sábado, 29 de junho de 2013

Memoria Cultural - História do Telefone

HISTÓRIA DO TELEFONE

Telefone - Imagem Internet
                    Fazemos parte de uma sociedade, onde tudo ocorre muito rápido, e de preferência de forma personalizada, no qual notamos que o telefone ganhou um espaço quase vital a todos, mas recordemos um pouco de sua história:
                 O telefone nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander Graham Bell, um imigrante escocês que morava nos Estados Unidos e era professor de surdos-mudos, fazia experiências com um telégrafo harmônico quando seu ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som diferente. O som foi ouvido por Bell do outro lado da linha.  A invenção foi patenteada em 7 de março de 1876, mas a data que entrou para a história da telefonia foi 10 de março de 1876. Nesse dia, foi feita a transmissão elétrica da primeira mensagem completa pelo aparelho recém-inventado. Graham Bell se encontrava no último andar de uma hospedaria em Boston, nos Estados Unidos. Watson trabalhava no térreo e atendeu  o telefone, que tilintara. Ouviu, espantado: "Senhor Watson, venha cá. Preciso falar-lhe." Ele correu até o sótão de onde Bell havia telefonado. Começava a história das telecomunicações, que iria revolucionar o mundo dali em diante,     
                 No Brasil, a primeira cidade a usar o serviço da comunicação móvel  foi o Rio de Janeiro, em 1990, seguido por Brasília.      No início, os aparelhos pesavam quase meio quilo, e os assinantes tinham que pagar uma caução de US$ 20 mil para entrar no sistema. Havia aparelhos veiculares que ficavam fixos no carro e outros que podiam ser carregados.

Por: Angela Gomes Freire/ Professora, Turismologa e Tecnica em Patrimonio Cultural

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo Antonio Padroeiro de Itinga

                   Em 1831, chegou ao Povoado de Manga Velha o senhor Manuel Serafim dos Anjos, por ter adquirido terras naquela região e este combinou com os habitantes de erguer uma capela, mas fincaram apenas as estacas.
                      Em 1832 o Arraial Barra do Rio Itinga foi elevado à categoria de distrito de Paz, pertencendo ao município de Rio do Pardo/BA.
                      Pela resolução provincial nº. 167 de 15 de Março de 1840 o distrito de paz foi transferido para o município de Minas Novas e em 1841 dois fazendeiros João Batista Lobato e Manoel de Oliveira Castro, grandes latifundiários daquela época doaram uma área em terrenos mais elevados, cerca de um quarto de légua (2 km) do Povoado de Manga Velha a montante para a transferência do Arraial, e no ano seguinte fizeram erguer no local doado uma capela com a cooperação do capitão Martiniano Antunes, João Batista Pinto, Manoel Serafim dos Anjos, Capitão Jose Ramalho,Tenente Coronel Antonio Pinheiro Freire de Moura e de outros habitantes locais. Com a passagem dos missionários Frei Antonio Espínola Ofm e do Capuchinho Frei Domingos Casale foi dado um incentivo maior para concluírem a capela e estes propuseram que esta recebe-se o nome de Santo Antonio pelo foto dele pertencer a Ordem Franciscana, todos apoiaram a escolha. E assim a população adotou Santo Antonio como o Padroeiro do Arraial, a criação da capela ajudou o arraial a se desenvolver rapidamente, as construções começaram a ser erguidas ao redor dela, pessoas de outras regiões vinham tambem se instalar no arraial. E o Arraial deixou de ser Barra do Rio Itinga e passou as se Chamar “Santo Antonio da Barra do Rio Itinga”.
                       Em 1844 chega a primeira Imagem de Santo Antonio para ser colocada na Capela
                       Em 1845 o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga era vinculada a diocese de Mariana e no ano de 1850 toma posse o seu primeiro vigário o Pe. Anacleto Pereira dos Santos.
                     No então governo do presidente da província de Minas gerais o Dr. Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos é aprovada a lei provincial nº. 670 de 29 de Abril de 1854 que eleva o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga a Freguesia,
              E há 171 anos Santo Antonio é o padroeiro da cidade de Itinga, para aos que nele tem fé, ele roga ao pai pedindo a proteção a cada um dos filhos desta das Águas Brancas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Memoria Cultural - Patrimonio Cultural Imaterial


Foto: Internet

PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL
São todas as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, que comunidades, grupos ou pessoas reconhecem com parte integrante de seu patrimônio cultural, podendo ser transmitido de geração em geração e constantemente recriado em função de seus grupos ou ambientes de sua interação ou história, gerando identidade e continuidade ao fazer.
Dessa forma o queijo de Minas Gerais ganhou notoriedade, porque além do sabor de sua degustação, foi registrado pelo conselho Consultivo do IPHAN em 2008, como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Após incansáveis pesquisas, entrevistas e estudos sobre esta iguaria, vê-se que  a predominância da confecção  da produção do queijo em fazendas de Minas Gerais ainda mantêm-se de maneira artesanal.na verdade tal reconhecimento surgiu oriundo da necessidade de conservar e agregar valor ao leite, que encontrou  nessa diversidade o jeito parecido de fazer , o qual a diferença sobre quem faz, pois usa-se  o leite cru e sua fermentação toda artesanal e caseira, dá a receita o sabor da mineiridade, repassada de geração a geração.
A receita do queijo do Serro foi trazida para o Brasil no século XVIII por portugueses que vieram da região da Serra do Estrela, chegando ao Brasil a técnica teria sido adaptada tornando o queijo mais úmido e ácido
A receita registrada no tombamento trata-se da descrição de todos os processos que envolvem a produção do queijo típico, desde a ordenha, até a desenformagem, curtimento e limpeza.
A conseqüência deste registro  é a valorização  da produção do queijo com leite cru, que chegou a ser condenado por questões de segurança alimentar, tirando  inclusive este produto do mercado inclusive, com o tombamento, ele passou  a ter agregação de valor, a comercialização do produto  retomou a sua fabricação artesanal, podendo ser até exportado dentro das normas vigentes da atualidade.
A apresentação deste bem, é importante devido aos percursos e proporção, que  por algum período foi considerado clandestino  e impedido de vendê-lo, mas  a partir da força de um povo foi capaz de provar as autoridades envolvidas o valor econômico, cultural  e  histórico que transformou uma simples receita,  salvou  a produção leiteira salvaguardando com ele um legado  maior , que é o queijo do Serro.
Deu vontade de saborear esta iguaria? Vá a feira de sua cidade, visite aquela fazenda antiga que possui ainda o hábito do fazer queijo, junte-se ainda, aquela xícara de esmalte, com um cafezinho, numa costumeira tarde ou manhã, esqueça tudo e invista no seu prazer de degustar uma boa lasca de queijo, de Minas Gerais

Texto: Angela Gomes Freire - Professora, Turismologa e Produtora Cultural

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Memoria Cultural - Renda de Bilro



Dona Ana de Ricardo, Rendendeira de Itinga/MG - Foto: Jô Pinto

RENDA DE BILROS

A renda de bilros é sem dúvida, uma das mais antigas e mais ricas manifestações da arte do nosso povo. Feita quase sempre por mulheres de condição humilde que aplicam sua habilidade, destreza e criatividade numa arte  a que são levadas por verdadeira devoção.
O modo de  fazer renda baseia-se com os seguintes instrumentos ou materiais básicos:almofada dura, o rebolo, cilindro de pano grosso, cheio de palha ou algodão, de acordo com a dimensão da peça a realizar e coberto exteriormente pou um saco ou tecido fino.
As primeiras almofadas entraram no Brasil trazidas por mulheres portuguesas que, com suas famílias, deixaram sua terra natal em busca de vida melhor, introduzindo assim uma herança cultural acumulada de século, que sofreram algumas alterações, mas a técnica perdurou , resumidamente assim:
A almofada fica sobre um suporte de madeira ajustável, de forma a ficar a altura do trabalho da rendilheira. No rebolo é colocado um cartão perfurado, o pique, onde se encontra o desenho da renda, através de pequenos furos, em que  será realizada, a rendeira espeta alfinetes , que desloca à medida que o trabalho progride, e assim os fios são manejados por meio de pequenas peças de madeira torneada ou feitos de outros materiais como osso que são os bilros , estes são manejados aos pares pela rendeira que imprime um movimento rotativo e alternado a cada um, orientando-se pelos alfinetes, a numeração do bilros variam conforme a complexidade do desenho.
Infelizmente a região  está perdendo  essa cultura de fazer renda, restam muito pouca mulher  tecendo ainda, sendo as poucas, idosas e a nova geração perdeu o interesse pela arte.

Texto: Angela G. Freire - Professora, Tursmologa e Produtora Cultural

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Memória Cultural - Ferrovias



QUAL A IMPORTÂNCIA DAS FERROVIAS PARA O BRASIL?

Encontrei esse título na revista Nova Escola. Numa matéria de História, escrito por Fabiana Almeida dos Santos, de Prado, na Bahia, achei pertinente o seu texto, pois sua citação menciona o principal objetivo ao se construir as primeiras ferrovias no período colonial, integrar regiões e escoar a produção do interior até os mercados consumidores e os portos. É rápido, econômico e pouco poluente, porém não vem sendo priorizado. Nos períodos de 1930  e 1960, os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek focaram os investimentos nas rodovias e no setor automobilístico, o qual se mantém até hoje. E assim vamos seguindo com nossa indignação e algo atordoante, pois o progresso trouxe uma desaceleração da talvez pequena economia com o transporte ferroviário no interior de Minas Gerais, mas havia uma dinâmica tanto econômico, social, cultural e turístico interrompido principalmente pela classe B e C, independente disso tudo é que nossa alegria mesmo é ainda ouvir a movimentação que se tinha naquela época em que o trem passava, trazendo suas notícias, avisando que o túnel do tempo e os trilhos do destino viram fumaça,  deixando na lembrança o cheiro de saudade, porque no Vale do Jequitinhonha “Jaz uma Maria Fumaça, assassinada brutalmente, deixando inúmeros órfãos, que até hoje, procuram os motivos de tamanha crueldade”

Texto:Ângela Gomes Freire


CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...