terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
CONHECENDO O JEQUI - Igreja de São Roque
![]() |
| Foto: Internet |
A
igreja de São Roque está situada no centro do Comércio Velho, na cidade de Itaobim/MG em terreno plano, o entorno é
composto de edificações residenciais simples de apenas um pavimento, sendo a
maioria de adobe com telhado em telhas
curva em cerâmica, tipo capa e bica, produzidas na própria região, a divisão das propriedades são feitas
através de cercas de arame farpado e
varas retiradas nos arredores do lugar. Do largo da Igreja é possível avistar a Serra
que dá passagem para o Povoado de Pedra
Grande e ainda as serras que dão acesso a cidade de Jequitinhonha, os bairros:
São Cristóvão,Esperança, Vila Nova, Alvorada,Vila Rica,Guadalupe , também o Córrego São Roque e o Rio Jequitinhonha. O
bairro possui arborização principalmente nos quintais das residências com
predominância de árvores frutíferas.
Presume-se que sua edificação ocorreu no final
do séc. XIX , com a chegada dos primeiros habitantes ao vilarejo
influenciados pelas missões religiosas do processo ultramontano da Igreja
Católica, que ocorreu nesse período, na tentativa de se fortalecer
institucionalmente. Segundo a senhora Eva Alves Costa (84 anos), foi sua
bisavó, a senhora Antoninha Gil, quem doou as terras para o santo, São Roque,
para que fossem construídos esta igreja e o cemitério. Aos poucos o casario foi crescendo no seu
entorno e tornou se o centro do lugarejo. As enchentes que aconteceram no rio
Jequitinhonha foram determinantes na historia local, o que também afetou a
historia da igreja. Com a enchente de 1919 a estrutura da igreja nada sofreu, mas já
em 1928, foi bem diferente, a parte da frente sofreu sérios danos e com a
enchente de 1979, parte frontal desaba. Segundo os relatos de moradores,
a igreja sofreu apenas uma intervenção após a enchente de 1979, parte de sua
nave foi demolida e com isso a igreja diminuiu em seu tamanho original,
descaracterizando sua fachada frontal, e, também foi colocado uma camada de cimento por cima do
ladrilho de barro original.
A igreja mostra linhas arquitetônicas ligadas ao colonial
mineiro, define seus espaços por partido
de forma retangular correspondente a duas seções:uma correspondente à nave que
se alarga nos flancos da fachada principal e outra pela capela-mor.A nave está separada do altar mor através de uma
escada de madeira fixada à parede deste.
Tem se
pelas laterais duas sacristias cujo piso mantêm-se em sua originalidade em
ladrilho de barro. O piso da nave e da capela-mor apresenta-se em cimento
natado. O sistema construtivo mostra-se em estrutura autônoma de madeira,
embasamento de pedra e vedação em alvenaria de adobe sendo que a fachada da
frente por tijolos de alvenaria. Possui portas e janelas alinhadas do tipo campas
com enquadramento em madeira e vergas retas. O acesso principal à igreja é feito por uma porta em verga vedada por
duas folhas de madeira, seguida de um arco
com vedação em tijolo reboco,.seguindo o eixo da porta
principal tem-se a distribuição de duas
janelas de abrir pela lateral direita ,
pela lateral esquerda e aos fundos, os acessos secundários são feitos
por duas portas de abrir sendo uma pela lateral direita e outra pela esquerda, todas de
madeira em verga reta ,pintadas em cor verde . A cobertura faz-se em
duas águas, do tipo cangalha,com telhas de barro tipo capa e bica apresentando cumeeira
paralela e beiral em galbo nas laterais.
A Igreja de São Roque é tombada pelo patrimônio cultural a nível municipal
Pesquisa: Jô Pinto, para processo de tombamento da Igreja
Por:
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
MEMÓRIA CULTURAL - Registro da Obra e Arte do Mestre Ulisses Mendes
PATRIMÔNIO IMATERIAL
A Constituição
Federal de 1988, em seu artigo 216, define seu
patrimônio cultural
brasileiro os bens de natureza
material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto,
portadores de referências à identidade à
ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira nos
quais se incluem as formas de expressão; os modos de criar; as criações
científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos,
edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
além de conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os
bens culturais imateriais estão relacionados aos saberes, às habilidades, às
crenças, às práticas, ao modo de ser das pessoas. Desta forma podem ser
considerados bens imateriais: conhecimentos enraizados no cotidiano das
comunidades; manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas;
rituais e festas que marcam a vivência coletiva da religiosidade, do
entretenimento e de outras práticas da vida social; além de mercados, feiras,
santuários, praças e demais espaços onde se concentram e se reproduzem práticas
culturais.
Tomando
consciência da importância do Mestre artesão Ulisses Mendes, o Conselho
Deliberativo do Patrimônio Cultural de Itinga, de posse as suas atribuições
legais, conjuntamente com a prefeitura Municipal através de seu órgão
competente realizou o seu primeiro
Registro, com o objetivo de valorizar um dos artesãos que têm propagado
sua arte e assim divulgando a cidade por todos os lugares por
onde realiza oficinas, expõe suas peças ou
fala sobre a região. O mestre Ulisses Mendes, se tornou um referencia em
esculturas feitas em Argila, tem suas obras espalhadas em museus, coleções
particulares e públicas, no Brasil e no mundo, ministra oficinas em todo
território brasileiro, sendo considerado um dos grande nesse ofício.
Mestre
Ulisses Mendes
O
artesão Ulisses Mendes, casado, pai de quatro filhos e dois netos, nascido em
onze de fevereiro de 1955, na cidade de Itinga, filho de lavrador, que
trabalhava duro na roça, fazia tijolo, pescava, garimpava e sua mãe
produzia utensílios domésticos como
potes, panelas, vasos dos mais variados formatos e vendiam na feira semanalmente. Desde sua
infância lidou com a arte do barro, seus
parentes faziam potes, panelas e outros utensílios domésticos para vender na feira, toda semana, assim ele foi adquirindo gosto e afeição de tanto
observar, se arriscava a fazer
brinquedos de barro para seu
divertimento. O ofício de artesão é uma prática constituída geralmente na
região, principalmente entre os núcleos familiares ou em comunidade,
perpassadas por gerações, que se
incumbem de transmiti-la através dos
griôs e dotados de tal habilidade.No caso
de Ulisses Mendes, aprendeu o ofício de trabalhar o barro com sua mãe, parentes
e vizinhança que fazia artesanato para
vender na feira.
Seguindo
a rota dos homens desta região, Ulisses Mendes também experimenta a vida em são
Paulo.
No
seu retorno de férias em 1979,
presenciou, catástrofe que arrasou, destruiu casas ribeirinhas, uma enchente
que deixou rastro de muitas perdas, tristezas e doenças, foi aí que ele resolveu
recriar aquele cenário de casas destruídas, caídas, envergadas e desta
forma inicia-se as primeiras encomendas, vindas de Araçuaí,
Itaobim, Jequitinhonha e outros lugares,
trazendo-lhe boa repercussão e referência quanto ao trabalho que fazia,
pois muitos o consideravam preguiçoso e outras brincadeiras pejorativas, eram proferidas, mas isso também
serviu de resistência, seguiu fazendo suas peças, até que decide fazer
personagens do seu dia-a-dia como “Seu Durvalino”, “Caçador”, “Lavrador” e
outros. Sua primeira aparição em público como artesão, aconteceu numa exposição
de artesanato do Vale do Jequitinhonha em Belo Horizonte, como representante da Associação dos Artesãos
de Araçuaí, pois Itinga não havia tal organização, foi convidado a dar
entrevista na televisão, e isso
repercutiu no Vale do Jequitinhonha, que ao retornar pessoas passaram a
visitas sua casa, viajantes, lojistas, gente de várias partes do país e assim
foi aperfeiçoando sua arte voltado para
a crítica social e assim cria mulheres
com crianças no colo, crucificadas, lavadeiras, retirantes, gosta de
revelar também os costumes, alegrias, cativeiros, pessoas típicas do Vale do
Jequitinhonha.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
CONHECENDO O JEQUI - Os Quarteis da 7ª Divisão
OS
QUARTÉIS DA 7ª DIVISÃO
No inicio do século XVII, chegou a região do
Rio Grande de Belmonte, o atual Jequitinhonha Alferes Julião Fernandes, para
comandar a Sétima Divisão Militar, e promover sua ocupação e iniciou o combate
às tribos indígenas em busca de terras propícias às pastagens. No início do
século, era intenso o comércio entre a Vila de Belmonte, na Bahia, norte de
minas, em Minas Gerais, através do rio Grande de Belmonte. Para proteção contra
ataques de contrabandistas e índios, o Alferes Instalou postos de vigia ao
longo Rio, chamados de Quartéis. Foram instalados os Quartéis de: São Miguel –
atual cidade de Jequitinhonha, da Vigia, atual Almenara – de Bonfim - atual
cidade de Joaima, de Salto Grande – atual cidade do Salto da Divisa, e o de
Água Branca, atual cidade Itinga.
Os Quartéis eram aquartelamento de tropas e
sentinela avançada este faziam parte da 7ª Divisão Militar, sob o comando do
alferes Julião Fernandes.
Sob ordens da 7ª Divisão Militar, os quartéis
foram construídos ao longo das margens do Jequitinhonha, dando origem a núcleos
habitacionais ribeirinhas que posteriormente tornaram-se distritos e cidades,
esse quartéis que tinham como propósito defender os interesses da coroa
Portuguesa, forma responsáveis também por um luta sem fim contra os povos indígenas
dessa região.
PASSO A PASSO DA
INSTALAÇÃO DOS QUARTÉIS DA 7ª DIVISÃO
O
Príncipe D. João, em Carta Régia de 13 de maio de 1808, enviada ao
capitão-general Pedro Maria Xavier de Ataide Melo, então governador da
Capitania de Minas Gerais, declarou "guerra ofensiva e justa”, visando a
destruição e destribalização dos índios.
Para
concretização deste intuito a própria Carta Régia determinou a instalação de
seis divisões militares ao longo do rio Doce.
A
colonização do rio Jequitinhonha teve um tratamento diferenciado devido às suas
riquezas diamantíferas. Visando a preservação dos direitos sobre os descobrimentos,
a Coroa, a partir de 1811 designou companhias de Dragões para guarnecerem a
região.
A
Sétima Divisão Militar, comandada pelo Alferes Julião Fernandes Leão se
instalou na região em 29 de setembro de 1811 com sessenta soldados e alguns
índios Maxacali do aldeamento de Lorena dos Tocoiós, fundando nas margens do
rio Jequitinhonha o povoado de São Miguel (atual Jequitinhonha).
A
Companhia da Sétima Divisão imediatamente iniciou o trabalho de construção de
uma estrada rente à margem direita do rio, que partia do recém fundado povoado
de São Miguel até a Vila de Belmonte na província baiana de Porto Seguro.[16]
A
partir da construção da estrada, o Alferes Julião foi instalando quartéis ao
longo do rio Jequitinhonha, embriões de futuros povoados e cidades como Itinga
e Joaíma.
Conforme sugestão
do capitão-mor de Porto Seguro, o rio passou a ser utilizado para transporte de
mercadorias entre Minas Novas e Belmonte.
Subiam
o rio Jequitinhonha, transportados em canoas, sal e produtos raros. Belmonte
recebia as produções mineiras: milho, algodão, toucinho, carne seca, dentre
outros. O mencionado Quartel do Salto, instalado nas imediações da Cachoeira do
Salto, assegurava esse comércio, impedindo o contrabando de ouro e diamante e
os ataques dos índios.[17]
Abandonado
pelos baianos em 1808, o Quartel do Salto foi ocupado pelo Alferes Julião cinco
anos depois.
“A
então denominada oficialmente Guerra Justa teve início efetivamente com a
instalação da Sétima Divisão Militar, e teve também um aspecto fratricida,
pois, como já foi mencionado, os Maxacali, além de empregados em obras
públicas, na abertura de estradas, e como “interpretes ou línguas”, foram
utilizados no combate aos Botocudos.”[18]
Sob
a proteção dos quartéis iniciou-se a ocupação das matas da região. Por outro
lado o governo provincial incentivou a instalação de grandes proprietários,
permitindo que tivessem o monopólio na construção de estradas.
A
instalação dos quartéis resultou no início do processo de devastação
da mata atlântica objetivando a utilização das terras para o plantio das
lavouras e a destruição dos refúgios indígenas. Bastou menos de um século de
ocupação para reduzir a cobertura vegetal a um décimo.[19]
O
passo seguinte foi a completa extinção dos Botocudos e dos grupos como os
Macuni, Panhame, Puri, Koropó e outros, através da destruição cultural, doenças
e massacres.
Acossados,
devido à destruição do seu “habitat”, os índios foram pouco a pouco se
entregando à proteção dos colonos. O resultado desta submissão foi o abandono
das antigas atividades como a caça e a pesca e a adoção da agricultura nos
moldes impostos pelos colonos. Paralelamente, a diminuição do território
aumentou as rivalidades tribais provocando guerras entre os índios, que só
favoreceram aos colonos.
Apoiada
nos quartéis, a colonização da região se deu inicialmente por duas vias:
Do
litoral, a partir de Belmonte subiram o rio colonos comerciantes que se
instalaram pelas povoações ribeirinhas. Da nascente do rio desceram garimpeiros
em busca de novas minas de diamante e lavradores em busca de terra.
No
fim do século XIX o Médio Baixo Jequitinhonha recebeu uma segunda leva de
migrantes provenientes da Bahia e das cidades mineiras do Alto Norte: Espinosa,
Taiobeiras e Salinas.
Fonte de pesquisas
Livro: Memórias de Itinga de Jô Pinto
http://proteuseducacaopatrimonial.blogspot.com.br/
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
GIRO PELO VALE - 6º Encontro de Comunicadores do Vale do Jequitinhonha
E foi na pequena
cidade de Cachoeira do Pajeú, entre os dias 27 a 29 de Janeiro de 2017, no
Baixo Jequitinhonha, que aconteceu o 6º encontro de comunicadores do Vale do
Jequitinhonha com o tema “Comunicação, Memórias e Transformação social”, onde
cerca de 200 pessoas se inscreveram para participar das diversas oficinas
voltadas a comunicação social e popular, oficinas que já são uma marca do
encontro. A organização do encontro estava impecável tanto por parte da UFMG
quanto a Prefeitura. E o aconchego da cidade foram elementos que tornaram o
encontro ainda mais agradável.
Algumas cidades
apresentaram suas memórias em torno da comunicação, entre elas a cidade de
Itinga, no qual explanamos um pouco sobre a história da comunicação, mas com ênfase
na importância da Rádio Comunitária, Cultura FM, como ferramenta de se fazer a
comunicação na cidade.
Tivemos também a honra de
ter Tadeu Martins na mesa de debate, um ícone da história da comunicação e dos
movimentos culturais do vale, falando da importância e da memória da
comunicação do jornal Geraes e do movimento cultural do Vale.
Acredito que o encontro
será um divisor de águas para a cidade de Cachoeira do Pajeú, é perceptível que
a cidade busca uma identidade cultural, ou melhor quer resgatar essa
identidade, seu patrimônio cultural material é riquíssimo com casarões e casas
no estilo colonial mineiro, no qual
ainda se encontra bem conservado, mas que já sofre com as intervenções da
modernidade, é uma cidade pitoresca e acolhedora. E foi nesse clima de cidade
do interior que os comunicadores do Vale e de outras regiões mais uma vez se
reuniram, para discutir e pensar uma comunicação com o povo e para o povo, o
encontro deixa também o legado da tolerância, de gênero, credo e raça, todos
juntos em prol de uma mesma bandeira a bandeira a da “humanidade”, no qual a
comunicação tem um papel fundamental no processo de esclarecimento.
O encontro deixa
reflexões, é preciso pensar em formas no qual os comunicadores e os fazedores
de cultura, possam também, repensar o papel político que cada um tem nesse processo
de transformação que queremos para o vale, é preciso de fato da voz e vez através
da comunicação para as questões relacionadas a todos os aspectos políticos desse
nosso rincão de terra, ainda tão sofrido pela mazela da falta de políticas públicas.
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
Cultura Popular do Jequitinhonha em luto - Morre Dona Maria do Bode
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| Dona Maria do Bode - Credito Foto: Cida Almeida |
A
Associação fundada por ela é composta pela “folia do Senhor Santos Reis de
Almenara ou "Grupo de reisado de D. Maria do Bode", o “Boi”, o “Coral
Renascer” e a "Boneca Margarida",
O grupo
surgiu a partir de promessa feita por D. Maria Simplício que em certa ocasião,
lutando contra a morte por causa de uma picada de cobra, quando acendia fogo
debaixo de uma árvore (pau d'alho), ouvira uma
voz que lhe dissera para se apegar com os
santos reis. Desprovida de recursos financeiros e vivia praticamente de favores
e pequenas tarefas, assustada questionou à voz como poderia se apegar aos
Santos Reis se não tinha nem o que comer. Em resposta a voz disse “do jeito que
pensar em fazer, faça que tudo dará certo”. Então ela prometera que se fosse
curada, sairia pelas ruas da cidade com uma folia para homenageá-los e
agradecê-los. Livre do risco de morte, a partir daquele momento as coisas
começaram a mudar em sua vida. Dona Maria Simplício acreditando nas
recomendações das vozes, iniciou negócio com a compra e venda de carneiros, que
lhe rendeu a alcunha de D. Maria do Bode. Segundo ela, “Não fiquei rica, mas a
partir daquele momento nunca mais passei necessidades"
Fragmentos da historia do grupo, extraídos de
pesquisa de Neilton Lima
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segunda-feira, 20 de junho de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - VIVA SÃO JOÃO
SÃO JOÃO
As festas dos
santos populares do Brasil é uma herança de Portugal como: festa de Santo
Antônio, São João e São Pedro, mas há muitas expressões de origem francesa,
como a quadrilha, que surgiu dos salões da corte franceses, mas que os portugueses
imitando, acabou sendo introduzida nos folguedos, por isso têm-se os termos da
língua francesa como: anarriê, avancê, tour; o tipo de vestes dos casais é uma
imitação da riqueza da corte. A fogueira simboliza a proteção dos maus
espíritos, que atrapalhavam a prosperidade das plantações. A festa realizada em
volta da fogueira é para agradecer pelas fartas colheitas. Além disso, como a
festa é realizada num mês frio, serve para aquecer e unir as pessoas em
seu redor. Os fogos se originaram
na China, também como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas. São
elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para
acordar São João com o barulho.
Os padres
jesuítas trouxeram a tradição de São João, e os índios, que já adoravam dançar
ao pé do fogo, aprovaram. As brasas da fogueira são um exemplo dessas
tradições: assim que se apagam, devem ser guardadas. Conserva desse modo, um
poder de talismã que garante uma vida longa a quem segue o ritual. Talvez por
isso algumas superstições dizem que faz mal brincar com fogo, urinar ou cuspir
nas brasas ou arrumar a fogueira com os pés.
No dia 24 de
Junho celebra-se a festa de São João, há também variações, pois em alguns
lugares considera-se como São João Batista, como acontece em Itaobim no
distrito que ganhou o nome deste santo e seu padroeiro entronizado em igreja ao
centro deste povoado como: São João Batista; mas afinal quem foi São João?
Aquele que o arcanjo Gabriel, apresentou-se diante de Zacarias
na Igreja que cuidava e disse-lhe que suas orações haviam sido ouvidas e em
conseqüência, sua mulher, Isabel, que era estéril e de idade avançada, ia a
conceber e lhe daria um filho. (Lucas 1) (Mateus 11). E agregou: “Tu lhe darás
o nome de João e será para ti objeto de júbilo e alegria; muitos se regozijarão
por seu nascimento posto que será grande diante do Senhor”.
Ele foi o
único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem
Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado; protetor das doenças
infantis.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA VELA
O QUE VOCÊ SABE SOBRE
A HISTÓRIA DA VELA?
Um ato comum de muita
gente, é acender uma vela, seja por devoção, seja para decorar ou aromatizar um
ambiente, existem velas em vários formatos, tamanhos, cores e perfumes, mas a
vela teria surgido no século X antes de
Cristo, confeccionadas a partir de juncos, besuntados com sebo (gordura animal),
por
volta do ano 50.000 a.C. eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo
como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em
relação às velas atuais de parafina. A gordura que servia de base para a queima
encontrava-se no estado líquido.
Na Idade Média
criou-se as velas a partir da cera de abelhas, pois o sebo dos animais causava
um odor desagradável, mas utilizavam os dois modos de vela, sendo a segunda
vendida por valor alto, devido a necessidade de muita cera, desta forma surge
artesãos, especializados nesta fabricação; estes criaram adereços para a
colocação das velas como: castiçais de madeira ou de prata, tornando o comércio
ainda mais lucrativo.
Tem-se relatos feitos pelo químico amador Josehp
Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se
tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante
deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo
oxigênio
No século XVI as
velas passam a ser vendidas a preços mais populares, criando inclusive suportes
mais simples, somente com o surgimento do gás no século XIX as velas começam a
ser substituídas, mas nas camadas pobres este tipo de iluminação perdurou por
muito tempo. Para proteger a indústria, o governo inglês proibiu que as velas
fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial.
Em 1811, um químico
francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma
substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados
com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da
mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada
"Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e
com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e
também trouxe, em 1825, melhorias ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura
da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado,
como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse
uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios
de algodão. Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um
subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a
parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o
esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos
hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com
a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base
a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes. Devido ao
desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais
utilizado como referência nos dias de hoje, mas as velas ganharam incrementos e
continuam com toda sofisticação em lugares profanos, santos ou sem nenhuma
designação, pois as velas conservam a
crença da esperança, harmonia e paz aos lugares em que se faz uso de manter
vela acesa.
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - HISTÓRIA DA BICICLETA
BICICLETA
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| Imagens Internet |
Estamos em 2016,
véspera de um dos maiores eventos esportivos
do mundo e pensar que o “Ciclismo” , só foi introduzido em 1.896, na 1ª Olimpíada da Era Moderna, em
Atenas.
A origem deste
veículo antecede aos motores à vapor, seu primeiro nome: “Celerífero”,
inventado pelo francês J.H D. Civrac em 1791; o segundo nome “Draisiana”, pelo
Engenheiro Florestal Karl Friedrich Ludwing Chiristian Sauerbronn, na antiga
Prússia(Alemanha); ambas utilizaram como material de construção do invento sendo
madeira e a diferença do primeiro modelo
para o segundo, que a primeira
deslocava-se somente em linha reta e a outra já era dirigível, daí
vieram outras inovações até chegar aos tempos atuais.
No Brasil não há
bibliografias específica sobre bicicleta, sabe-se apenas que chegaram no último
quartel do século XIX, provavelmente entre os eixos Rio/São Paulo., mas também
Santa Catarina devido aos imigrantes de origem alemã, italiana e Suiça que a
partir de 1850 vieram para nosso país e junto as bagagens possivelmente trouxeram
algum modelo de bicicleta.
No governo de
Jucelino Kubitscheck nos anos 50, ocorreu
no país a instalação de
montadoras de veículos leves, ônibus e caminhões, fato que provocou o sucateamento das ferrovias,
desativação dos bondes, meios de condução das grandes cidades, porém o
foco para o mercado sem dúvida era para
o carro, portanto os fabricantes de bicicletas seguiram graças aos incentivos concedidos, depois da Revolução de 64 e demais reformas
monetárias causou impactos nas
indústrias ficando duas marcas
que conhecemos muito bem na nossa região: Caloi e Monark, que falaremos na próxima edição.
BICICLETAS: CALOI E MONARK
As marcas Caloi e
Monark, em busca de domínio de mercado,
sobreviveram graças ao fechamento de
outras marcas,após: a crise de 1929,
Revolução de 1930, Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução Comunista de
1935, estado Novo em 1937, Segunda Guerra Mundial(1939), tudo isso acarretou
crises monetárias, causando endividamento e arruinamento de fabricantes de
bicicletas.
Entre o dia primeiro a dez de Abril de 1948 , deu
inicio as atividades industriais e comerciais , pois tanto a Monark quanto a
Caloi atuavam anteriormente sendo importadoras e distribuidoras de bicicletas ,
viveram
momentos áureos. Resumidamente tem-se
um histórico sobre a:
Monark - instalou-se em São Paulo
no bairro Bela Vista, adquirindo
muitas outras áreas, chagando a uma chácara chamada Santo Antonio e
também em Manaus; esta indústria vendeu nos anos de 1980 dois milhões de
bicicletas por ano, empregando até dez mil pessoas. Atualmente
a produção desta marca ocorre somente
em São Paulo na cidade de Indaiatuba desde 2006.
Caloi -
Tem
sua origem a partir do italiano Luigi Caloi, que em 1898 vem para o Brasil com
a pretensão de fazer bicicleta de boa
qualidade, juntamente com seu cunhado Agenor Poletti e juntos fundam um comércio chamado Casa Poletti &Caloi,
na Rua Barão de Itapetininga em SP; com o falecimento do patriarca Caloi em
1924, seus filhos assumem o negócio
alterando o nome para Casa Irmãos Caloi, logo adiante desassociam , mantendo
–se no mesmo ramo; na terceira geração da família a partir de 1955, há ascensão
da industria, sendo possível atingir mercados internacionais até chegar em 2006
quando a fábrica transfere-se para Atibaia encerrando suas atividades, vendendo
a mesma para um grupo canadense em 2013.
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - MITRA
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| Mitra |
Esta Mitra é de origem romana, pertenceu ao
segundo Bispo Dom José de Haas(1937-1956), considerado “Pai dos Pobres” um
holandês que chegou ao Brasil em 1906,
ao ser transferido em 1912 para Araçuaí, aceitou a missão como vigário
cooperador do Cônego Florêncio Rodrigues de Moura Terra, permanecendo firme em
seu propósito e destemido em suas ações
até que em 1937 houve a sua nomeação como bispo.
De acordo com
alguns escritos a mitra começou a ser usada em liturgia, mas outros
crêem que seu uso é anterior aos tempos apostólicos, anterior ao cristianismo
ou ainda dos séculos VIII ou IX, e ainda há outra corrente que acredita ter milênio
, o certo é que um ornamento episcopal
foi usada primeiramente em Roma por volta da metade do século X e fora
de Roma no ano de 1000, sendo encontrada a primeira referência numa bula de
1049, do Papa Leão IX, mas seu uso generalizou-se entre os bispos pelos anos
1100 a 1150. A concessão de uso da Mitra pelos cardeais foi em 1051 por Leão
IX, e para os abades a partir de 1063, quando o Papa Alexandre II concedeu a
mitra ao abade Egelsino, na abadia de santo Agostinho, em Cantuária. Também
houve permissão para usar a mitra por príncipes cristãos como o Duque Wratislw,
na Boêmia, concedido pelo papa Alexandre II, Pedro Aragão, quando recebeu
Inocêncio III e o imperador alemão.
Por
terça-feira, 29 de março de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - JANELAS DO MUNDO
O surgimento das primeiras janelas
teriam sido no ano quatrocentos antes de Cristo, nas casas de Percépoles e daí
começaram a aparecer os formatos com caixilhos e folhas, no Palácio de Minus,
na Grécia, enquanto nas casas gregas as janelas que davam acesso aos pátios, eram decoradas.
Depois no ano cem, depois de Cristo, os
romanos introduziram as janelas com vidro, mas, com a queda do império romano
isso foi interrompido.
Na época barroca, aparecem janelas com
formas redondas, elípticas e geometria livre e cheia de ornamentos.
No classicismo resolvem abrir as
janelas em todas as extensões, aparecendo assim as janelas “caixão”; estas
tinham a vantagem, porque permitia o isolamento acústico e térmico, embora o
manejo fosse complexo e deterioravam
rapidamente.
Na segunda metade do século XIX(1850) retomam-se
as formas tradicionais e trazem a
inovação de janelas com ferro.
Na transição para o século XX surge um
movimento da arte nova ou “art Nouveau”, em que as janelas é uma multiplicidade
de configurações, com muitos vidros coloridos.
Este movimento
opõem-se aos elementos florais, sendo neste contexto há a volta pelo tradicionalismo , na retomada pelos
materiais antigos e técnicas artesanais, mas com intuito de renovar a
arquitetura. A partir daí ocorre uma
evolução rápida nas janelas, pois a inovação tecnológica passa a ser aliada e a
indústria vidreira passa a fabricar vidros maiores e melhores.
Nos anos cinqüenta , influenciada pela
arquitetura escandinava e suíça, em que a janela passa ter um só cristal e
devido a altura, passa-se a utilizar o alumínio, considerado como movimento
regionalista, em que há a recuperação da qualidade dos espaços internos e
externos das épocas passadas.
Chegando na última metade do século, o
material construtivo foi quase exclusivamente a madeira com guarnições
unifuncionais e com pranchas de vidro individuais, trazendo nesta evolução o surgimento do PVC
como solução de preservar as condições da janela.
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terça-feira, 15 de março de 2016
MEMÓRIA CULTURAL - A CAMINHO DA CIDADANIA
![]() |
| Colégio Sagrado Coração de Jesus em Itinga, inicio do seculo XX |
No Vale do Jequitinhonha durante muitos anos no século
dezenove, os ensinos primário e médio aconteciam
apenas em escolas particulares,
originalmente fundadas por missionários jesuítas e franciscanos, sendo desta
forma, um ensino como privilégio para a elite da sociedade.
No final do século dezenove estes estudos puderam ser
estendidos para a classe média, surgindo escolas, transformando-se em
fenômeno e gerando possibilidades no desenvolvimento das populações através do
conhecimento, ao qual constatamos no livro Vida , Amor e Oblação – História das
Irmãs Fransciscanas de Oirchot /1797-1997:
“Na era da República
Velha (1889-1930), novas escolas foram abertas; o controle do ensino foi confiado aos Governos de cada Estado.” (Página
287)
Neste contexto observa-se que com o poder nas mãos de
militares , tendo Getúlio Vargas como
presidente, este apostava na
educação como função primordial
na nação brasileira, estabelecendo
assim diversas reformas, com isso assistimos em 1930 a
criação do Ministério da Educação e Saúde , que sucessivamente por intermédio
do governo provisório organiza o ensino secundário e as Universidades através
de decretos, não se pode esquecer de que
essas leis e diretrizes, também foram usadas para imposições políticas e
massificação ideológica, afim de, respaldar os valores da classe que estava no
poder, garantindo com isto o controle social pela via do não esclarecimento.
Toda somatória de legislação em torno da educação,
concretiza-se nas conquistas da sociedade brasileira atualmente, em que precisa estabelecer parâmetros e posicionamentos,
para não reproduzir erros do passado.
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terça-feira, 8 de março de 2016
GIRO PELO VALE - CACHOLA EMPREENDEDORA ABRE INSCRIÇÕES NO VALE DO JEQUITINHONHA
Projeto vai
reunir jovens para desenvolver ideias de empreendedorismo social em suas
comunidades
Estão abertas, até o 27 de Março, as inscrições para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias. Durante o
ano de 2016, o projeto vai promover encontros entre jovens de municípios do
baixo e médio Jequitinhonha e estimular o desenvolvimento de soluções para
demandas locais. O Cachola é uma iniciativa da Fundação Telefônica (SP), em
parceria com o CEDEDICA-Vale (Pedra Azul), a Casa da Juventude (Itaobim) e a
organização MONSA (Almenara).
Podem se inscrever jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra
Azul, Almenara, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga, Bandeira e Jequitinhonha. O principal critério para a participação é o
interesse e a disposição para propor ideias transformadoras. Serão selecionados
500 jovens, que vão participar de encontros presenciais nos polos de Pedra
Azul, Almenara e Itaobim (conforme proximidade da cidade do participante) e
atividades a distância por meio de grupos do Facebook.
A partir de um
diagnóstico das demandas dos municípios, os jovens vão propor ideias para
solucionar problemas ou potencializar iniciativas de suas comunidades. As
ideias serão testadas e desenvolvidas ao longo do ano, com o apoio de
educadores e profissionais. Para isso, os jovens terão formações em
empreendedorismo, tecnologia, mobilização social e direitos das juventudes. Ao
fim do projeto, as soluções propostas poderão ser escolhidas para receber apoio
da Fundação Telefônica.
O projeto, que
está sendo desenvolvido no Vale do Jequitinhonha pelo segundo ano, é parte do Programa
Pense Grande da Fundação Telefônica, que realiza iniciativas semelhantes nos
estados de São Paulo e Pará.
A inscrição pode ser realizada por meio do site do CEDEDICA-VALE (http://www.cededica-vale.com.br/cachola-empreendedora-laboratorio-de-ideias.html) ou presencialmente nos endereços abaixo:
Almenara: Rua Deraldo Guimarães,
85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro
(CEDEDICA-VALE)
Itaobim - Rua 02, 171 –
São Cristovão (Casa da Juventude)
Mais informações: www.cededica-vale.com.br / 33 3751
3521
O
quê: Inscrições
abertas para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias
Para
quem:
jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Itaobim, Almenara, Rubim, Jequitinhonha, Ponto dos
Volantes e Itinga.
Quando: até o dia 27 de Março
Onde: online
www.cededica-vale.com.br ou
presencialmente nos endereços
Almenara: Rua Deraldo Guimarães,
85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro
(CEDEDICA-VALE)
Itaobim - Rua 02, 171 –
São Cristovão (Casa da Juventude)
quinta-feira, 3 de março de 2016
GIRO PELO VALE - Morre Tico Neves
![]() |
| Tico Neves no estúdio da Rádio Aranãs FM – Foto: Arquivo / Tico Neves |
A cidade de Capelinha e o Vale do Jequitinhonha esta em luto, perdemos um grande ativista Social, Politico e Cultural, participante ativo dos movimentos cultural da cidade de Capelinha e do Vale do Jequitinhonha, fica a saudade e as lembranças do homem e amigo, pedimos ao pai que o receba de braços abertos, e que Nossa Senhora do Rosário guie seu caminho, a família em especial a amiga Preta Vieira, pedimos ao Pai Celestial que conforte que os conforte nesse momento de dor.
Tico
Neves nasceu em 29 de dezembro de 1960 e fez parte de uma prole de oito irmãos.
Casou-se com Maria Geralda Neves (Preta Vieira), com quem teve três filhas
(Maria Tereza, Maria Luíza e Ana Beatriz). Formou-se em jornalismo pela
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1985 e no ano
seguinte fundou o jornal Voz do Jequitinhonha, o primeiro impresso profissional
de Capelinha.
O jornalista participou da criação da Festa
do Capelinhense Ausente, promoveu eventos e era animador de todo tipo de festa
que acontecia em Capelinha e várias cidades da região.
Em 1988 se elegeu vereador e continuou na
carreira política até 2008. Coordenou algumas campanhas políticas, foi
candidato a prefeito em 2000 e a deputado estadual em 2002. Tico Neves assumiu
a administração municipal de Capelinha no período de 4 de março a 3 de dezembro
de 2004.
Nos anos 80, participou ativamente da
Semana da Cultura e foi presidente da Associação Comercial, Industrial e
Agropecuária de Capelinha (ACIAC), por vários anos. Teve uma atuação marcante
na Rádio Aranãs FM, desde a sua fundação em 1991, sendo seu gerente e depois
diretor geral. Na emissora criou o programa Canta Minas, voltado para a música
e a cultura mineira e foi o idealizador da Copa Aranãs FM de Futebol, evento
que movimentou o esporte na região entre 2007 e 2013.
Em 2009, Tico Neves lançou o livro “No
tempo das gabirobas”, um resgate da memória fotográfica e histórica de
Capelinha. O livro enfoca o período de 1809, ano da fundação da cidade até
1975.
No início de 2013, assumiu a Secretaria de
Comunicação de Capelinha e se afastou em meados de 2014. Em 2015 reassumiu a
Secretaria, porém teve que retomar o tratamento.
Fonte : http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=80707
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