segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

MEMÓRIA CULTURAL - Registro da Obra e Arte do Mestre Ulisses Mendes

PATRIMÔNIO IMATERIAL
Registro da Obra e Arte do Mestre Ulisses Mendes
Foto: www.facebook.com/ulisses.mendes.121?fref=ts

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 216, define seu  patrimônio  cultural brasileiro  os bens  de natureza  material e imaterial, tomados  individualmente ou  em conjunto, portadores de  referências à identidade à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos quais se incluem as formas de expressão; os modos de criar; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; além de conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os bens culturais imateriais estão relacionados aos saberes, às habilidades, às crenças, às práticas, ao modo de ser das pessoas. Desta forma podem ser considerados bens imateriais: conhecimentos enraizados no cotidiano das comunidades; manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas; rituais e festas que marcam a vivência coletiva da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; além de mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e se reproduzem práticas culturais.
Tomando consciência da importância do Mestre artesão Ulisses Mendes, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Itinga, de posse as suas atribuições legais, conjuntamente com a prefeitura Municipal através de seu órgão competente realizou o seu primeiro  Registro, com o objetivo de valorizar um dos artesãos que têm propagado sua arte  e assim  divulgando a cidade por todos os lugares por onde realiza oficinas, expõe suas peças ou  fala sobre a região. O mestre Ulisses Mendes, se tornou um referencia em esculturas feitas em Argila, tem suas obras espalhadas em museus, coleções particulares e públicas, no Brasil e no mundo, ministra oficinas em todo território brasileiro, sendo considerado um dos grande nesse ofício.
Mestre Ulisses Mendes
O artesão Ulisses Mendes, casado, pai de quatro filhos e dois netos, nascido em onze de fevereiro de 1955, na cidade de Itinga, filho de lavrador, que trabalhava duro na roça, fazia tijolo, pescava, garimpava e sua mãe produzia  utensílios domésticos como potes, panelas, vasos dos mais variados formatos e  vendiam na feira semanalmente. Desde sua infância lidou com  a arte do barro, seus parentes faziam potes, panelas e outros utensílios domésticos para vender  na feira, toda semana, assim  ele foi adquirindo gosto e afeição de tanto observar, se arriscava  a fazer brinquedos de barro para  seu divertimento. O ofício de artesão é uma prática constituída geralmente na região, principalmente entre os núcleos familiares ou em comunidade, perpassadas  por gerações, que se incumbem de transmiti-la  através dos griôs  e dotados de tal habilidade.No caso de Ulisses Mendes, aprendeu o ofício de trabalhar o barro com sua mãe, parentes e vizinhança  que fazia artesanato para vender na feira.
Seguindo a rota dos homens desta região, Ulisses Mendes também experimenta a vida em são Paulo.

No seu retorno  de férias em 1979, presenciou, catástrofe que arrasou, destruiu casas ribeirinhas, uma enchente que deixou rastro de muitas perdas, tristezas e doenças, foi aí que  ele resolveu  recriar aquele cenário de casas destruídas, caídas, envergadas e desta forma  inicia-se  as primeiras encomendas, vindas de Araçuaí, Itaobim, Jequitinhonha e outros lugares,  trazendo-lhe boa repercussão e referência quanto ao trabalho que fazia, pois muitos o  consideravam  preguiçoso e outras brincadeiras  pejorativas, eram proferidas, mas isso também serviu de resistência, seguiu fazendo suas peças, até que decide fazer personagens do seu dia-a-dia como “Seu Durvalino”, “Caçador”, “Lavrador” e outros. Sua primeira aparição em público como artesão, aconteceu numa exposição de artesanato do Vale do Jequitinhonha em Belo Horizonte,  como representante da Associação dos Artesãos de Araçuaí, pois Itinga não havia tal organização, foi convidado a dar entrevista na televisão, e isso  repercutiu no Vale do Jequitinhonha, que ao retornar pessoas passaram a visitas sua casa, viajantes, lojistas, gente de várias partes do país e assim foi aperfeiçoando sua  arte voltado para a crítica social  e assim  cria mulheres  com crianças no colo, crucificadas, lavadeiras, retirantes, gosta de revelar também os costumes, alegrias, cativeiros, pessoas típicas do Vale do Jequitinhonha. 

Por:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CONHECENDO O JEQUI - Os Quarteis da 7ª Divisão

OS QUARTÉIS DA 7ª DIVISÃO
No inicio do século XVII, chegou a região do Rio Grande de Belmonte, o atual Jequitinhonha Alferes Julião Fernandes, para comandar a Sétima Divisão Militar, e promover sua ocupação e iniciou o combate às tribos indígenas em busca de terras propícias às pastagens. No início do século, era intenso o comércio entre a Vila de Belmonte, na Bahia, norte de minas, em Minas Gerais, através do rio Grande de Belmonte. Para proteção contra ataques de contrabandistas e índios, o Alferes Instalou postos de vigia ao longo Rio, chamados de Quartéis. Foram instalados os Quartéis de: São Miguel – atual cidade de Jequitinhonha, da Vigia, atual Almenara – de Bonfim - atual cidade de Joaima, de Salto Grande – atual cidade do Salto da Divisa, e o de Água Branca, atual cidade Itinga.
Os Quartéis eram aquartelamento de tropas e sentinela avançada este faziam parte da 7ª Divisão Militar, sob o comando do alferes Julião Fernandes.
Sob ordens da 7ª Divisão Militar, os quartéis foram construídos ao longo das margens do Jequitinhonha, dando origem a núcleos habitacionais ribeirinhas que posteriormente tornaram-se distritos e cidades, esse quartéis que tinham como propósito defender os interesses da coroa Portuguesa, forma responsáveis também por um luta sem fim contra os povos indígenas dessa região.

PASSO A PASSO DA INSTALAÇÃO DOS QUARTÉIS DA 7ª DIVISÃO
O Príncipe  D. João, em Carta Régia de 13 de maio de 1808, enviada ao capitão-general Pedro Maria Xavier de Ataide Melo, então governador da Capitania de Minas Gerais, declarou "guerra ofensiva e justa”, visando a destruição e destribalização dos índios.

Para concretização deste intuito a própria Carta Régia determinou a instalação de seis divisões militares ao longo do rio Doce.

A colonização do rio Jequitinhonha teve um tratamento diferenciado devido às suas riquezas diamantíferas. Visando a preservação dos direitos sobre os descobrimentos, a Coroa, a partir de 1811 designou companhias de Dragões para guarnecerem a região.

A Sétima Divisão Militar, comandada pelo Alferes Julião Fernandes Leão se instalou na região em 29 de setembro de 1811 com sessenta soldados e alguns índios Maxacali do aldeamento de Lorena dos Tocoiós, fundando nas margens do rio Jequitinhonha o povoado de São Miguel (atual Jequitinhonha).

A Companhia da Sétima Divisão imediatamente iniciou o trabalho de construção de uma estrada rente à margem direita do rio, que partia do recém fundado povoado de São Miguel até a Vila de Belmonte na província baiana de Porto Seguro.[16]

A partir da construção da estrada, o Alferes Julião foi instalando quartéis ao longo do rio Jequitinhonha, embriões de futuros povoados e cidades como Itinga e Joaíma.

Conforme  sugestão do capitão-mor de Porto Seguro, o rio passou a ser utilizado para transporte de mercadorias entre Minas Novas e Belmonte.

Subiam o rio Jequitinhonha, transportados em canoas, sal e produtos raros. Belmonte recebia as produções mineiras: milho, algodão, toucinho, carne seca, dentre outros. O mencionado Quartel do Salto, instalado nas imediações da Cachoeira do Salto, assegurava esse comércio, impedindo o contrabando de ouro e diamante e os ataques dos índios.[17]

Abandonado pelos baianos em 1808, o Quartel do Salto foi ocupado pelo Alferes Julião cinco anos depois.

“A então denominada oficialmente Guerra Justa teve início efetivamente com a instalação da Sétima Divisão Militar, e teve também um aspecto fratricida, pois, como já foi mencionado, os Maxacali, além de empregados em obras públicas, na abertura de estradas, e como “interpretes ou línguas”, foram utilizados no combate aos Botocudos.”[18]                           

Sob a proteção dos quartéis iniciou-se a ocupação das matas da região. Por outro lado o governo provincial incentivou a instalação de grandes proprietários, permitindo que tivessem o monopólio na construção de estradas.

A instalação dos quartéis resultou no início do  processo de devastação da mata atlântica objetivando a utilização das terras para o plantio das lavouras e a destruição dos refúgios indígenas. Bastou menos de um século de ocupação para reduzir a cobertura vegetal a um décimo.[19]

O passo seguinte foi a completa extinção dos Botocudos e dos grupos como os Macuni, Panhame, Puri, Koropó e outros, através da destruição cultural, doenças e massacres.

Acossados, devido à destruição do seu “habitat”, os índios foram pouco a pouco se entregando à proteção dos colonos. O resultado desta submissão foi o abandono das antigas atividades como a caça e a pesca e a adoção da agricultura nos moldes impostos pelos colonos. Paralelamente, a diminuição do território aumentou as rivalidades tribais provocando guerras entre os índios, que só favoreceram aos colonos.

Apoiada nos quartéis, a colonização da região se deu inicialmente por duas vias:

Do litoral, a partir de Belmonte subiram o rio colonos comerciantes que se instalaram pelas povoações ribeirinhas. Da nascente do rio desceram garimpeiros em busca de novas minas de diamante e lavradores em busca de terra.

No fim do século XIX o Médio Baixo Jequitinhonha recebeu uma segunda leva de migrantes provenientes da Bahia e das cidades mineiras do Alto Norte: Espinosa, Taiobeiras e Salinas.




Fonte de pesquisas
Livro: Memórias de Itinga de Jô Pinto

http://proteuseducacaopatrimonial.blogspot.com.br/

Por

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

GIRO PELO VALE - 6º Encontro de Comunicadores do Vale do Jequitinhonha

 E foi na pequena cidade de Cachoeira do Pajeú, entre os dias 27 a 29 de Janeiro de 2017, no Baixo Jequitinhonha, que aconteceu o 6º encontro de comunicadores do Vale do Jequitinhonha com o tema “Comunicação, Memórias e Transformação social”, onde cerca de 200 pessoas se inscreveram para participar das diversas oficinas voltadas a comunicação social e popular, oficinas que já são uma marca do encontro. A organização do encontro estava impecável tanto por parte da UFMG quanto a Prefeitura. E o aconchego da cidade foram elementos que tornaram o encontro ainda mais agradável.
Algumas cidades apresentaram suas memórias em torno da comunicação, entre elas a cidade de Itinga, no qual explanamos um pouco sobre a história da comunicação, mas com ênfase na importância da Rádio Comunitária, Cultura FM, como ferramenta de se fazer a comunicação na cidade.
 Tivemos também a honra de ter Tadeu Martins na mesa de debate, um ícone da história da comunicação e dos movimentos culturais do vale, falando da importância e da memória da comunicação do jornal Geraes e do movimento cultural do Vale.
Acredito que o encontro será um divisor de águas para a cidade de Cachoeira do Pajeú, é perceptível que a cidade busca uma identidade cultural, ou melhor quer resgatar essa identidade, seu patrimônio cultural material é riquíssimo com casarões e casas no estilo colonial mineiro,  no qual ainda se encontra bem conservado, mas que já sofre com as intervenções da modernidade, é uma cidade pitoresca e acolhedora. E foi nesse clima de cidade do interior que os comunicadores do Vale e de outras regiões mais uma vez se reuniram, para discutir e pensar uma comunicação com o povo e para o povo, o encontro deixa também o legado da tolerância, de gênero, credo e raça, todos juntos em prol de uma mesma bandeira a bandeira a da “humanidade”, no qual a comunicação tem um papel fundamental no processo de esclarecimento.
O encontro deixa reflexões, é preciso pensar em formas no qual os comunicadores e os fazedores de cultura, possam também, repensar o papel político que cada um tem nesse processo de transformação que queremos para o vale, é preciso de fato da voz e vez através da comunicação para as questões relacionadas a todos os aspectos políticos desse nosso rincão de terra, ainda tão sofrido pela mazela da falta de políticas públicas.

Por



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cultura Popular do Jequitinhonha em luto - Morre Dona Maria do Bode

             
Dona Maria do Bode - Credito Foto: Cida Almeida
              O Vale do Jequitinhonha esta de luto, a Cultura Popular calou-se, o pandeiro deixou de tocar, a viola tão chamativa em um canto espera um novo acorde juntamente ao violão e a rabeca, os foliões pararam a contradança, para dar adeus a D. Maria Simplício, de 110 anos, também conhecida como D. Maria do Bode, que foi a fundadora do grupo de reisado, hoje Associação Cultural Senhor Santos Reis, existente há 57 anos, na cidade de Almenara, município situado no Baixo Jequitinhonha
               A Associação fundada por ela é composta pela “folia do Senhor Santos Reis de Almenara ou "Grupo de reisado de D. Maria do Bode", o “Boi”, o “Coral Renascer” e a "Boneca Margarida",
                O grupo surgiu a partir de promessa feita por D. Maria Simplício que em certa ocasião, lutando contra a morte por causa de uma picada de cobra, quando acendia fogo debaixo de uma árvore (pau d'alho), ouvira uma
voz que lhe dissera para se apegar com os santos reis. Desprovida de recursos financeiros e vivia praticamente de favores e pequenas tarefas, assustada questionou à voz como poderia se apegar aos Santos Reis se não tinha nem o que comer. Em resposta a voz disse “do jeito que pensar em fazer, faça que tudo dará certo”. Então ela prometera que se fosse curada, sairia pelas ruas da cidade com uma folia para homenageá-los e agradecê-los. Livre do risco de morte, a partir daquele momento as coisas começaram a mudar em sua vida. Dona Maria Simplício acreditando nas recomendações das vozes, iniciou negócio com a compra e venda de carneiros, que lhe rendeu a alcunha de D. Maria do Bode. Segundo ela, “Não fiquei rica, mas a partir daquele momento nunca mais passei necessidades"


Fragmentos da historia do grupo, extraídos de pesquisa de Neilton Lima

Por:



segunda-feira, 20 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - VIVA SÃO JOÃO

SÃO JOÃO

       
     As festas dos santos populares do Brasil é uma herança de Portugal como: festa de Santo Antônio, São João e São Pedro, mas há muitas expressões de origem francesa, como a quadrilha, que surgiu dos salões da corte franceses, mas que os portugueses imitando, acabou sendo introduzida nos folguedos, por isso têm-se os termos da língua francesa como: anarriê, avancê, tour; o tipo de vestes dos casais é uma imitação da riqueza da corte. A fogueira simboliza a proteção dos maus espíritos, que atrapalhavam a prosperidade das plantações. A festa realizada em volta da fogueira é para agradecer pelas fartas colheitas. Além disso, como a festa é realizada num mês frio, serve para aquecer e unir as pessoas em seu redor.  Os fogos  se originaram na China, também como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas. São elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para acordar São João com o barulho.
            Os padres jesuítas trouxeram a tradição de São João, e os índios, que já adoravam dançar ao pé do fogo, aprovaram. As brasas da fogueira são um exemplo dessas tradições: assim que se apagam, devem ser guardadas. Conserva desse modo, um poder de talismã que garante uma vida longa a quem segue o ritual. Talvez por isso algumas superstições dizem que faz mal brincar com fogo, urinar ou cuspir nas brasas ou arrumar a fogueira com os pés.
            No dia 24 de Junho celebra-se a festa de São João, há também variações, pois em alguns lugares considera-se como São João Batista, como acontece em Itaobim no distrito que ganhou o nome deste santo e seu padroeiro entronizado em igreja ao centro deste povoado como: São João Batista; mas afinal quem foi São João?
Aquele que o arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em conseqüência, sua mulher, Isabel, que era estéril e de idade avançada, ia a conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
            Ele foi o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado; protetor das doenças infantis.

Por





segunda-feira, 13 de junho de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA VELA

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A HISTÓRIA DA VELA?

Um ato comum de muita gente, é acender uma vela, seja por devoção, seja para decorar ou aromatizar um ambiente, existem velas em vários formatos, tamanhos, cores e perfumes, mas a vela  teria surgido no século X antes de Cristo, confeccionadas a partir de juncos, besuntados com sebo (gordura animal), por volta do ano 50.000 a.C. eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais de parafina. A gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido.
Na Idade Média criou-se as velas a partir da cera de abelhas, pois o sebo dos animais causava um odor desagradável, mas utilizavam os dois modos de vela, sendo a segunda vendida por valor alto, devido a necessidade de muita cera, desta forma surge artesãos, especializados nesta fabricação; estes criaram adereços para a colocação das velas como: castiçais de madeira ou de prata, tornando o comércio ainda mais  lucrativo.
Tem-se relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio
No século XVI as velas passam a ser vendidas a preços mais populares, criando inclusive suportes mais simples, somente com o surgimento do gás no século XIX as velas começam a ser substituídas, mas nas camadas pobres este tipo de iluminação perdurou por muito tempo. Para proteger a indústria, o governo inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial.

Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhorias ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão. Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje, mas as velas ganharam incrementos e continuam com toda sofisticação em lugares profanos, santos ou sem nenhuma designação, pois as velas conservam  a crença da esperança, harmonia e paz aos lugares em que se faz uso de manter vela acesa.

Por

segunda-feira, 30 de maio de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA BICICLETA

BICICLETA

Imagens Internet
Estamos em 2016, véspera de um dos maiores eventos esportivos  do mundo e  pensar que  o “Ciclismo” , só foi introduzido  em 1.896, na 1ª Olimpíada da Era Moderna, em Atenas.
A origem deste veículo antecede aos motores à vapor, seu primeiro nome: “Celerífero”, inventado pelo francês J.H D. Civrac em 1791; o segundo nome “Draisiana”, pelo Engenheiro Florestal Karl Friedrich Ludwing Chiristian Sauerbronn, na antiga Prússia(Alemanha); ambas utilizaram como material de construção do invento sendo  madeira e a diferença do primeiro modelo para o segundo, que a primeira  deslocava-se somente em linha reta e a outra já  era dirigível,  daí  vieram outras inovações até chegar aos tempos atuais.
No Brasil não há bibliografias específica sobre bicicleta, sabe-se apenas que chegaram no último quartel do século XIX, provavelmente entre os eixos Rio/São Paulo., mas também Santa Catarina devido aos imigrantes de origem alemã, italiana e Suiça que a partir de 1850 vieram para nosso país e junto as bagagens possivelmente trouxeram algum modelo de bicicleta.
No governo de Jucelino Kubitscheck nos anos 50, ocorreu  no país  a instalação de montadoras de veículos leves, ônibus e caminhões,  fato que provocou o sucateamento das  ferrovias,  desativação dos bondes, meios de condução das grandes cidades, porém o foco  para o mercado sem dúvida era para o carro, portanto os fabricantes de bicicletas seguiram  graças aos incentivos concedidos, depois  da Revolução de 64 e demais reformas monetárias causou  impactos nas indústrias  ficando  duas marcas  que conhecemos muito bem na nossa região: Caloi  e Monark, que falaremos na próxima edição.

BICICLETAS:  CALOI E MONARK
As marcas Caloi e Monark,  em busca de domínio de mercado, sobreviveram graças  ao fechamento de outras marcas,após:  a crise de 1929, Revolução de 1930, Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução Comunista de 1935, estado Novo em 1937, Segunda Guerra Mundial(1939), tudo isso acarretou crises monetárias, causando endividamento e arruinamento de fabricantes de bicicletas.
Entre o  dia primeiro a dez de Abril de 1948 , deu inicio as atividades industriais e comerciais , pois tanto a Monark quanto a Caloi atuavam anteriormente sendo importadoras e distribuidoras de bicicletas ,  viveram  momentos áureos. Resumidamente  tem-se um histórico sobre a:
Monark  -  instalou-se  em São Paulo  no bairro Bela Vista, adquirindo  muitas outras áreas, chagando a uma chácara chamada Santo Antonio e também em Manaus; esta indústria vendeu nos anos de 1980 dois milhões de bicicletas por ano, empregando até dez mil pessoas.  Atualmente  a produção desta marca  ocorre somente em São Paulo na cidade de Indaiatuba desde 2006.
 Caloi -  Tem sua origem a partir do italiano Luigi Caloi, que em 1898 vem para o Brasil com a pretensão de fazer bicicleta de  boa qualidade, juntamente com seu cunhado Agenor Poletti  e juntos fundam  um comércio chamado Casa Poletti &Caloi, na Rua Barão de Itapetininga em SP; com o falecimento do patriarca Caloi em 1924,  seus filhos assumem o negócio alterando o nome para Casa Irmãos Caloi, logo adiante desassociam , mantendo –se no mesmo ramo; na terceira geração da família a partir de 1955, há ascensão da industria, sendo possível atingir mercados internacionais até chegar em 2006 quando a fábrica transfere-se para Atibaia encerrando suas atividades, vendendo a mesma para um grupo canadense em 2013.

Por:



segunda-feira, 18 de abril de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - MITRA

Mitra


Esta  Mitra é de origem romana, pertenceu ao segundo Bispo Dom José de Haas(1937-1956), considerado “Pai dos Pobres” um holandês que  chegou ao Brasil em 1906, ao ser transferido em 1912 para Araçuaí, aceitou a missão como vigário cooperador do Cônego Florêncio Rodrigues de Moura Terra, permanecendo firme em seu propósito  e destemido em suas ações até que em 1937 houve a sua nomeação como bispo.

 De acordo com  alguns escritos a mitra começou a ser usada em liturgia, mas outros crêem que seu uso é anterior aos tempos apostólicos, anterior ao cristianismo ou ainda dos séculos VIII ou IX, e ainda há outra corrente que acredita ter milênio , o certo é que um ornamento episcopal  foi usada primeiramente em Roma por volta da metade do século X e fora de Roma no ano de 1000, sendo encontrada a primeira referência numa bula de 1049, do Papa Leão IX, mas seu uso generalizou-se entre os bispos pelos anos 1100 a 1150. A concessão de uso da Mitra pelos cardeais foi em 1051 por Leão IX, e para os abades a partir de 1063, quando o Papa Alexandre II concedeu a mitra ao abade Egelsino, na abadia de santo Agostinho, em Cantuária. Também houve permissão para usar a mitra por príncipes cristãos como o Duque Wratislw, na Boêmia, concedido pelo papa Alexandre II, Pedro Aragão, quando recebeu Inocêncio III e o imperador alemão.


Por

terça-feira, 29 de março de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - JANELAS DO MUNDO


         O surgimento das primeiras janelas teriam sido no ano quatrocentos antes de Cristo, nas casas de Percépoles e daí começaram a aparecer os formatos com caixilhos e folhas, no Palácio de Minus, na Grécia, enquanto nas casas gregas as janelas que davam acesso aos pátios,  eram decoradas.
        Depois no ano cem, depois de Cristo, os romanos introduziram as janelas com vidro, mas, com a queda do império romano isso foi interrompido.
         Na época barroca, aparecem janelas com formas redondas, elípticas e geometria livre e cheia de ornamentos.
         No classicismo resolvem abrir as janelas em todas as extensões, aparecendo assim as janelas “caixão”; estas tinham a vantagem, porque permitia o isolamento acústico e térmico, embora o manejo fosse complexo e  deterioravam rapidamente.
         Na segunda metade do século XIX(1850) retomam-se as formas tradicionais e  trazem a inovação de janelas com ferro.
      Na transição para o século XX surge um movimento da arte nova ou “art Nouveau”, em que as janelas é uma multiplicidade de configurações, com muitos vidros coloridos.
Este movimento opõem-se aos elementos florais, sendo neste contexto há a  volta pelo tradicionalismo , na retomada pelos materiais antigos e técnicas artesanais, mas com intuito de renovar a arquitetura. A partir daí  ocorre uma evolução rápida nas janelas, pois a inovação tecnológica passa a ser aliada e a indústria vidreira passa a fabricar vidros maiores e melhores.
         Nos anos cinqüenta , influenciada pela arquitetura escandinava e suíça, em que a janela passa ter um só cristal e devido a altura, passa-se a utilizar o alumínio, considerado como movimento regionalista, em que há a recuperação da qualidade dos espaços internos e externos das épocas passadas.

   Chegando na última metade do século, o material construtivo foi quase exclusivamente a madeira com guarnições unifuncionais e com pranchas de vidro individuais,  trazendo nesta evolução o surgimento do PVC como solução de preservar as condições da janela.

Postado por

terça-feira, 15 de março de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - A CAMINHO DA CIDADANIA

Colégio Sagrado Coração de Jesus  em Itinga, inicio do seculo XX
No Vale do Jequitinhonha durante muitos anos no século dezenove, os ensinos primário e médio  aconteciam apenas  em escolas particulares, originalmente fundadas por missionários jesuítas e franciscanos, sendo desta forma, um ensino como privilégio para a elite da sociedade.
No final do século dezenove estes estudos puderam ser estendidos para a classe média, surgindo escolas, transformando-se em fenômeno  e gerando possibilidades  no desenvolvimento das populações através do conhecimento, ao qual constatamos no livro Vida , Amor e Oblação – História das Irmãs Fransciscanas de Oirchot /1797-1997:
“Na era da República Velha (1889-1930), novas escolas foram abertas; o controle do ensino foi  confiado aos Governos de cada Estado.” (Página 287)
Neste contexto observa-se que com o poder nas mãos de militares , tendo Getúlio Vargas  como presidente,  este apostava  na  educação como  função primordial na nação brasileira, estabelecendo  assim  diversas  reformas, com isso assistimos em 1930 a criação do Ministério da Educação e Saúde , que sucessivamente por intermédio do governo provisório organiza o ensino secundário e as Universidades através de decretos, não se pode  esquecer de que essas leis e diretrizes, também foram usadas para imposições políticas e massificação ideológica, afim de, respaldar os valores da classe que estava no poder, garantindo com isto o controle social pela via do não esclarecimento.
Toda somatória de legislação em torno da educação, concretiza-se nas conquistas da sociedade brasileira atualmente, em que precisa  estabelecer parâmetros e posicionamentos, para não reproduzir erros do passado.

Por



terça-feira, 8 de março de 2016

GIRO PELO VALE - CACHOLA EMPREENDEDORA ABRE INSCRIÇÕES NO VALE DO JEQUITINHONHA



 Projeto vai reunir jovens para desenvolver ideias de empreendedorismo social em suas comunidades

Estão abertas, até o 27 de Março, as inscrições para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias. Durante o ano de 2016, o projeto vai promover encontros entre jovens de municípios do baixo e médio Jequitinhonha e estimular o desenvolvimento de soluções para demandas locais. O Cachola é uma iniciativa da Fundação Telefônica (SP), em parceria com o CEDEDICA-Vale (Pedra Azul), a Casa da Juventude (Itaobim) e a organização MONSA (Almenara).

Podem se inscrever jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Almenara, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga, Bandeira e Jequitinhonha.  O principal critério para a participação é o interesse e a disposição para propor ideias transformadoras. Serão selecionados 500 jovens, que vão participar de encontros presenciais nos polos de Pedra Azul, Almenara e Itaobim (conforme proximidade da cidade do participante) e atividades a distância por meio de grupos do Facebook.

A partir de um diagnóstico das demandas dos municípios, os jovens vão propor ideias para solucionar problemas ou potencializar iniciativas de suas comunidades. As ideias serão testadas e desenvolvidas ao longo do ano, com o apoio de educadores e profissionais. Para isso, os jovens terão formações em empreendedorismo, tecnologia, mobilização social e direitos das juventudes. Ao fim do projeto, as soluções propostas poderão ser escolhidas para receber apoio da Fundação Telefônica.
O projeto, que está sendo desenvolvido no Vale do Jequitinhonha pelo segundo ano, é parte do Programa Pense Grande da Fundação Telefônica, que realiza iniciativas semelhantes nos estados de São Paulo e Pará.
A inscrição pode ser realizada por meio do site do CEDEDICA-VALE (http://www.cededica-vale.com.br/cachola-empreendedora-laboratorio-de-ideias.html)  ou presencialmente nos endereços abaixo:

Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)

Mais informações: www.cededica-vale.com.br / 33 3751 3521


 Serviço:

O quê: Inscrições abertas para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias
Para quem: jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Itaobim,  Almenara, Rubim, Jequitinhonha, Ponto dos Volantes e Itinga.
Quando: até o dia 27 de Março
Onde: online www.cededica-vale.com.br  ou presencialmente nos endereços
Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)


quinta-feira, 3 de março de 2016

GIRO PELO VALE - Morre Tico Neves

Tico Neves no estúdio da Rádio Aranãs FM – Foto: Arquivo / Tico Neves
A cidade de Capelinha e o Vale do Jequitinhonha esta em luto, perdemos um grande ativista Social, Politico e Cultural, participante ativo dos movimentos cultural da cidade de Capelinha e do Vale do Jequitinhonha, fica a saudade e as lembranças  do homem e amigo, pedimos ao pai que o receba de braços abertos, e que Nossa Senhora do Rosário guie seu caminho, a família em especial a amiga Preta Vieira, pedimos ao Pai Celestial que conforte que os conforte nesse momento de dor.


Tico Neves nasceu em 29 de dezembro de 1960 e fez parte de uma prole de oito irmãos. Casou-se com Maria Geralda Neves (Preta Vieira), com quem teve três filhas (Maria Tereza, Maria Luíza e Ana Beatriz). Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1985 e no ano seguinte fundou o jornal Voz do Jequitinhonha, o primeiro impresso profissional de Capelinha.
O jornalista participou da criação da Festa do Capelinhense Ausente, promoveu eventos e era animador de todo tipo de festa que acontecia em Capelinha e várias cidades da região.
Em 1988 se elegeu vereador e continuou na carreira política até 2008. Coordenou algumas campanhas políticas, foi candidato a prefeito em 2000 e a deputado estadual em 2002. Tico Neves assumiu a administração municipal de Capelinha no período de 4 de março a 3 de dezembro de 2004.
Nos anos 80, participou ativamente da Semana da Cultura e foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha (ACIAC), por vários anos. Teve uma atuação marcante na Rádio Aranãs FM, desde a sua fundação em 1991, sendo seu gerente e depois diretor geral. Na emissora criou o programa Canta Minas, voltado para a música e a cultura mineira e foi o idealizador da Copa Aranãs FM de Futebol, evento que movimentou o esporte na região entre 2007 e 2013.
Em 2009, Tico Neves lançou o livro “No tempo das gabirobas”, um resgate da memória fotográfica e histórica de Capelinha. O livro enfoca o período de 1809, ano da fundação da cidade até 1975.
No início de 2013, assumiu a Secretaria de Comunicação de Capelinha e se afastou em meados de 2014. Em 2015 reassumiu a Secretaria, porém teve que retomar o tratamento.

Fonte : http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=80707

Por

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Limpador de Latrina ou Carregador de Embrulho?



O assunto “ banheiro “ no Brasil , inicia-se com a chegada da família  real , os índios faziam suas necessidades  nos matos e o banho era algo freqüente, enquanto a família real não seguia tais padrões, mas, banheiro no interior das casas é algo bem mais antigo, no terceiro milênio antes de Cristo, de acordo com  escavações arqueológicas mostraram vestígios dessa construções no oeste da Índia; enquanto em Roma o povo gostavam de fazer suas necessidades em público ou em penicos; na  Europa em 1668, após um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade deveriam ter um importante cômodo, isso se popularizou.
 No Vale do Jequitinhonha, haviam entre as ditas “boas famílias” este importante cômodo, problema  era quando a fossa atingia seu limite de sua capacidade, tinha de  fazer o seu esgotamento ao invés de construir outra, então havia  “Limpador de Latrina”, que muitas vezes a troco de  comida e roupa velha, enchia de merda as latas de querosene e transportava até o rio para despejar estes dejetos que recendia durante vários dias.
Havia também o carregador de embrulhos, tinha profissão mais condizente com as exigências da civilização, principalmente na zona boemia, como  as meretrizes não podiam dar-se a tal luxo, contratavam garotos de freguesia certa que lhes carregavam os embrulhos.

Também era “finesse” no âmbito da alta sociedade as senhoras idosas e os enfermos gozavam do disputado  privilégio, poder servir-se do urinol para todas e quaisquer eventualidades  que  atiravam diretamente a rua, mas era comum pela manhã , as empregada domésticas, que  ganhavam como salário muitas vezes um quartinho nos fundos para dormir, comida , roupa velha e xingatório, elas tinham por labor todos os dias  andar pelas ruas com as preciosas vasilhas, algumas de fino valor, iam esvaziá-las no rio, expondo-as ao sol, por razões de assepsia .

Por

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - CAIS DO PORTO


Cais da Travessa José Gusmão, mais conhecido como porto da Branca
Foto: Jô Pinto
O cais é uma estrutura portuária , em que serve de   embarque e desembarque de  mercadorias, e passageiros, foram construídos para diversos fins .
Em Araçuaí, há um cais no Distrito de Itira, região de origem histórica da cidade, porém o outro  cais erguido  na região  do antigo centro comercial  não existe mais.
Em Itinga o cais foi construído na década dos anos de 1930, entreposto de intensa circulação de passageiros e transações comerciais, mas com a construção da ponte, que interligou  as duas regiões da cidade , causou o abandono do cais.
È um cenário urbano desolador, que se por um lado que trouxe muita prosperidade a região, do outro  causa insatisfação  de algumas mentes que desconsideram a sua importância;

Fique então com a nostalgia, do cantor Milton Nascimento , que inspirado pelo seu CAIS, compôs esta canção:

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais

E sei a vez de me lançar

Por

CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...