sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

GIRO PELO VALE - Itinga de luto, faleceu Pe. Lucas Evangelista Gusmão.

 

Faleceu na manhã desta sexta feira, 29/01, em Belo Horizonte, o Pe. Lucas Evangelista Gusmão.

Natural de Itinga, filho de Dona Neuza Evangelista e de Zenom Gusmão, descobriu desde a sua adolescência a vocação para o sacerdócio.

Ordenou - se Padre em 1976, sua ordenação foi realizada pelo bispo Dom Silvestre Luis Scandian S.V.D.

Foi pároco em Águas Vermelhas, Coronel Murta, Medina e atualmente estava na paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, cidade de Itaipé.

Deixará saudades na família e amigos, mas ele vai ao encontro do pai celestial, tendo a certeza que levou p evangelho a quem precisou.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

MEMÓRIA CULTURAL - Capela de Santa Cruz

Foto: Angela Freire

Uma construção no alto de morro, da Rua Aimorés, próxima a Igreja Matriz de Araçuaí, em estilo singular,  numa arquitetura vernacular, encontra-se a Capela de Santa Cruz. Ela sofreu durante muitos anos, com o isolamento que provocou  processo de arruinamento, mas no bojo das memórias, não faltaram histórias para compor a sua existência neste  local.

Nunca houve nenhum estudo, que comprovasse a verdadeira origem deste templo. Mas as fontes  orais não permitiram o esquecimento deste bem, segundo João Guimarães Rosa: “Só sabemos de nós mesmos com muita confusão”. Então temos de reconhecer que a comunidade  constrói o saber que a sustenta, e o saber da religião popular é uma memória salva pelas redes sociais de trocas  e a religiosidade popular não é acervo histórico, mas manifestação de vida, ao qual a vida social não pode ser explicada unicamente pela concepção dos que dela participam, já que há causas profundas que escapam à consciência dos falantes.

Na busca para se explicar a Capela de Santa Cruz, a oralidade popular nos oferta algumas versões, das quais mencionamos algumas mais freqüentes, entre as pessoas mais velhas, que ouviram falar sobre esta capela:

I.Teria sido local de sepultar pessoas que cometiam suicídio. Antigamente a Igreja Católica não permitia sepultar os suicidas com outras pessoas, pois consideravam o cemitério da cidade, como “campo santo”, por isso não podia macular o lugar, enterrando pessoas que cometeram tal pecado.

II. Em frente à capela, havia um cruzeiro com os símbolos do martírio de Cristo. Por isso contavam que o templo, servia para guardar os objetos da semana santa.  Relata inclusive um episódio, decorrente a uma das enchentes que assolaram a cidade, todos os paramentos, alfaias e imagens foram perdidas, e, o esquife com Senhor morto, teria sido encontrado chegando no encontro das águas do Araçuaí, com o Jequitinhonha.  Na ocasião os Franciscanos mandaram  construir a Capela de santa Cruz . Havia inclusive a celebração em 3 de Maio, anualmente, para comemorar a festa de Santa Cruz. A programação era composta de terço, procissão, o cruzeiro e a capela eram iluminados com lamparinas de azeite.

III. A mulata Luciana Teixeira, fundadora da cidade, teria erguido a capelinha no alto do morro, para poder rezar. Após o desentendimento com o Padre em Itira, não podia entrar em nenhuma igreja católica. Havia a restrição, quanto às  prostitutas, elas não podiam entrar em igreja, por estarem vivendo em pecado.  Mesmo sem o vigário, era celebrada a festa de Santa Cruz, no dia 3 de Maio.

 Tal devoção possui raízes em Portugal, prática religiosa que persiste por alguns lugares do país. A festa  de santa Cruz, caiu no esquecimento, mas a capela ainda resiste a um passado de muitas histórias  que o povo conta e reconta, em suas  diferentes  versões.

Dizem  ainda que, havia o costume no dia da festa de Santa Cruz, o povo ao redor do cruzeiro , fazia a penitência de cem vezes ajoelhar-se e levantar-se, fazendo o sinal da cruz  a reza:

Alma minha, ponha-se rígida e forte, que a morte é certa e ela virá. No caminho encontrará o inimigo da alma e assim dirá: Arreda Satanás, que em mim em parte nenhum não terá. No dia de Santa Cruz, cem vezes me ajoelhei, cem vezes me  “apelosinei!”

 

https://www.facebook.com/tempo.cuidar/videos/298940078152890/?__so__=serp_videos_tab

 

 


 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

OPINIÃO DO BLOG - Crônica. Pele escura, por Otacilio Mendes

 



Crônica. Pele escura

Otacilio Mendes – Itinga/MG

 

Que raiva de ser preto. Era essa a ideia que tinha quando ainda adolescente tentava compreender o mundo.  Eu não era otacilio, era aquele negrinho do alto do cruzeiro. Não conseguiam me ver como um ser normal e com nome. E ainda brincavam com isso, que eu achava que era um elogio, o negrinho do pastoreio. No fundo eu ficava feliz por se tratar de um grande personagem da literatura, porém, não imaginava o grau de racismo proferido naquele elogio. Não entendia o riso no final da frase dita. Quando me despertei para a razão, deixei de ser besta, como diz o nosso povo, percebi o quão discriminado eu era numa sociedade de negros. Já ouvi de mães de negros, a expressão aquele negro para se referir a mim.  O racismo estrutural tem os pilares profundos e como eu na minha inocência, tem milhões sendo elogiados no trabalho, na sociedade, na igreja, nas escolas e em cada pedaço de chão que possam estar os negros. Hoje sei que minha voz é forte o bastante como qualquer outra voz para gritar: chega! Vamos viver a harmonia da humanidade onde o amor e a fraternidade andam juntas. Chega de alimentar esta estrutura podre que faz sofrer no íntimo aqueles que já sofreram na história. Ser negro é uma ligação direta com os trabalhos menos remunerados. Fui numa palestra e como atrasou um pouco fiquei no meio da plateia de professores e acabei me identificando para um professora e ela imediatamente quis que a colega conhecesse o professor Otacilio. E a colega passou um raio laiser de código de barras em todas a extensão do meu corpo e disse: ah, é você o palestrante? Eu percebi que o detector dela era racista e resolvi contar a minha história de vida naquela palestra. No final ela me pediu desculpas com outro ato de racismo. "Menino" como você fala bem. O orgulho é tanto em poder ter a pele escura, de ter visto o Brasil surgir com a colaboração de tantos braços pretos e do suor da pele escura no processo de construção. Hoje sei que a minha negritude agrada muito mais que desagrada, sei que o negro tímido e discriminado, cresceu e se encheu da mais profunda razão e se revestiu de fé. Percebi a importância de olhar para tudo com um olhar racional, capaz de ajudar o racista a entender o mundo. Calar, nunca mais. Que raiva que tenho quando vejo negros calados.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

MEMÓRIA CULTURAL - Pífano

 


            O pífano é um instrumento musical, similar a flauta transversal feito  artesanalmente, por isso  em alguns lugares é  conhecido  como flauta de taboca ou de taquara.

            No Brasil há referência do pífano a partir de 1584, através de um dos jesuítas, Fernão Cardim. Estes religiosos se dedicaram a preparação da fé católica e ao trabalho educativo. Percebendo que não seria possível converter os Índios a fé católica sem que soubessem ler e escrever. Os Jesuítas desejavam convertê-los ao cristianismo e aos valores europeus; os colonos estavam interessados em usá-los como escravos.

            Fernão Cardim ingressou-se na Companhia de Jesus, vindo para o Brasil em 1.583 visitando  diversas regiões do Brasil, citando o instrumento acompanhado de tambores, nas mãos de índios e de portugueses, associado a manobras militares ou comemorações religiosas.No século XVIII o uso pífano esteve presente em festas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Vale do Jequitinhonha.

          Por tanto o pífano foi introduzido junto à população por duas vias: a via indígena, que vem da época da colonização, da introdução do pífano pelos índios e tem a segunda via – em Minas, por exemplo, onde ele é vinculado aos negros, sem qualquer traço indígena e com um toque militar.

            O pífano no Brasil esteve associado à área militar até o século 19, como  instrumento militar, ligado à infantaria, dentro das forças portuguesas. O pífano, tal como nos exércitos europeus ia à frente da infantaria enquanto na cavalaria havia o trompete. Há inúmeros documentos que mencionam o pífano, inclusive no tempo de Dom João VI, que em sua guarda de honra tinha pífanos e caixas (tambores), mas, não se usa mais este instrumento com conotação militar. 

             Atualmente existem centenas de grupos pelo Brasil formados, em grande parte por descendentes dos primeiros tocadores de pífano, que guardam similaridade com o que existia há alguns séculos.

            É possível encontrar ainda grupos de pífanos em grande número de cidades do nordeste, norte de Minas, notadamente no interior. Nas capitais ou nas grandes cidades já não se guarda a mesma tradição. Assim como a sua denominação varia, a sua composição também tem sensíveis diferenças, mas seus instrumentos básicos são dois pífanos, um surdo, um tarol e um bombo ou zabumba.

            O tocador de pífano é chamado de pifeiro, músico autodidata, sabe as músicas, as melodias oralmente, muitas delas criadas por ele mesmo, por outras bandas ou por alguém que ele conhece e sabe de ouvido. Em geral ele é membro de uma família de pifeiros, ou está dentro de uma comunidade onde ele aprende de ouvido. Suas referências são visuais e auditivas.

            Os componentes das bandas são, na sua maioria, trabalhadores rurais que se ocupam da agricultura de subsistência, trabalhando no "alugado", ou cultivando sua pequena roça. Reúnem-se antes de cada apresentação e repassam o repertório. O pifeiro tradicional, está mais ligado ao ambiente rural. São pessoas simples, que lidam com o campo, plantações, gado, situados em um nível social às vezes menos favorecido. Mas isto não é uma característica apenas dos pifeiros porque também, antigamente quem tocava nas bandas de música eram escravos que faziam outros serviços e além disso tocavam outros instrumentos.

            Nos tempos atuais  também tem o pifeiro urbano que aprendeu o pífano pelos discos, pelos CDs , em oficinas de convivência social. Mas tem ocorrido muito modificações quanto ao material do instrumento, que originalmente  era de taquara, está sendo substituído por cano de PVC com a justificativa de ser material fácil de se encontrar e de baixo custo em estabelecimentos comerciais.

Por 



sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

FESTIVALE 40 anos - Agradecimentos

 


Depois de 40 Semanas de homenagens do Blog Espaço livre aos 40 anos do FESTIVALE, chegou a hora dos agradecimentos.

Foram 95 matérias em homenagem aos 40 anos do FESTIVALE: Narrativas, depoimentos e fotos, todas essas matérias geraram mais de 14 mil visualizações no blog.

Sendo assim quero agradecer primeiramente a Deus, que nos permitiu concluir esse projeto em um ano tão conturbado.

Agradecer a todas as pessoas que mandaram seus depoimentos, seja por convite ou que acharam necessário escrever algo sobre sua trajetória no FESTIVALE. Minha gratidão a todos, aos que atenderam nosso convite e enviaram seus textos e também aqueles que por algum motivo não tiveram como enviar.

Aos idealizadores deste evento, por nos dá a oportunidade de celebrar ano a no o que temos de melhor, nossa “ Cultura Popular”

Ao Movimento Cultural do Vale do Jequitinhonha ( Grupos de Cultura Popular, Artesãos, Músicos, Poetas, Grupos de Teatro e agentes culturais) porque de fato são vocês que realizam o FESTIVALE.

A FECAJE, que apesar de todas as dificuldades e adversidades consegue manter nosso FESTIVALE vivo a cada ano.

A todos que de uma forma direta ou indireta contribuíram e contribui no fazer cultural do FESTIVALE.

             Agradecer as mais de 110 mil visualizações que nosso blog atingiu nesses 10 anos de existência, e as matérias sobre o FESTIVALE contribuíram para esse resultado.

            OBS: Nosso blog é um espaço livre, sendo assim, quem quiser pode nos enviar sua narrativa sobre o FESTIVALE, que teremos o maior prazer em publicar.

              

      FONTE: todas as informações sobre o FESTIVALE publicadas durante estas 40 semanas, foram retirada do projeto piloto do livro  com titulo de “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” de minha autoria e no qual pretendemos lançar nesse ano que se inicia.

 

Muito obrigado!

Jô Pinto, quilombola, professor, produtor/gestor cultural e idealizador deste blog

 

 

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

NARRATIVAS DO FESTIVALE – Por Jô Pinto

 


FESTIVALE, um amor inexplicável....

 

Desde muito cedo descobrir a importância da cultura e de como tudo nela era envolvente, com o mestre Ulisses Mendes fui descobrindo as raízes culturais de meu querido Vale do Jequitinhonha.

Em 1990, mesmo que só por algumas horas conheci o FESTIVALE, na cidade de Diamantina, foi só uma passagem, até 1998 estive de forma esporádica em algumas edições, mas não para vivenciar como um todo.

Em 1997, já tínhamos criado o M.C.I ( Movimento Cultural Itinguense, hoje Centro Cultural Escrava Feliciana) e fui convidado á participar de uma reunião com a FECAJE, pois havia a possibilidade do FESTIVALE de 1998 ser em Itinga.

E Itinga sediou o 18º FESTIVALE e eu fiz parte da comissão organizadora, foi o primeiro passo para entrar de vez para este universo mágico e de amor. De lá pra cá fui conselheiro fiscal, conselheiro deliberativo, Diretor Administrativo e Diretor executivo Adjunto da FECAJE.

Nessa minha trajetória de vivencia e organização do FESTIVALE, descobrir o espírito de coletividade, solidariedade, respeito ao outro e a diversidade. Talvez me falte mesmo palavras para explicar este sentimento pelo FESTIVALE, é algo que te completa de tal forma que te deixa em êxtase e só vivenciando ele para sentir essa emoção.

Em um FESTIVALE, pessoa vem, vão, arruma-se amores, desfaz - se amores, encontramos velhos amigos e cada ano fazemos novas amizades, beijos são roubados, beijos são dados... E os abraços? Sem eles não existe FESTIVALE... E quantos abraços já dei nessa minha caminhada de amor a este evento, abraços naqueles que hoje já se encontram em outro plano espiritual, abraços nos amigos que revejo a cada ano, abraços nos novos amigos, abraços naqueles que por algum motivo não apareceram mais no FESTIVALE, abraços na música, na poesia, nos artesãos, na cultura popular, nas cozinheiras/arrumadeiras, seguranças e em pessoas aleatórias que encontrei em cada cidade que estive seguindo este meu amado FESTIVALE.

Desde 1998 só não estive presente em três edições do FESTIVALE, no qual as circunstancias do momento não permitiu.

Tenho consciência que nessa caminhada agradei e desagradei pessoas, mas tenham certeza que o objetivo era um só realizar o FESTIVALE da melhor maneira possível. As engrenagens de um FESTIVALE são complexas e muitas vezes quem não esta á frente, não tem a real consciência de como é organizar o maior evento de Cultura popular do Brasil ( pelo menos na minha opinião)

Durante toda minha vivência como membro da diretoria de FECAJE, tenho dois orgulho pessoal. O primeiro, ter tido a oportunidade de elaborar e produzir a proposta sobre os Grupos de Cultura Popular, no qual deu a FECAJE a oportunidade de ganhar o maior prêmio destinado ao reconhecimento cultural do país que foi o “Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade”, concedido pelo IPHAN ( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) o prêmio possibilitou a FECAJE comprar um terreno na cidade de Araçuaí.

O segundo, quando estava a Frente da diretoria administrativa, recuperei toda a história do FESTIVALE, estive em varias cidades e resgatei todos os cartazes e documentos que contavam a história do FESTIVALE até 2011, quando findou nosso mandato. (Mas infelizmente este material foi tirado da sede em Araçuaí pela gestão que nos sucedeu e ao devolver mais da metade de todo material recuperado havia se perdido novamente).

Por isso hoje tenho um sonho pessoal, que é criar o “Centro de História e Memórias Culturais do Vale do Jequitinhonha” e no qual terá também arquivos sobre o FESTIVALE.

Eu só tenho a agradecer! O FESTIVALE me proporcionou encontrar amigos, mestres, amores e acima de tudo me deu ensinamentos irmandade, coletividade e respeito ao próximo no qual carregarei por toda minha vida.

 

Que a vida me permita estar presente para comemorar seus 80 anos!

 

Gratidão FESTIVALE!

 

 

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

FESTIVALE - Prêmios e Homenagens

 


PRÊMIO RODRIGO MELLO FRANCO DE ANDRADE

Em 2008, o então Diretor Administrativo da FECAJE, Jô Pinto, escreveu a proposta “Grupos de Cultura Popular – o maior patrimônio do Vale do Jequitinhonha”, na categoria divulgação no Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, concedido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional), e este foi selecionado pelo IPHAN, regional de Minas Gerais e a premiação foi entregue na cidade de São João Del Rei/MG

No último dia 3 de outubro de 2008, em solenidade realizada na sala Vila Lobos, em Brasília, em reconhecimento pelo trabalho da entidade, através do Festivale, em favor da preservação e divulgação dos Grupos de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, a Fecaje foi agraciada com o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, maior prêmio a nível nacional dedicado a cultura.

 

COMENDA TEOFILO OTONI

Em solenidade realizada na cidade Teófilo Otoni em Novembro de 2008, a Fecaje e o Festivale foi homenageada pelo Governo do Estado de Minas Gerais conferindo à entidade a Comenda Teófilo Otoni. A medalha homenageia pessoas e instituições que contribuíram para o desenvolvimento político, cultural, econômico e social das regiões norte-nordeste de Minas Gerais, Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, e Norte de Minas.

 

HOMENAGEM DO TRIBUNA DO NORTE

No dia 8 de dezembro de 2007, o 16º aniversário do jornal Tribuna do Norte, dirigido p Tiburcim, militante da cultura do Vale.  A FECAJE e o FESTIVALE recebeu a homenagem na qualidade de destaque cultural do ano

 

HOMENAGEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS PELOS 10 ANOS DO FESTIVALE

Em junho de 1989 o deputado estadual Nilmário Miranda (PT) prestou uma homenagem ao Festivale na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, com Voto de Louvor pelos 10 anos do Festivale

 

HOMENAGEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS PELOS 30 ANOS DO FESTIVALE

Os 30 anos do Festival da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (Festivale), foi homenageado em Reunião Especial do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais,no dia  05/11/09, durante a solenidade também foi homenageada   A Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje), atual organizadora do Festivale. A solicitação da homenagem foi feita  pelo deputado Carlos Gomes (PT).

 

HOMENAGEM DA SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAIS PELA 30ª EDIÇÃO DO FESTIVALE

Em comemoração da realização 30ª Edição do Festivale, a Secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, entrega placas em homenagem a 30 pessoas de atuação relevante e destacável no desenvolvimento da cultura do Vale do Jequitinhonha.

 

HOMENAGEM DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS PELOS 40 ANOS DO FESTIVALE

No dia 24/11/2020, do deputado estadual Dr.Jean Freire( PT), solicitou a Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, homenagem aos 40 anos do Festivale

 

COMENDA TADEU MARTINS

A proposta foi elaborada por Jô Pinto ( Itinga) e apresentada no dia 28 de abril de 2018 a FECAJE, no Encontro de Cultura Popular na cidade de Felisburgo. A proposta foi aceita por unanimidade.

Objetivo: Prestar homenagens ao idealizador do FESTIVALE e um dos grandes defensores da cultura popular do Vale do Jequitinhonha e do país,

Objetivos específicos: Homenagear  seguimentos em cada FESTIVALE, estas homenagens seriam destinadas para pessoas ou instituição que contribuíram e contribui para o crescimento do FESTIVALE

As comendas já foram entregues em 2019, no 36º Festivale, 1ª Edição em Belmonte/BA e na 2º edição no Serro/MG em 2020

 

 

 

 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

MINHA FOTO NO FESTIVALE

 


Jô Pinto

 


Essa sequencias de fotos mostra a expressividade desse energia positiva quando falamos do FESTIVALE. Capelinha/ 2008. fotos tiradas pelo meu amigo Foto : Omar Abrahao





Crisitna Gonçalves


São várias de muitos anos participando ( desde os meus 14 anos) ,mais essa foi indo para o Serro MG , com gostinho de Vitória por termos sofrido tanto, lutado incansavelmente dia e noite, com fome na estrada ,carro quebrado,risco de acidente, mais vencemos o governo a batalha gritante e realizamos esse ano a segunda etapa do 36° Festivale da Foz a Nascente. Orgulho de fazer parte dessa diretoria . orgulho de todos os diretores que já passaram por esse gigante chamado Festivale.orgulho de ter tido e tenho o privilégio de ter os meus professores culturais que fizeram parte Jô Pinto e Ângela Freire.

Orgulho de ser baiana mais moldada pelas águas culturais do jequi.

Parabéns pra nós que fazemos cultura na raça

 

Giovana de Souza Rodrigues



Esta foto me traz a lembrança dos finais de tarde especiais do 35° Festivale, em Felisburgo. Nessa hora, íamos à beira da Lagoa assistir ao pôr-do-sol e aos outros espetáculos ao ar livre que aconteciam por lá.

 

Cida Almeida


Festivale 2015 Salto da Divisa. Galera massa. Pessoas especiais e Festivale lindo demais

 

Tiburcim Salinas

Com o cantor Elomar no  Festivale Salinas de 2004.

 

Ytxaha Braz



Festivale em Felício dos Santos 2017 pude levar uma oficina com questões e lutas indígena, dando visibilidade a nossa luta diária no espaço festivale. Foi extremamente necessário e importante. Gratificante estar com companheiros de luta do Vale do Jequitinhonha. Foto: Felipe Matos

 

Cláudio Dias


São tantos Festivales, momentos e fotos que fica até difícil de escolher. Então, escolhi uma do ano de 2017, Festivale de Felício dos Santos! Cidade linda, acolhedora e que me fez sentir bem recebido do início ao fim do evento! A dança afro fez morada em minha vida desde quando a conheci no Festivale de salinas (2004). Então posto aqui uma lembrança dessa dança que é minha paixão!

 

Jaime Prado


 

Festivale de Pedra Azul em 2002, meu segundo Festivale, que na verdade considero primeiro, pois foi neste que me entreguei pro movimento e curtir cada momento do que estava acontecendo, detalhe essa é a oficina de circo porém eu estava fazendo oficina de artesanato em argila, só que todo dia que eu passava pelo pátio da escola pra ir minha oficina eu parava por uns minutos pra observar o circo e me encantava com tanta magia, não resiste e quando me dei conta já estava em cima da perna de pau, o professor me deixou aprender e aí por uns 3 dias fugia da minha oficina e corria pro circo pra aprender andar de perna de pau, foi maravilhoso aprendi andar e serviu muito pois na época que eu era do Grupo de Teatro Arte Vida de Itaobim fizemos diversas apresentações com perna de pau. FESTIVALE, é isso é descobrir seus valores é buscar dentro de si o potencial que você tem é saber que o cantinho que você mora e cheio de riquezas e quando você se desloca pra ficar uma semana vivendo e respirando Cultura e Arte você volta com o Baú cheio transbordando de conhecimento e com uma fome louca de colocar tudo pra fora e mostrar pra sua comunidade que o Vale é Vida, é rico, é verde e é cheio de versos e viola. 


Marileide Pinheiro


Festivale 2014 em Araçuaí. Eu e o grande artista Maurício Tizumba passando pela Barraca de Artesanato. Vale a pena participar do Festivale, conhecer a nossa cultura e apreciar a nossa arte. Viva a Cultura Popular! Viva o Vale do Jequitinhonha!

 

Felipe Cortez Aragão


É uma tarefa difícil escolher apenas uma foto para representar todos esses anos e momentos incríveis que o Festivale me proporcionou.
Como pessoa e como artista!
Essa foto foi tirada depois da mostra da Oficina "Ator Criador" que foi incrível.
Na cidade de Salto da Divisa.
Eu me recordo como se fosse hoje...
Meu encanto, a descoberta daquele evento que mais parecia outra dimensão.
Meu coração cheio de alegria e entusiasmo. Tanto carinho e afago.
Meu primeiro show inesquecível, de Titane.
Lembro que as luzes refletiam em nós. E eu olhei pra minha amiga com tanta alegria que não sabia expressar. E eu dancei, eu pulei e finalmente eu me senti livre de verdade, pela primeira vez em toda minha vida.
Eu acabava de me encontrar.
E desde então o Festivale tem me dado força e motivo pra viver.

Te amoooooo com todo meu ser Festivale 

 

Will Nascimento


Joaíma, 2007. Minha primeira participação na Noite Literária. Foto: Vilmar Oliveira

 

Narjara Fonseca


2017- Felício dos Santos.
Cantando a capela "Meu Guri" em participação junto do Coral Araras Grandes/Araçuaí.

 

Mazinho Oliveira


Momentos maravilhosos que mim marcou na história do festivale quando eu tive o prazer de trabalhar durante todo o evento em salto da divisa em 2015 Parabéns para todos que faz parte dessa história viva viva a nossa cultura. Parabéns Fecaje/ Jequitinhonha

 

Cláudio Bento


Festivale em Capelinha/2008

 

Karina Mendes


Festivale em Medina/2013

 

Jussara Gomes


Festivale Felisburgo. Amo esses dois

 

Sônia Chaves


Nossa foto linda no festivale em Felisburgo, Mestre Antonio, Louro do couro, 

grandes mestres.

 

Marina Maricota


Felisburgo depois de anos afastada do momento cultural foi maravilhoso

 retornar em Felisburgo 

 

Vilma Baracho


31º Festivale em Araçuaí.

 

Ivan Pestana


2019/Belmonte - BA.

 

Allef Heberton


A interpretação poética que me deu o prêmio de melhor intérprete em 2017. 

Felício dos Santos!!. Foto: Jô Pinto

 

Luziane Xavier


Tem várias fotos do festivale q foram marcantes,mais essa,é especial,foi o último festivale que compartilhamos com nosso amigo Valtinho.
Festivale Felício dos Santos 2017

 

Luciano Tanure


Primeira vez no palco do festivale defendendo uma canção de minha autoria.

 

Robélia Maria


Jequitinhonha 2016

 

Sammer Iêgo Lemos


Felício do Santos - 2017


Sol



Nely Francisco

Em Jequitinhonha 2011!!!

                                                               Tantas saudades.

 


Monica Ferreira




Luciano Silveira


Márcia Rodrigues


Maria Luciete


Deise Magalhães


Adriana


Grupo UNE

35º Festivale - Felizburgo - 2018

Os grupos folclóricos se prestigiando!

 

 

CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...