terça-feira, 8 de março de 2016

GIRO PELO VALE - CACHOLA EMPREENDEDORA ABRE INSCRIÇÕES NO VALE DO JEQUITINHONHA



 Projeto vai reunir jovens para desenvolver ideias de empreendedorismo social em suas comunidades

Estão abertas, até o 27 de Março, as inscrições para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias. Durante o ano de 2016, o projeto vai promover encontros entre jovens de municípios do baixo e médio Jequitinhonha e estimular o desenvolvimento de soluções para demandas locais. O Cachola é uma iniciativa da Fundação Telefônica (SP), em parceria com o CEDEDICA-Vale (Pedra Azul), a Casa da Juventude (Itaobim) e a organização MONSA (Almenara).

Podem se inscrever jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Almenara, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga, Bandeira e Jequitinhonha.  O principal critério para a participação é o interesse e a disposição para propor ideias transformadoras. Serão selecionados 500 jovens, que vão participar de encontros presenciais nos polos de Pedra Azul, Almenara e Itaobim (conforme proximidade da cidade do participante) e atividades a distância por meio de grupos do Facebook.

A partir de um diagnóstico das demandas dos municípios, os jovens vão propor ideias para solucionar problemas ou potencializar iniciativas de suas comunidades. As ideias serão testadas e desenvolvidas ao longo do ano, com o apoio de educadores e profissionais. Para isso, os jovens terão formações em empreendedorismo, tecnologia, mobilização social e direitos das juventudes. Ao fim do projeto, as soluções propostas poderão ser escolhidas para receber apoio da Fundação Telefônica.
O projeto, que está sendo desenvolvido no Vale do Jequitinhonha pelo segundo ano, é parte do Programa Pense Grande da Fundação Telefônica, que realiza iniciativas semelhantes nos estados de São Paulo e Pará.
A inscrição pode ser realizada por meio do site do CEDEDICA-VALE (http://www.cededica-vale.com.br/cachola-empreendedora-laboratorio-de-ideias.html)  ou presencialmente nos endereços abaixo:

Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)

Mais informações: www.cededica-vale.com.br / 33 3751 3521


 Serviço:

O quê: Inscrições abertas para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias
Para quem: jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Itaobim,  Almenara, Rubim, Jequitinhonha, Ponto dos Volantes e Itinga.
Quando: até o dia 27 de Março
Onde: online www.cededica-vale.com.br  ou presencialmente nos endereços
Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)


quinta-feira, 3 de março de 2016

GIRO PELO VALE - Morre Tico Neves

Tico Neves no estúdio da Rádio Aranãs FM – Foto: Arquivo / Tico Neves
A cidade de Capelinha e o Vale do Jequitinhonha esta em luto, perdemos um grande ativista Social, Politico e Cultural, participante ativo dos movimentos cultural da cidade de Capelinha e do Vale do Jequitinhonha, fica a saudade e as lembranças  do homem e amigo, pedimos ao pai que o receba de braços abertos, e que Nossa Senhora do Rosário guie seu caminho, a família em especial a amiga Preta Vieira, pedimos ao Pai Celestial que conforte que os conforte nesse momento de dor.


Tico Neves nasceu em 29 de dezembro de 1960 e fez parte de uma prole de oito irmãos. Casou-se com Maria Geralda Neves (Preta Vieira), com quem teve três filhas (Maria Tereza, Maria Luíza e Ana Beatriz). Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1985 e no ano seguinte fundou o jornal Voz do Jequitinhonha, o primeiro impresso profissional de Capelinha.
O jornalista participou da criação da Festa do Capelinhense Ausente, promoveu eventos e era animador de todo tipo de festa que acontecia em Capelinha e várias cidades da região.
Em 1988 se elegeu vereador e continuou na carreira política até 2008. Coordenou algumas campanhas políticas, foi candidato a prefeito em 2000 e a deputado estadual em 2002. Tico Neves assumiu a administração municipal de Capelinha no período de 4 de março a 3 de dezembro de 2004.
Nos anos 80, participou ativamente da Semana da Cultura e foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha (ACIAC), por vários anos. Teve uma atuação marcante na Rádio Aranãs FM, desde a sua fundação em 1991, sendo seu gerente e depois diretor geral. Na emissora criou o programa Canta Minas, voltado para a música e a cultura mineira e foi o idealizador da Copa Aranãs FM de Futebol, evento que movimentou o esporte na região entre 2007 e 2013.
Em 2009, Tico Neves lançou o livro “No tempo das gabirobas”, um resgate da memória fotográfica e histórica de Capelinha. O livro enfoca o período de 1809, ano da fundação da cidade até 1975.
No início de 2013, assumiu a Secretaria de Comunicação de Capelinha e se afastou em meados de 2014. Em 2015 reassumiu a Secretaria, porém teve que retomar o tratamento.

Fonte : http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=80707

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Limpador de Latrina ou Carregador de Embrulho?



O assunto “ banheiro “ no Brasil , inicia-se com a chegada da família  real , os índios faziam suas necessidades  nos matos e o banho era algo freqüente, enquanto a família real não seguia tais padrões, mas, banheiro no interior das casas é algo bem mais antigo, no terceiro milênio antes de Cristo, de acordo com  escavações arqueológicas mostraram vestígios dessa construções no oeste da Índia; enquanto em Roma o povo gostavam de fazer suas necessidades em público ou em penicos; na  Europa em 1668, após um decreto determinando que todas as casas construídas na cidade deveriam ter um importante cômodo, isso se popularizou.
 No Vale do Jequitinhonha, haviam entre as ditas “boas famílias” este importante cômodo, problema  era quando a fossa atingia seu limite de sua capacidade, tinha de  fazer o seu esgotamento ao invés de construir outra, então havia  “Limpador de Latrina”, que muitas vezes a troco de  comida e roupa velha, enchia de merda as latas de querosene e transportava até o rio para despejar estes dejetos que recendia durante vários dias.
Havia também o carregador de embrulhos, tinha profissão mais condizente com as exigências da civilização, principalmente na zona boemia, como  as meretrizes não podiam dar-se a tal luxo, contratavam garotos de freguesia certa que lhes carregavam os embrulhos.

Também era “finesse” no âmbito da alta sociedade as senhoras idosas e os enfermos gozavam do disputado  privilégio, poder servir-se do urinol para todas e quaisquer eventualidades  que  atiravam diretamente a rua, mas era comum pela manhã , as empregada domésticas, que  ganhavam como salário muitas vezes um quartinho nos fundos para dormir, comida , roupa velha e xingatório, elas tinham por labor todos os dias  andar pelas ruas com as preciosas vasilhas, algumas de fino valor, iam esvaziá-las no rio, expondo-as ao sol, por razões de assepsia .

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - CAIS DO PORTO


Cais da Travessa José Gusmão, mais conhecido como porto da Branca
Foto: Jô Pinto
O cais é uma estrutura portuária , em que serve de   embarque e desembarque de  mercadorias, e passageiros, foram construídos para diversos fins .
Em Araçuaí, há um cais no Distrito de Itira, região de origem histórica da cidade, porém o outro  cais erguido  na região  do antigo centro comercial  não existe mais.
Em Itinga o cais foi construído na década dos anos de 1930, entreposto de intensa circulação de passageiros e transações comerciais, mas com a construção da ponte, que interligou  as duas regiões da cidade , causou o abandono do cais.
È um cenário urbano desolador, que se por um lado que trouxe muita prosperidade a região, do outro  causa insatisfação  de algumas mentes que desconsideram a sua importância;

Fique então com a nostalgia, do cantor Milton Nascimento , que inspirado pelo seu CAIS, compôs esta canção:

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais

E sei a vez de me lançar

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Carnaval Popular ou Cordões

         O carnaval popular surgiu no Brasil com Zé Pereira que puxava um grupo  de foliões pelas  ruas com bumbos e tambores, fazendo grande barulho depois das 22:00 horas de sábado e a partir daí surgiram os cordões. 
          Dona Delicia era quem organizava os cordões de rua de Itinga, estes saião pelas ruas da cidade, os cordões consistiam em segurar nas mãos um dos outros e estes faziam caracóis pelas ruas, cantando marchinhas da época.    
         Depois o carnaval passou a ser realizado em salões os mais frequentados era o de Zé Padeiro e o do mercado municipal, dizem que o salão de Zé Padeiro era frequentado pela classe mais pobre e no mercado acontecia o carnaval dos ricos, porém tal divisão não interferia na diversão de pular e brincar o carnaval, diga-se de passagem, muito animado, a moda nessas épocas era o lança-perfume e confetes, sem perder a alegrias nesses salões também se brincava os cordões.
       Nas primeiras horas do dia as pessoas se vestiam de mascarados e saia pelas ruas sempre ao som de marchinhas tocadas pela bandinha de música composta por Zezinho Rego, Antonio Bananinha, José de Zara e Vicente de Zé Cuanga, A noite algumas pessoas se fantasiavam com roupas pretas e máscaras, eram conhecidos como cavaleiros da noite, na maioria das vezes eram mulheres que se fantasiavam para ir ao carnaval escondidas dos pais, seu Zezinho Rego foi durante muito tempo o animador do carnaval de salão de Itinga.
          O carnaval acontecia em lugares fechados e pequenos e não se tinha noticias de violência, a falta de energia elétrica também não era motivo para não ter bebida fresca, as bebidas eram colocadas dentro de um tambor de ferro com areia e água, assim ficavam mais frias, quando os cordões acabavam em um salão, os foliões procuravam outro, ou iam para a casa de algum membro da turma. No domingo de carnaval acontecia o “entrudo” um grupo de pessoas animadas com o aspecto festivo do dia que raiva, se entregava a este folguedo. As pessoas atiravam latas de água uma nas outras pelas ruas da cidade, tendo duração de umas três horas, iniciava–se pela manhã, os que já estavam molhados jogava água em outros que não estavam e assim, um ia molhando o outro, a brincadeira se seguia. Aqueles que não entravam na brincadeira por livre e espontânea vontade era pego e levado para tomar um banho no rio Jequitinhonha, havia também o costume de se colocar apelido nas turmas, um dos mais conhecidos era “turma do funil”

         Nos três dias as pessoas se divertiam, mas na terça feira o carnaval acontecia só até a meia noite, era expressamente proibido passar desse horário, pois tinha que se respeitar à quarta feira de cinzas.

Fonte: Livro "Memórias de Itinga'


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

DIÁRIO DE LEITURA - " O Mandonismo Mágico do Sertão " de Luis Santiago


Uma obra literária no qual vale muito ler, nesta obra premiada com o premio Silvio Romero 2014 de pesquisas sobre Folclore e Cultura Popular, o historiador Luis Santiago, faz uma leitura da Cultura Politica sertaneja a partir de elementos antropológicos. tenha todos boa Leitura.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

MEMÓRIA CULTURAL - Fumo de Rolo


            Desconheço a inexistência de fumo de rolo, nas feiras e mercados da região do Vale do Jequitinhonha, apesar de não haver um cadastro deste destes agricultores por esta especiaria, é bem significativa a produção deste por pequenos produtores rurais.
           O fumo de rolo leva um processo lento e talvez pela demora deste os produtores rurais tenham de atrelar o cultivo da erva com outros  como mandioca, feijão, etc.
            Na organização do mercado municipal em Araçuaí, houve um devido cuidado e valorização aos vendedores desta especiaria, fabricada  nas comunidades rurais de tesouras, Setúbal  e Córrego Narciso , dentre outras, deixando uma ala inteira com banca , feita em cimento para a apreciação de quem procura fumo desde para seu uso em cigarro, rapé ou até mesmo aquele para espantar piolho de galinhas. Mas em qualquer uma das tantas feiras do Vale, lá vai ter sempre um vendedor a oferecer o fumo de rolo...



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GIRO PELO VALE - Morre Dona Té, Foliã de Santos Reis da Cidade de Medina


Dona Té. 
Ícone da cultura Popular de Medina e do Vale. Essa mulher é um dos grandes nomes responsáveis pela perseverança no fazer cultura. Cresci ouvindo sua voz nas rodas de folia. Mas era também amiga do peito, daquelas de abraço verdadeiro. Mãe, rezadeira, foliã, pescadora, lavanderia... fé era seu sobrenome. Tenho várias lembranças e histórias pra contar dessa figura mas a ultima é bem recente
Foi na ultima sexta-feira na recepção dos Comunicadores do Vale do Jequitinhonha. Obrigado por participar daquele momento de te acompanhar ate o carro e ouvir o seu "ultimo fica com Deus" ainda no seu traje mais bonito e com seu chocalho inseparável. Obrigado Deus por me permitir conhecer e dividir as rodas de folia, as cantorias nos presépios, as muitas viagens pelo vale ao lado dessa Senhora de voz aguda e abraço forte. Obrigado por na noite de Natal ter passar sobre mim e minha família a bandeira do DIVINO. Segue seu caminho na luz.  
palavras de Jardel Mendes


Que Nossa Senhora do Rosário lhe conduza ao Pai.....

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

DIÁRIO DE LEITURA - Poeta Beth Guedes, lança o livro " “ A leveza da vida em Versos”

“Sou uma serviçal da poesia! Minha missão neste mundo é servir-lhe fielmente dia e noite!” - Beth Guedes


A poeta Beth Guedes, faz  nessa (sexta-feira), 15 de Janeiro de 2016,  às 20hs  lançamento de seu livro  “ A leveza da vida em Versos”,  em São Gonçalo do Rio das Pedras/MG







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GIRO PELO VALE: Imagem Sacra é Roubada em Minas Novas

Gruta onde ficava a Imagem - Rosângela Fernandes
A cidade de Minas Novas, acordou um pouco mais triste com a noticia do roubo de uma imagem sacra, trata-se da Imagem de Nossa Senhora de Lourdes, no qual ficava na Gruta de Nossa Senhora Do Bom Sucesso, tal fato segundo Rayane Almeida, aconteceu Nessa madrugada, O responsável chegou pela manhã para realizar a manutenção quando se deu conta de que a imagem de aproximadamente cinquenta a sessenta centímetros não estava no local, o cofre também foi arrombado porém ainda não se sabe a quantia levada.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

GIRO PELO VALE - Morre Tião de Angelino, personagem da História e Cultura de Minas Novas

Noticiamos o falecimento de Sebastião Alves Miranda popular Tião de Angelino, seu falecimento ocorreu hoje de madrugada e seu corpo está sendo velado em sua residência na avenida Waldemar César Santos, e seu sepultamento será as 17:00H no cemitério local, nossos sinceros sentimentos a toda a família pela perda de uma pessoa tão importante para a nossa história com seus 95 anos ele foi se encontrar com Deus, que a nossa padroeira Senhora Do Rosário possa cobrir a todos com o seu manto sagrado e dar forças para seguir em frente!

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim ainda que morto viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá 
. (João 11:25-26)



Fonte www.facebook.com/nildete.salvemaria.3?pnref=friends.search ( Congada de São Benedito)

MEMÓRIA CULTURAL - RAPÉ


           
A palavra rapé , é de origem francesa que significa:ralar ou raspar. No Brasil o rapé , passou a ser consumido a partir do século XX, atualmente é visto de maneira contraditória,seja  como  hábito ou vício.
No Vale do Jequitinhonha o rapé é preparado artesanalmente, através da folha de fumo trabalhado em fumo de rolo, cortado bem fininho, torrado e socado em peça de almofariz, bem fininho e em seguida  colocado em um recipiente próprio, antigamente existia um recipiente feito  de pedaço de chifre de animal com tampa de couro ou de madeira, popularmente conhecido como “cornicha”, cuja pronúncia correta seria “cornija”; também tem outras formas de  incrementar o produto, acrescentando  para socar junto ao fumo, folhas ou frutos medicinais como: alfavaca, imburana, manjericão ou até mesmo naftalina.
            O rapé possui cheiro característico, que, ao ser inalado, produz sensação de prazer, além de provocar espirros.
.           Segundo alguns pesquisadores e historiadores, no Egito o rapé já era conhecido, pois  fora encontrado pimenta do reino na narinas e abdômen de Ramsés II. Em outros estudos em múmias , encontrou-se: mirra, canela e olíbano (espécie de resina aromática, obtida de árvores africanas e asiáticas do gênero Boswellia, muito usada na perfumaria e fabricação de incenso), segundo Manniche no seu livro “Egytain Herbal”.

            O rapé  é encontrado para vender em tabacarias , em latinhas, porém proibida para menores de 18 anos. Seu uso além  de servir como alternativa na medicina  como rinite ou outras enfermidades, os índios utilizam para sua espiritualidade, assim como outros grupos religiosos que fazem uso para rituais , enfim, antigamente consumido pelos nobres europeus e usado, inicialmente, como forma de aliviar a enxaqueca, o rapé era uma espécie de artigo de luxo quase sempre guardado em caixinhas exclusivíssimas. Nos elegantes salões onde circulava gente de sangue azul, elas eram conhecidas como snuffboxes. Hoje, algumas são objetos de museus. No Metropolitan de Nova York, por exemplo, em meio a tantas obras de arte, estão caixas de ouro e cravejadas de diamantes e rubis.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL - DO FEIJÃO A FEIJOADA


Feijoada - Foto: Internet
Os cronistas do período compararam as variedades nativas com as trazidas da Europa e África, e foram categóricos, acompanhando a opinião do português Gabriel Soares de Souza, expressa em 1587: o feijão do Brasil, o preto, era o mais saboroso. Caiu no gosto dos portugueses.
O viajante francês Jean de Léry e o cronista português Pero de Magalhães Gândavo,  no século XVI, descreveram o feijão, assim como o seu uso pelos nativos do Brasil. A segunda edição da famosa História Naturalis Brasiliae, do holandês Willen Piso, revista e aumentada em 1658, tem um capítulo inteiro dedicado à nobre semente do feijoeiro, nesta época  começou-se a introduzir outras variedades de feijão na colônia, algumas africanas, mas também o feijão consumido em Portugal, conhecido como feijão- fradinho (de cor creme, ainda hoje muito popular no Brasil, utilizado em saladas e como massa para outros pratos, a exemplo do também famoso acarajé).
O feijão-preto, aquele da feijoada tradicional, é de origem sul-americana. Os cronistas dos primeiros anos de colonização já mencionam a iguaria na dieta indígena, chamado por grupos guaranis ora comanda, ora comaná, ora cumaná, já identificando algumas variações e subespécies..
No início do século XIX, absolutamente todos os viajantes que por aqui passaram e descreveram os hábitos dos brasileiros de então mencionaram a importância central do feijão como alimento nacional. O príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied comeu feijão com coco na Bahia, em 1816, e adorou.
O francês Saint-Hilaire sentenciava, nas Minas Gerais de 1817: “O feijão-preto forma prato indispensável na mesa do rico, e esse legume constitui quase que a única iguaria do pobre”.
Spix e Martius, naturalistas que acompanharam a comitiva da primeira imperatriz do Brasil, a arquiduquesa austríaca Leopoldina, fizeram referência à “alimentação grosseira de feijão-preto, fubá de milho e toucinho” em Minas Gerais. Também citaram o feijão como alimento básico dos baianos, inclusive dos escravos. O norte-americano Thomas Ewbank, em 1845, escreveu que “feijão com toucinho é o prato nacional do Brasil”.
A fama do feijão  na culinária brasileira firmou –se através dos s escravos, nos escassos intervalos do trabalho na lavoura, cozinhavam o feijão, que seria um alimento destinado unicamente a eles, e juntavam os restos de carne da casa-grande, partes do porco que não serviam ao paladar dos senhores.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL: PARTILEIRA, PRATILEIRA OU PARTELEIRA?



A palavra “partileira” é muito usada no vocabulário popular ao objeto inventado com a finalidade para guardar pratos, há também quem pronuncie “pratileira”, no entanto ambas expressões apesar de incorretas, sabe-se  que se refere a um objeto  com tábua(s) horizontal(is), cuja derivação ”prat-e-leira”.
Em casas de interior, principalmente em Minas Gerais, é comum em cozinhas, avistarmos o móvel de madeira, simples, feito de madeira muitas vezes sem nenhum tratamento,  envelhecida pelo tempo ou pela fumaça  do fogão à lenha, mas o que chama atenção nestas, são as vasilhas de alumínio, brilho  de arder os olhos, que nos perdemos com nossa imagem refletida , de tão bem ariada (expressão usada quanto ao brilho da vasilha).
Atualmente este móvel ganhou ares de sofisticação e requinte em ambientes rústicos, e, assinados por profissionais de decoração,  o valor é agregado e  repercute como  símbolos de raridade.

Independente da forma em que pronunciamos: Partileira, pratileira ou prateleira, você deve recordar de algo que cause saudade .

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL - AOS MESTRES COM CARINHO

A origem do dia do professor iniciou-se em  15 de outubro,do ano de 1827, quando  o Imperador D. Pedro I resolveu  instituir  um decreto  criando o Ensino Elementar no Brasil, e, também  com a criação das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Além disso, o decreto estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores.
Em  1963, a data foi oficializada  através da  lei Decreto Federal 52.682, que continha  em seu Art. 3º: “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”.
Pensando no valor da educação enquanto progresso e desenvolvimento de uma região, apresento dois  homens  dignos de respeito e reverência: Dom José de Haas e Dom Enzo. Sem desfazer dos demais, estes  lutaram bravamente para introduzir uma educação de qualidade e para todos,.
Graças a estes os frutos e raízes que fez germinar sementes prósperas   das quais nos orgulhamos hoje como: Colégio Nazareth, E.E.Dom José de Haas, E.E.Industrial São José, Seminário São José e tantos outras instituições  espalhadas  pelo Vale do Jequitinhonha.
Também não poderíamos deixar passar aqueles professores que marcaram  épocas e se fizeram presentes nas histórias de vidas de tantas pessoas que tiveram oportunidade  de ocuparem um banco de uma sala de aula dos quais cito alguns: Mestre Lalá, Hilário Pinheiro Jardim, Isaltina Cajubi, Mestre Ernesto Gonçalves Pereira, Pedro Nobasco e  Francisco de Paula. Maria Fulgêncio Alves Pereira (Mestra Quita), Padre Celestino Rodrigues Chaves., Antônio Ferreira Paulino, Mestra Cláudia Caldeira de Araújo, Virgínia Chaves (Dona Zina),  D Maria Pereira, Maria Emília Cajubi , Dona Stela  Dalva Figueiró, Lourdes Jacob Paulino, D. Mariinha , D.  Zizi(Maria Olegária), João Pizini, Solano de Barros, Graça Sá, Dona Branca,  Dona Nana, Bila, Maria Emília Fulgência, Dona  Dôra e tantos(as)  outros(as) mestres(as).
A todos os mestres e mestras de um tempo passado e deste tempo atual, nosso mais profundo carinho e  respeito pela profissão.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL - MENINO JESUS


Na cidade de Itinga, há uma comunidade denominada de Água Fria, lugarejo antigo deste município em que guarda ainda a Casa de Máquinas, espécie de  usina ou pequena hidrelétrica , capaz de oferecer energia para a cidade até certo período, pois perdeu sua utilidade com a chegada da luz elétrica, esta foi a segunda usina a funcionar no Vale do Jequitinhonha.
Conta o povo que a entrada das bandeiras e bandeirantes, cujo costumes de Portugal, era de carregar seu  santo de devoção  em suas bagagens, pois quando instalavam-se, tratavam logo de  criar nomenclaturas , ofertando assim nomes para muitas localidades.

Encontramos uma imagem do Menino Jesus de Praga, numa capelinha que dá origem ao seu padroeiro, a mesma apresenta-se em sua composição em madeira, uma bela  reliquia, , a imagem requer um trabalho de conservação e preservação, e esta encontra-se  guardada com segurança.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

OPINIÃO DO BLOG - A culpa é do outro



Certo dia recebi uma cartinha, de uma ouvinte do meu programa espaço cultural, no qual apresento nas manhas de domingo na Radio Comunitária Cultura FM. Pois bem nesta cartinha a ouvinte me diz que se chama fulana de tal e que tem 26 anos e que mora na zona rural, me elogiou pelo programa e pelas musicas regionais que se toca em nossa programa, mas ela diz:  esta carta não tem a intensão apenas de elogiar o seu programa, esta carta é para compartilhar com você as minhas angustias, e assim ela começa, " Certo dia ouvindo seu programa ouvi uma bela mensagem, uma daqueles que você sempre lê ao iniciar seu programa, pois bem a mensagem narrava a historia de três pessoas que estavam em um barco, mas o barco furou em uma das pontas e uma das pessoas começou a tirar a água, enquanto da outra ponta um conversava com o outro  - Não devíamos ajuda-lo a tirar a água? e outro debochando disse: Não! a água esta entrando no lado dele.", pois bem continuou ela mas se eles estavam todos no mesmo barco com certeza se a pessoa que se esforçava cansasse o barco iria afundar com todos dentro. e assim é em nossa comunidade, muitas vezes deixamos de fazer algo coletivo por acreditar que o problema não é nosso, queremos a solução do problema , mas não quero ajudar a soluciona-lo, e assim ela finalizou a carta, talvez as suas mensagens chega ao ouvido de um ouvinte e outro e vai embora, mas para alguns ela terá grande importância!
Pois assim em tempos de crises me recorri esta reflexão feita por uma mulher, um mulher guerreira tão comum no Jequitinhonha, para que nos cidadãos possamos pensar um pouco mais sobre tantas coisas erradas que acontecem no mundo, em nosso país, em nosso estado , em nossa cidade, e ai me pergunto até quando vamos achar que a água que entra no barco é de responsabilidade do outro, precisamos sair do nosso estado de hibernação  e fazer a nossa parte, por mais pequena que seja ela fará a diferença, pense nisso, ou você vai querer afundar sem fazer nada?


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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

MEMÓRIA CULTURAL - Chafariz

Foto: Internet- meramente ilustrativa
E depois de 08 dias sem água nas torneiras de minha querida Itinga, tivemos de voltar a nostalgia de lavar as vasilhas , tomar banho e pegar os baldes com água no velho e sempre protetor Jequitinhonha.  E no decorrer desta nostalgia, veio a lembrança de um velho conhecido do povo de Itinga, pelo menos para aqueles que não tinham água encanada em casa o “ chafariz” da avenida Santa Cruz, na minha lembrança de infância ele ficava no meio avenida na divisão da subida e decida, lembro das filas para se pegar a água, das discussões para ver quem chegou primeiro,  para nós a criançada tudo era diversão,  o simples fato de ver a água saindo na torneira do chafariz me encantava e  com certeza todas as crianças, tempo  que não volta mais, mas que fica na memória, onde a coletividade tinha na pratica sua existência, um chafariz reunia pessoas por suas necessidades de ter água em casa, mas este mesmo chafariz fazia com que as pessoas estivessem juntas, e entre um pote e outro de água,  se tinha aquele dedo de prosa, se sabia como estava a família, colocava-se as noticias em dias e no vai e vem de potes e latas o chafariz, era o elo de ligar pessoas através da benção divina chamada ÁGUA. 


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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SEXTA LITERÁRIA - Quando For a Última Gota , de Herena Reis Barcelos

(...) Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.







                              
      QUANDO FOR A ÚLTIMA GOTA

Autora: Herena Reis Barcelos


Chico era um poço por um triz.

Por um tempo bebi de sua água. Por um tempo, muito. Muita água em pouco tempo, a gente até escorre. Quando eu escorria, molhava sem querer e tudo. A água me era boa ainda assim. Nutria.

Mas isso é de Chico.

Era bonito. De água azul, achavam que de tão limpa. Depois viram que não. Era poço intenso, e intenso de poço é profundidade, que se perdia de vista e não se via o fundo. Mas depois se viu.

Chico era de pedra, e azul fluido. Azul do jeito que você quiser. Azul bonito. Não era de pedra por ser duro. Ficou até duro depois, afora o cinza. Não era azul por ser limpo, porque sujou e era azul ainda. Nem era azul por ser fundo. Era cinza e azul. Todo poço e todo mundo é um pouco cinza, um pouco azul, eu acho. Mas têm outras cores também, não Chico.

Chico era um poço feliz.

Mais porque todo poço nasce mais pra feliz mesmo. A felicidade até foi secando. Embora tivesse água. É que Chico não via. Não que a água fosse a felicidade. A água, a desse poço era Chico, e Chico podia ser feliz. Embora fosse cessando.

Chico era um poço juiz.

Desses que julgam mal. Não sei se julgar pode ser bom. Porque limita a verdade. Sei que de Chico, depois de já ter sido na vida todo ofertado, de sua água, nem tudo bebia. Ou bebia só de gota. Chico parou de se dar, e ia achando que a água acumulava, porque se sentia cheio.

Mas, e porque, Chico era poço aprendiz.

Pouco que se dava, muito recebia. E as pessoas podem ser más, embora não precisem, não devam e não tenham nascido pra tal. Algumas eram más com Chico, mesmo que com outros fossem boas, mesmo que outrora fossem boas. Ou mesmo tentando ser. E Chico não descartava, e porque nem sabia. Depois sabia em partes e era pouco.

No começo Chico achava que tinha que guardar o que estava posto ou jogado lá dentro. Alguns jogavam goela abaixo, do que Chico nem queria. Ele até aprendeu que podia jogar, mas não conseguia tudo. E não sei qual o processo para se distinguir o que se joga. Ma não era Chico quem definia, não sempre. Na verdade, só umas vezes.

Chico era poço petiz.

Ser menino não é ruim, antes é bom. Porque tem inocência e inocência dói menos. Mas difícil é passar de menino a crescido, sendo julgador e principiante.

Chico acumulava umas coisas que não eram gota. Entulho, do que não servia, pelo menos pra ele. E entulho não serve para nada, só para ocupar.

Era mais de ignorar mesmo. Na verdade Chico era a água que dava e quanto menos dava menos era. Quanto menos era, menos água. Mas é que Chico era poço e nem sabia.

Porque se soubesse, se alguém lhe dissesse, ele parava de guardar entulho, que lhe enfiaram, que lhe ocupava, para ter espaço pra água. E a água não ficar na beira, pra ter espaço de se caber.


Chico acha que está quase transbordando. Por uma gota. Na verdade Chico, você está na iminência de secar.


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