Nilton Curió

Seu Nilton -Festivale Capelinha - Foto: Omar Abrahão
                         Este sábado 17 de Janeiro de 2015, foi marcado por uma noticia triste, uma das personalidades mais importante do vale do Jequitinhonha,um icone da cultura de Araçuaí nos deixou,  nosso querido Nilton Curió, Nilton Ferreira de Souza. Funcionário aposentado do DER, defensor da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, artesão, instrumentista, agente cultural, participou de corais da cidade de Araçuaí, nos encontros de Cultura Popular que acontecem no vale, ele fazia questão de se apresentar assim enumerando todas as suas atividades, " Meu nome é Nilton Ferreira de Souza. sou mais conhecido por "Nilton Curió"  ex Funcionário do DER, sou artesão, trabalho com couro, integrante da Associação dos Artesãos de Araçuaí, integrante do Clube Reca,  Banda marista, fundador do coral vozes de Fátima,  Integrante do coral Nossa Senhora do Rosario, Fundador do centro cultural Nagô e Conselheiro da FECAJE" 
                      Defendia com toda sua força a cultura popular do Jequitinhonha, participou ativamente na defesa desta, participando de reuniões, de debates, palestras e fazia-se presente nos FESTIVALES. Um homem de simplicidade, mas de punho firme em seus ideais. ideais estes passados de geração em geração em prol da Cultura do Jequitinhonha. 
                       No 19º FESTIVALE, na cidade de Jordânia, ele foi homenageado pela FECAJE, por toda sua obra artísticas e de ativista cultural e o maior reconhecimento vei quando o publico começou a cantar o refrão " Hó Pedro Borra, hó Pedro borra eu vou comer seu cu, seu cu..curió"  musica que ele não gostava muito, mas que naquele momento foi a forma que todos os amantes da cultura do Jequitinhonha encontraram para dizer para ele, que ele era, foi e sempre será importante para o Vale do Jequitinhonha.
                   Que Nossa Senhora do Rosário receba o nosso Curió cantador, que seu canto ecoa no céu como ecou na sua passagem terrestre. fica a dor da perda, mas o seu legado nos fortalece e nos dá coragem de continuar acreditando nas coisas que nos faz bem. SALVE MARIA!


Descanse em Paz, do amigo Jô Pinto

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

HUMOR LIVRE - Assim caminha a humanidade

Imagem retirada do Humor Seleleta www.facebook.com/221933284618069/photos/a.221967781281286.1073741826.221933284618069/582861285191932/?type=1&theater

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

SEXTA LITERÁRIA

Vale do Jequitinhonha
Texto: Juliana Afonso
Foto: Daniel Mansur
 

Eu andava pelas ruas daquela cidade, apreciando suas feições singelas. A começar pelo próprio chão. Estava em uma das poucas vias de cimento, sem tinta e sem muitas placas. Todas as outras eram feitas de pedra ou de terra, aonde rua e calçada pareciam iguais: o mesmo material, a mesma cor marrom, ambas bastante precárias. Eram separadas por um meio fio de poucos centímetros.
As casas dos moradores pareciam dar continuidade ao chão, já que o sopé das construções também se pintava de marrom, seja por causa do vento que jogava poeira nas paredes, seja por causa da água que fazia a terra grudar. Mas era só olhar um pouco mais pra cima que apareciam as cores. Azul, branco, rosa, verde ou amarelo. Algumas casas, possivelmente as que tinham as donas mais vaidosas, tinham duas ou até três cores ao mesmo tempo. As portas e janelas, sempre abertas, mostravam mesmo do lado de fora que lá dentro as paredes também tinham outras cores.
A curiosidade me fazia arredar os pés, espichar o pescoço e chegar cada vez mais perto. Foi quando ela apareceu na janela e me pegou de surpresa. Não me recordo seu nome, mas me lembro do seu olhar desconfiado. Fiquei sem graça, sorri e disse estar ali de passagem. Ela sorriu de volta. Era uma senhora de poucas palavras, mas de um enorme coração. Me perguntou de onde eu era e o que estava fazendo por aquelas bandas. “Conhecendo”, respondi. Me disse para entrar.
Simplicidade foi a palavra que me veio a cabeça. Só não sabia se no Jequitinhonha a simplicidades era uma questão de escolha ou de desconhecimento. Fato é que a residência daquela senhora me pareceu um retrato fiel não só de toda a comunidade ali perto como também da vida no vale.
A casa tinha sala, dois quartos e cozinha. O banheiro era do lado de fora. Os móveis eram poucos e por isso mesmo bastante utilizados. As prateleiras aonde ficavam os copos também eram usadas para colocar as frutas do dia. O armário tinha duas portas para roupas e toalhas e uma para a pequena televisão, algumas imagens de santo e um porta retrato do neto, quando este acabara de nascer. Até o sofá, aonde as visitas se sentavam, fazia as vezes de cama para os gatos.
E nem só os gatos que lhe faziam companhia. Seu marido estava em casa, sentado na cadeira perto da janela, observando o movimento da rua. Além disso, uma das paredes da sala deixava evidente as fotos da família. Irmãos, sobrinhos, filhos e netos que deviam aparecer com frequência para visitá-la. O mundo daquela senhora, afinal, não era tão parado quanto supunha ou tão infeliz quanto imaginava.
Agradeci a cordialidade e dei tchau. Saí para ver uma nova Jequitinhonha, despida de preconceitos. As casas ficaram cada vez mais distantes uma da outra e cada vez mais interessantes. Pensava que história cada uma dessas residências guardava. Quantos choros, quantos sorrisos, quantos momentos. E então eu percebi que a casa e os objetos eram só mais uma forma que eu tinha de conhecer as pessoas, as verdadeiras jóias daquele lugar.
Foi assim com o artesão que fabricava utensílios de couro, como chapéus e capas para facões. Como a luz era pouca, chegava bem perto da porta para ver com mais facilidade o objeto que estava manuseando. Fazia tudo com calma e concentração. Sua arte era caprichosa. Era capaz de ficar ali por horas a fio sem piscar os olhos. Só levantava a cabeça para um cliente, e mesmo assim, se este o chamasse.
O mesmo se passava com o dono da selaria. O sol que entrava pela janela o ajudava a construir a sela artesanal, esse objeto cheio de detalhes. Além do couro ele precisava conhecer a tensão das cordas e as artimanhas do metal se quisesse vender todo o estoque.
Mas a verdade é que eu não via pressa naqueles homem, sequer para vender suas peças. Estava claro que precisavam do dinheiro, mas pareciam fazer aquilo com paixão. Não tinham a intenção de enriquecer ou serem famosos, só queriam ser reconhecidos pelo ofício que desempenhavam há tanto tempo. Por isso a calma, a dedicação, o empenho. Esses eram os ingredientes. A excelência do material ali fazia parte do modo de preparo.
E pensando na arte dos homens do vale, continuei andando sem rumo. O pisar no chão fazia a poeira subir e sujar a barra da calça. Estava como as construções do Jequitinhonha, com o “sopé” da minha roupa pintada de marrom. Ri. Até gostava da ideia. Daquela forma eu me sentia menos intruso e mais pertencente àquela região que apesar de tão perto de mim, parecia ter saído da literatura de cordel.
Uma canção que vinha de longe interrompeu meus pensamentos. Segui a música e cheguei a uma casa de paredes brancas, janelas de madeira e penduricalhos coloridos pendurados no telhado. Era a residência mais bonita que eu vira até então, mesmo sem riquezas ou frescuras. Ninguém na porta, ninguém nas janelas. A cerca semicerrada me pareceu um convite. Talvez não fosse, mas eu entrei do mesmo jeito.
No espaço aberto ecoava o canto não de uma, mas de três mulheres de meia idade que faziam artesanato. O típico artesanato do vale do Jequitinhonha. No quintal daquela casa estavam panelas de metal, flores de cerâmica e dezenas de mulheres de barro, de todos os tamanhos, cores e modelos.
Elas eram como os homens daquela cidade: calmas, dedicadas e empenhadas. Com a diferença que conseguiam distribuir a concentração em duas ou três atividades. Enquanto manuseavam o barro conversavam comigo. Falavam sobre a própria arte e como ela era passada de geração a geração, sempre assim, da mais velha para as mais novas. Nada de manuais ou receitas de como fazer. O verdadeiro artesanato é uma questão de tentativa e erro, como a vida.
As senhoras também não tinham muito dinheiro e torciam sempre para que mais e mais turistas chegassem à cidade. E então esbanjavam simpatia. Mas nem precisavam fazer muito esforço para isso acontecer. Se despediram de mim com o mesmo sorriso que me receberam.
O dia também sorria para mim. Ele estava lindamente ensolarado e passava devagar. Segui por um caminho que parecia distante de tudo. Nada de vendas, lojas ou casas. Era a primeira vez que a natureza dava o ar da graça de forma mais forte. Ao contrário do que mostram todos os livros de geografia, a vegetação estava verde e frondosa. Deduzi que a última chuva a passar por aquelas bandas era recente.
De toda forma, o local ainda não parecia totalmente selvagem. Havia arame cercando as propriedades e marcas no chão. Rodas, chinelos, pegadas de cachorros e cavalos. Tudo fez sentido quando cruzei o caminho com um morador em cima de uma carroça levada por um cavalo branco. Passou rápido por mim levantando a areia.
Demorou uns 10 minutos para a poeira baixar e então escutei passos apertados. Não sei porque tive pensamentos medrosos e resolvi não olhar para trás. Como andava devagar, me ultrapassaram com facilidade. Era uma mulher humilde que carregava panelas na cabeça. Eu não sabia para onde estava indo, mas com certeza iria segui-la.
Eu já a tinha perdido de vista quando cheguei na beira do rio. O céu ainda estava azul e a água — ao contrário de tantas — ainda estava limpa e transparente. As senhoras se apoiavam nas pedras para lavar roupas e utensílios domésticos, que eram colocadas de novo nas mesmas pedras para secar ao sol. As lavadeiras e o rio. Uma imagem a perder de vista.

O dia foi caindo e o sol abaixando. Eu apreciava aquelas mulheres, de ares tão humildes e gestos tão certeiros. Foi quando vi uma criança de rosto travesso se divertindo sozinha nas águas do rio. Ela saltava e nadava sem parar, rindo sozinha. Porque não? Pulei na água sem hesitar. Voltei para as pedras me secar e percebi que a barra da minha calça não estava mais marrom. Feliz, era hora de ir embora.

Publicado na revista: http://revistasagarana.com.br/vale-do-jequitinhonha/

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

OPINIÃO DO BLOG -Por quais caminhos anda a humanidade?

Por quais caminhos anda a humanidade?

                       Essa pergunta nos últimos tempos não me sai da cabeça, a 20 ou trinta anos atrás tínhamos objetivos sobre a vida, em especial a família, educação e trabalho, neste foco também pensávamos mais no meio ambiente, nas questões sobre a fome, desigualdade e tantas outras coisas, claro que nem todos, mas mesmo assim participávamos das discussões nas associações de bairros, nas paróquias, tínhamos tempo para um dedinho de prosa no banco da porta de casa, visitávamos mais os vizinhos, vivíamos em comunidade de fato, principalmente nas cidades do interior.

                   Hoje estamos cada vez mais longe desta humanidade, nos tornamos ilhas de nós mesmos, poderosos em frente a um computador que nos dá todas as possibilidades, tanto de sermos o mocinho como o bandido. Perdemos valores básicos difíceis de serem recuperados em um mundo cada vez mais competitivo. Aquela máxima de que "Juntos somos mais fortes", ja se foi a tempos; a moda agora é " EU sou o mais forte" mas até quando? Quando não restar mais nada a ser descoberto? Quando a tecnologia se estagnar? Será que voltaremos a idade da pedra? Ficaremos menos inteligentes? será que voltaremos a ser mais sociáveis?. 
                     Por mais que eu tente não sei por quais caminhos anda a Humanidade?... Assistimos de camarote a intolerância a tudo, a religião, a cor da pele, a orientação sexual e o ao gênero; o terrorismo, as drogas, a corrupção e a violência tornaram-se fatos tão corriqueiros que assistimos a tudo espantados, mas nada fazemos, e quando criticamos é em nossos grupos de convivência (redes sociais), mas diante das tragédias e de situações vexatórias preferimos registrar o fato para colocar na redes sociais do que realmente ajudar a quem precisa, e assim continuou na minha indagação por quais  caminhos anda a humanidade. Espero que estejamos traçando o caminho certo para as futuras gerações. 

Texto de:


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

ESPAÇO LIVRE - JÔ PINTO: HUMOR LIVRE

ESPAÇO LIVRE - JÔ PINTO: HUMOR LIVRE: CHOQUE DE CULTURAS? OU A IMPOSIÇÃO CAPITALISTA DAS CULTURAS DE MASSA AS CULTURAS TRADICIONAIS? Imagem retirada da Deposito de Cat...

HUMOR LIVRE

CHOQUE DE CULTURAS? OU A IMPOSIÇÃO CAPITALISTA DAS CULTURAS DE MASSA AS CULTURAS TRADICIONAIS?




Imagem retirada da Deposito de Catuns -  www.facebook.com/DepositoDeCartuns?fref=ts

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Memória Cultural - Patrimônio Histórico Cultural para quem põe sentido nas “coisas”

                      O Patrimônio Histórico Cultural pode ser constituído por bens materiais e os não materiais, ou seja, uma estátua de alguém que marcou a história do Brasil ou de qualquer outro país, uma descoberta na medicina, ou qualquer outro acontecimento pode ser considerado um patrimônio cultural.Por exemplo: a maneira de se expressar; os modos de viver; as criações de arte ou descobrimentos; documentos, uma infinidade de “coisas” pode ser considerada               um Patrimônio cultural, sendo assim, o Patrimônio é tudo o que nos cerca.Os bens culturais são aqueles que resultam de transformação pelo homem, das coisas naturais e/ou aqueles que garantem ao ser humano a qualidade de seu habitat. Portanto, as coisas naturais que não passaram por processos de transformação. Também podem ser bens culturais, uma vez que compõem o habitat do ser humano. O conjunto de bens culturais das diversas naturezas constitui o patrimônio cultural, que podem ser classificado de acordo com sua natureza:

Patrimônio arquitetônico
Patrimônio natural
Patrimônio Imaterial ou intangível
Patrimônio documental
Bens móveis
Bens Integrados

                      Por ser algo que nos cerca e que vivemos constantemente, o Patrimônio cultural deve ser preservado, cuidado, pois significa para nós que vivemos com ele uma identidade para o nosso País, e que será passado para as gerações futuras.

Texto de:

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Morre um Pedaço da Arte do Vale do Jequitinhonha - Dona Isabel

Dona Isabel e suas bonecas. foto: Internet
                  A cidade de Itinga, o Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil e Varias países e pessoas mundo a fora estão de luto pela morte de Dona Isabel, uma Artesã da argila que se tornou  mestra na arte de fazer  Bonecas de Barro, mas a mesma produzia outras peças, ela nos deixa ao 90 anos, deixando sua marca no mundo através de sua arte
                 Ela Nasceu na Comunidade de Córrego Novo, no município de Itinga-MG em 03 de Agosto de 1924, depois muda-se coma família para o distrito de Santa Santana do Araçuaí, pertencente a Itinga/MG, com a emancipação de  Pontos dos Volantes, Santana se torna Distrito do Mesmo, ele residiu nesse até os dias atuais.
                Dona Isabel elevou o nome do pequeno distrito e da cidade Ponto dos Volantes no cenário mundial através de sua arte. Sua arte foi apreciada é reconhecida, por instituições e pessoas ao redor do mundo, trazendo notoriedade e respeito ao artesanato do feito no Jequitinhonha,
              Ela foi reverenciada e recebeu varias homenagens, como a feita em 2003 pelo estilista Ronaldo Fraga que o homenageou a ceramista em São Paulo, no Fashion Week, recebeu também o prêmio da Unesco de Artesanato para a América Latina, em 2004, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura em 2005, Prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura em 2009 e em 2011 a FECAJE, Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha, homenageia do Isabel, colocando seu nome na feira de artesanato do 29º FESTIVALE, ocorrido na cidade de Jequitinhonha. Ela também foi homenageada pela presidente Dilma Rousseff durante a abertura da exposição Mulheres artistas e brasileiras, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Morre se a mulher, fica seu legado de humildade, caráter e arte para todos aqueles admiradores ou não da cultura popular

Por: Jô Pinto, Professor, Historiador e produtor Cultural



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Memória Cultural - Catopês

CATOPÊS

Terno de Catopês Nossa Senhora do Rosário/Bocaiuva/MG - Foto: Internet
Palavra de origem africana possui a figura do mestre e do contramestre que guia todo o grupo, alguns com seus instrumentos como: pandeiro, tambores, reco-reco  e também aqueles que repercutem conjuntamente com os tocares os versos  que entoam em cortejo pelas ruas.
Os catopés são reconhecidamente a partir do século XVIII, através de suas irmandades por determinação da igreja da época, pois anteriormente tal manifestação era considerada proibida, tendo os negros que celebrarem  clandestinamente, pois foram  os negros  que vieram para o Brasil em situação de escravos, que trouxeram  suas crenças e tradições de cultuar seus deuses e reverenciar–se ao seus reis, como ‘Chico Rei”, escravo em Ouro preto, mas que era  príncipe em sua tribo africana e por isso celebravam seus rituais de origem, para não perderem sua memória do lugar de onde vieram.
Na ausência de seus reis, colocavam alguém para representar e realizar a cerimônia, e, para relacionar-se com a Igreja Católica, passaram a cultuar Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.



TERNO DE CATOPÊS  DE BOCAIÚVA

O terno de Catopês de Nossa Senhora do Rosário na cidade de Bocaiúva, tem sua origem a devoção a Nossa Senhora do Rosário. 
Suas vestes  são: calça branca, camisa de manga comprida, na cabeça trazem capacetes cheios de adereços  de miçangas e espelhos e muitas fitas largas de cetim com cores variadas.
O Grupo teve por longos anos o seu mestre consagrado, o Senhor João do Lino Mar, apelidado de “João Bisôro”.
Ele durante toda sua existência buscou incentivar seu companheiros e lutou incessantemente pela preservação desta manifestação de cultura popular. Faleceu em outubro de 2.004 aos 76 anos e para fazer jus a sua devoção, morreu justamente após comandar o grupo na festa tradicional de Bocaiúva- “Festa do Divino Espírito Santo”.
O grupo segue a tradição através de sua filha Lucélia, que aprendeu o ofício e não temeu a missão que coube a ela perpetuar, enquanto vida tiver os ancestrais a guiará com muita força e luz na devoção.



 Por: Ângela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

sábado, 9 de agosto de 2014

Memória Cultural - Capela de São Sebastião

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO

Foto: Ângela Freire
Primeira capela erguida com ajuda de  moradores, em Jenipapo de Minas; encontra-se na praça central da cidade, próximo ao Mercado municipal e a gruta de Pai Joaquim.

A cidade emancipada em 22 de Dezembro de 1995, mantêm sua tradições  religiosas  e culturais, apesar do adensamento de construções ao redor, devido ao crescimento populacional e de desenvolvimento da cidade, o comportamento de  seus moradores é ainda de respeito e zelam pela sua memória e identidade das origens.


Ângela Gomes Freire - Professora , Turismóloga e Produtora Cultural

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Memoria Cultural - Menino Deus

MENINO DEUS
Menino Jesus -  bem inventariado,

pertencente a uma família de Itaobim/MG
Menino Jesus  em madeira entalhada, com pintura em policromia , do século XVIII, medindo apenas 30 cm de altura, de propriedade particular ,  herança de família que vêm sendo repassada entre gerações numa família , na cidade de Itaobim  pela sua atual guardiã.
A representação da figura de Jesus ainda criança surgiram a partir das primeiras cenas da natividade, do século IV(325 d.c), continua sendo propagado como um dos símbolos mais importantes da doutrina Cristã.
Ao longo dos tempos o gosto popular ou a caracterização de regiões, a imagem foi ganhando elementos ou materiais como roupas  e diferentes tecidos ou bordados.
No século XX percebeu-se o declínio por sua devoção, justificada pela vida moderna que mudou a concepção do papel feminino ou devido às mudanças de significado do Natal , o qual  viu-se o declínio da construção e importância dos presépios nos lares brasileiros, o padrão de vida consumista tem  causado tal declínio, mas no Vale do Jequitinhonha ainda é possível encontrar a devoção pelo Menino Deus ainda em evidência.


Por: Angela Freire, Professora, Turismologa e Produtora Cultural


terça-feira, 10 de junho de 2014

Memória Cultural - Artistas do Vale do Jequitinhonha ( Anita Justino)

Santa de Santana do Araçuaí
A artista Santa e uma de suas obras "A namoradeira" - Foto: Ângela Freire



Anita Justino da Silva ou “Santa”, é uma daquelas artesãs do Vale do Jequitinhonha: mulher destemida, batalha na luta para criar seus filhos, possui o jeitinho mineiro de ser, acanhada mas muito otimista por tempos melhores que virão para si e sua comunidade.
Além de trabalhar na roça, cuidar da casa, filhos, também  é artesã, aprendeu o ofício com  a mestra de cultura popular Izabel Mendes da Cunha.

Encontra no ofício de lidar com o barro  a destreza de brincar com seus sonhos, do brincar feito menina grande, pois o processo de criação está na alma, transpõe para sua arte a naturalidade da sua feminilidade de menina faceira que  espera e se encanta pela sua própria beleza, mesma não se enxergando na sua criação, deposita  através das mãos  todo sentimento  do universo feminino, de ser  mineira, do Vale do Jequitinhonha.


Texto: Ângela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

sábado, 17 de maio de 2014

GIRO PELO VALE - IV Fórum da Mulher do Vale do Jequitininha

Fotos  IV Fórum  - Créditos: Jô Pinto
                       E foi em clima de festa, batuque, discussões e reflexões que aconteceu nos dias 15 e 16 de maio de 2014 o “ 4º Fórum da Mulher do Vale do Jequitinhonha”. O fórum é uma iniciativa do Polo Jequitinhonha/UFMG, e a cada ano este evento acontece em uma cidade do Vale do Jequitinhonha, a primeira edição foi em Jequitinhonha, a segunda em Itaobim, a terceira em Capelinha e a quarta em Araçuaí.
          Estavam presentes cerca de 380 mulheres e alguns homens que acreditam na luta pela igualdade de gênero, estas pessoas vieram de 26 cidades do Jequitinhonha, Minas e do Brasil. “Os temas discutidos foram a “Violência Contra Mulher”,” Migração” e “As Mulheres na Política”,  estes temas foram discutidos e debatidos nos dois dias de encontro. Relatos e  busca de soluções nortearam todos os presentes, fica claro e evidente que apesar de todas as conquistas a mulher ainda é tida como um ser inferior e o fórum cumpre o papel de tornar público e participativo o repudio da mulheres do Jequitinhonha contar esta situação. Grande parte das participantes são oriundas da meio rural onde esta desigualdade é ainda mais explicita.
Porém o que se percebe é que as mulheres do Jequitinhonha têm feito a diferença, elas tem se organizado seja em sindicatos, associações e/ou individualmente para lutar contra as mazelas machistas cada vez mais explicita, impostas no mundo e mais ainda em nossa região. Mas ações como o fórum são ferramentas de suma importância neste combate.
                     Dentre as várias manifestações durante o fórum, aconteceu uma bela passeata com todas as mulheres e homens presentes pelas ruas de Araçuaí dizendo palavras de ordem e bordões em favor da luta pela igualdade de gênero.

        E mais uma vez as mulheres do Jequitinhonha mostraram sua força, porque a mulher deste lugar aprendeu com muita luta a conquistar mudanças  e escrever sua própria HISTÓRIA.

Jô Pinto, Professor e Produtor Cultural
Itinga/MG em 17 de maio de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Giro Pelo Vale - Itinga quer rapidez em investigação sobre atentado na Escola Família Agrícola

Foto: Ricardo Barbosa
Autoridades e convidados cobraram, em audiência pública, celeridade nas investigações e nas punições em relação a um atentado contra coordenadores da Escola Família Agrícola de Jacaré, em Itinga (Vale do Jequitinhonha). O crime ocorreu em 1º de abril de 2013. A reunião, nesta sexta-feira (11/4/14), no próprio município, foi promovida pelas Comissões de Direitos Humanos e de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Os presidentes das duas comissões, deputados Durval Ângelo (PT) e André Quintão (PT), respectivamente, estiveram presentes. A reunião foi solicitada pelo deputado André Quintão e contou com grande presença da comunidade, de estudantes e membros de escolas agrícolas.
Os coordenadores da Escola Família Agrícola de Jacaré, Adair da Silva Santos e Noessandro Gonçalves Freire, que atualmente estão afastados da comunidade, relataram que, na noite do atentado, às 20h10, um homem de moto e com capacete disparou um tiro de espingarda contra eles. Ambos estavam no pátio central da instituição e foram atingidos nas costas, sofrendo perfuração perto da clavícula. Após a tentativa de homicídio, eles foram incluídos no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos e também têm sido acompanhados pelo Núcleo de Atendimento a Vitimas de Crimes Violentos. Atualmente eles se recuperam fisicamente dos ferimentos.
Para Noessandro, que trabalha há 13 anos na escola, não há dúvidas de que o crime ocorreu por motivação política. “Na época, passávamos por um momento de mudança de representantes do poder público municipal e também da diretoria da associação que coordena nossa escola”, disse. Segundo o educador, o atentado foi uma “tentativa de impor nomes” para preencher os cargos que ele e Adair ocupavam. “A escola é um prato cheio para troca de favores políticos. Querem fazer do local um espaço para benefícios próprios”, afirmou.
A outra vítima do atentado, Adair da Silva Santos, também deu o seu depoimento durante a audiência pública. Ele contou que trabalha há 16 anos na Escola Família Agrícola de Jacaré. “Acreditamos nesse projeto que dá educação de qualidade aos filhos dos produtores da agricultura familiar”, pontuou. Segundo ele, o crime afetou os familiares de alunos, a comunidade, todos os movimentos sociais, a educação de Minas e do Brasil.
Adair disse, no entanto, que perdoa as pessoas envolvidas no atentado. Mas ressaltou que está abalado psicologicamente com o fato. “Fiquei 20 dias sem querer me comunicar com ninguém. Meu sonho é voltar à escola e rever os alunos, mas não posso por questão de segurança. É triste”, acrescentou. Ele ainda falou que não consegue esquecer “o choro dos alunos” e as lembranças do ferimento que teve no momento do crime. Minutos após sua fala, o educador passou mal e precisou ser levado a um hospital da cidade.
Coronelismo - O secretário executivo da Associação Mineira das Escolas Família Agrícola, Idalino Firmino dos Santos, também pediu uma resposta ao atentado. “Ainda há no Vale do Jequitinhonha o coronelismo e os grupos políticos que fazem tudo pelo poder”, criticou. Segundo ele, todos da comunidade sabem quem é o responsável pelo crime, mas têm medo de falar.
Inquérito policial foi instaurado cinco meses depois do crime
Noessandro Gonçalves pediu rapidez na apuração do caso e criticou o fato de o inquérito policial ter sido instaurado somente cinco meses após o crime, bem como a falta de empenho da prefeitura no caso. “As autoridades responsáveis não criam meios para solucionar os fatos. Isso gera revolta”, ressaltou. Ele denunciou, ainda, que a prefeitura não firmou convênio com a escola agrícola neste ano, também por motivações políticas. A falta da verba estaria prejudicando o andamento das atividades.
A delegada de Polícia Civil de Araçuaí, Ana Paula Lamego, é a responsável pelas investigações. Ela disse que tomou posse há um ano e que assumiu o caso apenas em setembro. “Mas as investigações já estavam em curso”, afirmou. A delegada contou que, no começo desta semana, a unidade da Polícia Civil em Itinga, que ficou fechada por cerca de dois anos, foi reaberta. “Isso vai acelerar a conclusão do caso. Agora o município terá um reforço efetivo para ajudar na elucidação do crime”, acredita. Ela apontou o fato de ser uma “investigação complexa”, por se tratar de tentativa de homicídio, como uma outra justificativa da demora para se obter uma resposta final sobre o acontecido.
O prefeito de Itinga, Adhemar Marcos Filho, também respondeu às críticas de Noessandro Gonçalves. Ele pediu a solução do caso à polícia e disse que também quer saber quem é o mandante do crime. Disse, ainda, que Prefeitura e Câmara Municipal não negaram nenhuma assistência. Sobre os convênios, afirmou que já autorizou a Secretaria Municipal de Educação a realizar o processo. “Não serão nos valores solicitados, mas vamos fazer, sim, os convênios”, garantiu.
Ele explicou que a demora para liberação do dinheiro ocorre devido à falta de verba geral da prefeitura. O deputado Durval Ângelo, entretanto, discordou da posição do prefeito. “O dinheiro comprometido com a escola vem do Governo Federal, do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), portanto, não gera gasto nenhum para o município”, contra-argumentou.
O comandante da 15ª Região da Polícia Militar em Teófilo Otoni, Aroldo Pinheiro de Araújo, apresentou três comandantes da PM que passarão a acompanhar as investigações mais de perto e também intensificarão operações de segurança na região.
Vítimas do atentado estão privadas do convívio familiar
A coordenadora do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos e responsável por acompanhar os coordenadores da escola, Gilmara Tomaz, disse que a falta de esclarecimento do atentado está privando os educadores do convívio familiar e comunitário. “Os dois envolvidos são pessoas idôneas e respeitadas pelas famílias dos jovens da escola”, ressaltou. Ela também cobrou a elucidação dos fatos.
O técnico do Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, Gildázio Alves dos Santos, disse que apenas com a conclusão do inquérito será possível avaliar qual o melhor momento do retorno das duas lideranças à comunidade e à escola. “O programa está sendo prejudicado pela falta de informação sobre quem é o mandante do crime”, pontuou.
O consultor do Ministério do Desenvolvimento Agrário, João Batista Begnani, disse que, no final das contas, “são as vítimas que estão presas”, pois não podem voltar à escola nem à comunidade devido à falta de esclarecimento do crime. “O poder público local está de fato empenhado na solução do caso?”, questionou.
Deputados pedem justiça
Para o deputado André Quintão, é preciso humanizar o tratamento às vítimas, pois o que ocorreu foi um atentado contra vidas humanas. “E é importante que a apuração evolua a partir desta reunião”, destacou. “É fundamental que a violência não fique impune, principalmente aquela praticada contra trabalhadores da área de educação, que prima pela pedagogia da alternância”, continuou. O parlamentar destacou o fato de as escolas agrícolas serem essenciais para o desenvolvimento profissional dos jovens. “A Assembleia vai acompanhar, vai atrás e vai querer saber o resultado do inquérito”, finalizou.
O deputado Durval Ângelo disse que o crime cometido não foi apenas contra Adair e Noessandro, mas contra toda a educação do Vale do Jequitinhonha e do Brasil. “A escola onde as vítimas trabalham é uma referência, reconhecida até internacionalmente”, acrescentou. “A educação é incompatível com qualquer ato de violência, e o diálogo tem que ser a base de qualquer processo educativo”, disse o parlamentar, que também é professor.
Membros da comunidade onde fica a escola se manifestaram ao final da reunião e também pediram justiça e mais agilidade na solução do caso. Todos elogiaram a participação dos coordenadores no desenvolvimento da Escola Família Agrícola de Jacaré. Disseram, ainda, que estão muito abalados psicologicamente com o acontecido. Em uma carta dos moradores entregue aos parlamentares, eles disseram que as vítimas “são pessoas dignas, honestas, que respeitam todos, têm honra, dedicação, caráter e moral”.
Os deputados afirmaram que, em breve, farão outra reunião conjunta das comissões, na sede da Assembleia, em Belo Horizonte. Na ocasião, vão aprovar uma série de requerimentos com pedidos de providência a autoridades responsáveis não apenas no Vale do Jequitinhonha, mas também em Belo Horizonte. Disseram ainda que um dos requerimentos será direcionado ao prefeito de Itinga, com o pedido de reativação do convênio municipal com a escola agrícola.
Ao final da audiência pública, os deputados Durval Ângelo e André Quintão e autoridades policiais se reuniram reservadamente para ouvir pessoas que se dispuseram a falar o que sabem e sobre suas suspeitas de quem foi mandante do crime.

 Matéria extraída do sitio da Assembleia Legislativa de Minas Gerias. -  www.almg.gov.br 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Memória Cultural - Cristaleira

CRISTALEIRA
Um móvel que surgiu na Europa, em tempos medievais, continua até hoje presente e com muita atratividade, decorando salas ou em outros ambientes.
As cristaleiras de nossas lembranças,  de madeira maciça com portas vidro e espelho ao fundo, servia para guardar aparelhos de jantar, de café, tudo aquilo que era para ocasiões especiais, quase sempre adquirido através de presentes  de casamento ou  relíquia de família.
Ainda hoje as cristaleiras simples ou clássicas possuem seu lugar de destaque e são muito charmosas, cumpre sua função de ser utilitária onde há pequenos tesouros e coisas de valor sentimental ou objetos decorativos simplesmente.
Esta cristaleira pertence a uma senhora no povoado de São João, do município de Itaobim.
Por acaso você tem um móvel deste em sua casa?  Que recordação  teria de sua cristaleira?

Por: Angela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural


DIÁRIO DE LEITURA - Uma prosa com o poeta Terramar Luz

  Terramar nasceu em estado de poesia Entre a terra de onde veio e os caminhos que o levaram para longe, o poeta do Vale do Jequitinhonha ...