quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diocese de Araçuaí tem novo Bispo


Querido povo de Deus da Diocese de Araçuaí, Saúde e Paz !
Nossa Igreja de Araçuaí recebeu do Santo Padre bento XVI nesta manhã do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, um presente de Deus. O Santo Padre nomeou Bispo da nossa Diocese de Araçuaí o Pe. Marcello Romano, até então Administrador da Diocese de Guanhães e pároco da Paróquia de Conceição do Mato Dentro. Estamos muito alegres, e agradecidos porque o Pe. Marcello deu seu Sim a Deus aceitando ser nosso Pastor.

O Pe. Marcello Romano tem 47 anos, mineiro de Conceição do Mato Dentro. Um excelente Padre que vem exercendo seu ministério na Diocese de Guanhães e desde maio de 2011 assumiu a mesma diocese como Administrador diocesano. Conheço o Pe. Marcello e o recebo em nome de todos os Padres, Religiosos e Leigos da nossa Diocese de Araçuaí com muito carinho. Dom Marcello Romano será acolhido em nossa Igreja particular por 34 Padres , 26 Paróquias e 950 comunidades eclesiais. Num território de 23.526 Km². Uma população de aproximadamente 370.688 pessoas. Situada no Norte Oriental do Estado de Minas Gerais. Limites: Arquidiocese de Diamantina, Vitoria da Conquista (BA), Almenara, Teófilo Otoni e Montes Claros. Precisamos de um Pastor que caminhe conosco nos de a segurança para continuar caminhando nas terras abençoadas do Vale do Jequitinhonha. Nós Padres, religiosos e todo povo de Deus, caminharemos juntos com Dom Marcello para levarmos adiante o Evangelho de nosso Senhor jesus Cristo nesta querida Igreja de Araçuaí, que iniciará em agosto as comemorações do seu centenário. Somos uma Igreja acolhedora, missionária, formadora e que caminha para a auto sustentabilidade. 
Bem vindo Dom. Marcello Romano, nosso Pastor do Centenário! A casa é sua e conte conosco.


Pe. Fabrizzio Clemente Fonseca
Administrador Diocesano de Araçuaí

sábado, 12 de maio de 2012

Abolição da Escravatura


A partir da segunda metade do século XIX, vários intelectuais, escritores, jornalistas e políticos discutiam a relação existente entre a utilização da mão de obra escrava e a questão do desenvolvimento nacional. Enquanto as nações europeias se industrializavam e buscavam formas de ampliar a exploração da mão de obra assalariada, o Brasil se afastava desses modelos de civilidade ao preservar a escravidão como prática rotineira.

De fato, mais do que uma questão moral, a escravidão já apresentava vários sinais de decadência nessa época. A proibição do tráfico encareceu o valor de obtenção de uma peça e a utilização da força de trabalho dos imigrantes europeus já começava a ganhar espaço. Com isso, podemos ver que a necessidade de se abandonar o escravismo representava uma ação indispensável para que o Brasil viesse a se integrar ao processo de expansão do capitalismo.

A Inglaterra, mais importante nação industrial dessa época, realizava enormes pressões para que o governo imperial acabasse com a escravidão. Por de trás de um discurso humanista, os britânicos tinham interesse real em promover a expansão do mercado consumidor brasileiro por meio da formação de uma massa de trabalhadores assalariados. Paralelamente, os centros urbanos brasileiros já percebiam que o custo do trabalhador livre era inferior ao do escravo.

Respondendo a esse conjunto de fatores, o governo brasileiro aprova a Lei Eusébio de Queiroz, que, em 1850, estipulou a proibição do tráfico negreiro. Décadas mais tarde, a Lei do Ventre Livre (1871) previa a liberdade para todos os filhos de escravos. Esses primeiros passos rumo à abolição incitaram a criação da Sociedade Brasileira contra a Escravidão e, três anos mais tarde, no estabelecimento da Confederação Abolicionista, em 1883.

Apesar de toda essa efervescência abolicionista manifestada em artigos de jornal, conferências e na organização de fugas, vários membros da elite rural se opunham a tal projeto. Buscando conter a agitação dos abolicionistas, o Império Brasileiro aprovou a Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários, que previu, no ano de 1885, a libertação de todos os escravos com mais de 65 anos de idade. Na prática, a lei atingia uma ínfima parcela de escravos que detinham um baixo potencial produtivo.

Dando continuidade à agitação abolicionista, vemos que o ano de 1887 foi marcado pela recusa do Exército brasileiro em perseguir escravos e a clara manifestação da Igreja Católica contra tal prática. No ano seguinte, assumindo o trono provisoriamente no lugar do pai, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, no dia 13 de maio. Possuindo apenas dois artigos, a lei previu a libertação dos escravos em território brasileiro e a revogação de qualquer lei que fosse contrária a essa medida.

Apesar de estabelecer um marco no fim da escravidão, a Lei Áurea não promoveu transformações radicais nos cerca de 750 mil escravos libertos em território brasileiro. Sem nenhum amparo governamental, os alforriados se dirigiram para as grandes cidades ou se mantiveram empregados nas suas propriedades de origem. De fato, ao invés de promover a integração do negro à sociedade, a libertação foi seguida pelo aprofundamento da marginalização das camadas populares no Brasil.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


Fonte: www.brasilescola.com

terça-feira, 1 de maio de 2012

II Fórum da Mulher do Jequitinhonha


UFMG realiza II Fórum da Mulher do Jequitinhonha

Evento será realizado neste mês de maio em Itaobim
 
Nos dias 24 e 25 de maio, quinta e sexta-feira, acontecerá o II Fórum da Mulher do Jequitinhonha, realizado pela UFMG/Polo Jequitinhonha, na cidade de Itaobim, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas. O evento tem o apoio da Prefeitura Municipal.
O I Fórum da Mulher do Jequitinhonha aconteceu o ano passado na cidade de Baixo Jequitinhonha.

Este encontro tem em sua programação várias conversas e ações, entre elas, o lançamento do Álbum da Mulher e também o encaminhamento da carta redigida no primeiro fórum.

Foram convidadas para abertura a Ministra de Políticas para Mulheres, Eleonora Minicucci, como também a coordenadora do Fórum Intergovernamental de Igualdade Racial e Assessora para Assuntos Federativos da SEPIR, Maria do Carmo Ferreira Silva, a Cacá, ex-prefeita de Araçuaí.
Grupos e associações de mulheres do Vale estão convidadas para apresentarem suas experiências de geração de renda e ações de sustentabilidade. Em meio a tudo isso, o evento tem o objetivo de  cantar, dançar, conversar e apresentar protestos e desejos de mudanças que ampliem e fortaleçam os espaços da mulher .
De grande importância será o foco dos trabalhos do Fórum deste ano: discussão e encaminhamentos para a criação de “Conselhos de Mulheres”,  nos municípios do Vale.

A coordenação é feita por Maria Alice Braga e Maria das Dores Pimentel Nogueira, a Marizinha, da UFMG..

INFORMAÇÕES IMPORTANTES: 

1 – Alto e Médio Jequitinhonha – Haverá um ônibus que fará percurso de Turmalina a Itaobim no dia 23/05/12 – A agenda e roteiro do ônibus está sendo construída conforme a demanda das cidades. Serão para cada cidade 05 vagas para participantes do Fórum.

2 – Baixo Jequitinhonha – Estamos providenciando um ônibus que sairá de Almenara e passará pelo município de Jequitinhonha no dia 24 pela manhã, (as informações finais: local e horário de saída serão informadas posteriormente) – as vagas serão preenchidas conforme inscrições das participantes pelo email: braga.mariaalice@yahoo.com.br ou telefone 031.99420723 3

3 – Em Itaobim as participantes terão alojamento, alimentação e deslocamento por conta da prefeitura local. Solicita-se que levem colchão e roupas de cama e banho.

4 – Em anexo enviamos –lhe a programação do Fórum 2012. [ Infelizmente essa programação não chegou em nossas mãos, mas assim que chegar postaremos aqui]

5 – Qualquer dúvida entre em contato com Dulcinea – PROEX – UFMG no telefone 031. 3 409.4062, ou Maria Alice Braga no tel 031 9942-0723 ou 8455-7430.

fonte;http://blogdobanu.blogspot.com.br/

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sistema de cotas raciais é constitucional, diz STF




Os votos dados ainda podem ser mudados, mas o resultado é considerado praticamente certo


JOSÉ CRUZ / ABR
STF citas raciais
STF julga o caso da UnB, a primeira universidade federal a instituir o sistema, em 2004


BRASÍLIA – A reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais foi considerado constitucional pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cezar Peluso foi o sexto a votar favoravelmente e, com isso, garantiu a legalidade do sistema de cotas nas universidades públicas.

“Não posso deixar de concordar com o relator que a ideia (cota racial) é adequada, necessária, tem peso suficiente para justificar as restrições que traz a certos direitos de outras etnias. Mas é um experimento que o Estado brasileiro está fazendo e que pode ser controlado e aperfeiçoado”, disse Peluso.

Além dele, os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa se posicionaram pela constitucionalidade do sistema. Mais quatro ministros ainda irão votar – Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Melo e Carlos Ayres Britto. Os votos já dados ainda podem ser mudados enquanto não for concluído o julgamento, entretanto, o resultado é considerado praticamente certo.

O ministro Antonio Dias Toffoli se declarou impedido de votar, porque quando era advogado-geral da União posicionou-se a favor da reserva de vagas. Por isso, dos 11 ministros, somente dez participam do julgamento.

Para o partido Democratas (DEM), autor da ação que questiona as cotas raciais para ingresso na Universidade de Brasília (UnB), esse tipo de política de ação afirmativa viola diversos preceitos fundamentais garantidos na Constituição.

A UnB foi a primeira universidade federal a instituir o sistema de cotas, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva 20% das vagas a candidatos que se autodeclaram negros (pretos e pardos)


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia do Índio?!!!!!!!

O que (não) fazer no Dia do Índio

O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.


Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O índigena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.

Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.

Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens

Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14

Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola

A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas

"Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas

Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Fonte:http://revistaescola.abril.com.br

Foto: Índios Borun, também conhecidos como Botocudos - http://www.fiocruz.br

sexta-feira, 13 de abril de 2012

13ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG

UFMG promove a 13ª edição da Feira que se tornou um espaço aberto para
os artesãos e a cultura do Vale na capital mineira.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha chega à sua 13ª edição este ano. De
07 a 12 de maio, a UFMG através do projeto Artesanato Cooperativo promove um
espaço de encontro entre a comunidade universitária, os belorizontinos e a cultura do
Vale do Jequitinhonha.

O evento vai trazer vários artesãos que vão mostrar um pouco de toda a riqueza e diversidade das produções artísticas da região. Além disso, a programação da Feira também contará com apresentações musicais, teatrais e solenidade em homenagem a duas Mestras artesãs de grande importância para o artesanato do Vale.


Breve história do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Localizado na região nordeste de Minas, o Vale do Jequitinhonha é integrado por
cerca de 80 municípios e sua característica mais marcante é a riqueza cultural. O
teatro de rua, os grupos de reisado, corais e contadores de histórias são encontrados
por todo o Vale, alguns já são conhecidos Brasil a fora e no exterior. Outra arte bem
tradicional da região vem conquistando o gosto de brasileiros das grandes cidades,
bem como o de europeus e até japoneses, é o artesanato.

O artesanato do Vale tem sua origem no trabalho
de mulheres humildes que manufaturavam peças
utilitárias, em sua maioria panelas, para ajudar no
sustento da casa. As técnicas foram passadas de
geração em geração e assim foram se
aperfeiçoando. Além das panelas, eram fabricadas
moringas, travessas, potes e pratos, todas essas
peças tinham como principal matéria-prima o barro.
Com o passar do tempo as “paneleiras” foram
dominando outras técnicas, incorporando outras
matérias-primas a seus produtos e passaram a
confeccionar também, peças decorativas e
brinquedos, como bonecas, animais, flores e
presépios. A produção artesanal foi tomando
formas e traços bem específicos na região, o que
conferiu ao artesanato do Jequitinhonha
características únicas.


Em 1978, a criação da Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha
(CODEVALE) permitiu significativa transformação na realidade dos artesãos. A
entidade recolhia peças de vários artistas e revendia na capital mineira. Hoje esse
artesanato é exportado para diversas capitais brasileiras e conquistou a admiração do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual presidenta Dilma Rousseff. Essas
obras de arte já alcançaram reconhecimento internacional.

Atualmente, além da cerâmica, a produção artesanal é composta por peças em palha,
bambu, madeira e algodão, entre outras. Alguns municípios se destacam pela
produção artística em argila, outros na tecelagem, bordados em ponto cruz, arraiolos,
flores e bonecas de palha de milho, cestarias e trançados com materiais variados.

A Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha é uma excelente oportunidade para
conhecer essas e outras produções. Difícil é não se render à sensibilidade impressa
nessas obras.

As homenageadas

Em 2012 a Feira de Artesanato do
Vale do Jequitinhonha homenageia
duas artesãs que desenvolveram
técnicas e estilos próprios e
ensinaram muita gente a fazer arte
no Vale.


A Mestra Dona Isabel, de Ponto dos
Volantes, foi homenageada de Dilma na abertura da exposição “Mulheres, Artistas e
Brasileiras – Produção do Século 20”, no ano passado. A inclusão das bonecas de
cerâmica de Dona Isabel na exposição foi um pedido especial da presidenta.

A Mestra Dona Pretinha, da cidade de Itaobim, é uma senhora miúda e centenária,
mas tão ativa quanto seus jovens aprendizes. Em seus 106 anos ela já ensinou muita
gente no Vale a fazer esteira e deixou sua marca na história da cultura regional.

Serviço

Além de organizar a Feira, o Projeto Artesanato Cooperativo, integrado ao Programa
Polo Jequitinhonha incentiva a produção artesanal do Vale e o fortalecimento do
associativismo na região.
Todo ano a Feira de Artesanato traz novas peças, se você já conhece venha ver as
novidades. Mas se você ainda não conhece a riqueza cultural da região, não perca a
oportunidade e venha conferir a programação!


A Feira

Data: 07 a 12 de maio de 2012

Local: Praça de Serviços da UFMG – Campus Pampulha

Contatos:

Projeto Artesanato Cooperativo:

(31) 3409-5511 / projetos@dac.ufmg.br - Terezinha Furiati, Naiane Mendes e Renata Delgado

Suporte de Comunicação do Programa Polo Jequitinhonha:

(31) 3409-4067 / polojequitinhonhaufmg@gmail.com – Eveline Xavier

Foto: Internet

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tá chegando as Eleições!?

Ano de Eleição: Tempo de mudanças, principalmente de postura

Publicado: abril 5, 2012 em Uncategorized

2012: Ano das eleições municipais que elegerão os futuros governantes dos municípios nos próximos quatro anos. Tempo de debates, plenárias populares, planos de governos bem elaborados e discussões sadias de propostas da melhoria da qualidade de vida da população??? Deveria. Mas está bem longe disto.
Mas este discurso de políticos ladrões, falatórios falsos e promessas, na minha visão apesar de verdadeiro, começa a ficar repetitivo e ultrapassado. Vamos olhar para outro ponto: De que forma o brasileiro encara uma eleição?
A época em que senso crítico e poder de debate dos brasileiros deveriam aguçar, se torna a temporada dos discursos vazios, das brigas sem fundamentos, das mentes pequenas e dos olhos com cabrestos. O termo “Política” tem sido visto como algo sujo, que já traz a corrupção, impregnada em si. E partindo deste ponto, muitos tecem o discurso: “Tanto faz em quem eu irei votar. Se iram roubar do mesmo jeito, que diferença faz?”. Daí nasce o voto comprado, o voto no amigo, o voto no parente. Todos estes responsáveis pela educação precária, saúde insuficiente e tantos outros problemas.
Será mesmo normal? Trabalhar exaustivamente, dá parte do fruto deste trabalho pro governo e aceitar facilmente que alguém se apodere disso de forma ilícita sob um ar condicionador? Parece-me um tanto quanto ignorante, para um país que se diz em constante evolução.
A corrupção existe nos logradouros públicos. Isso é fato. Mas a força impulsora para que isso continue, com certeza é “o tanto faz” de muitos brasileiros na hora da eleição. “Não se pode escolher qualquer namorado, e esperar a qualquer custo um bom marido”. A mudança de um país, passa antes de tudo pela transformação de mentalidade de um povo. Isso vale para nossa cidade. Isso vale para nossa região.
Novamente repito. 2012 está aí, trazendo consigo as eleições. Se realmente você acredita que a eleição não vai mudar muito coisa, então não espere que o país mude, como que num passe de mágica.
Longe de nomes, símbolos e partidos, uma coisa nos parece óbvia: Uma revolução começa antes de tudo, dentro de nós mesmos.

domingo, 1 de abril de 2012

Centenário de nascimento de Mario Versiani Gusmão


Mario Versiani Gusmão, nasceu no dia 02 de abril de 1912, em Itinga , filho de José Gusmão e Ana Versiani Gusmão, aprendeu as primeiras lições com a mestra Izidora Trindade, estudou no colégio Sagrado Coração de Jesus em Itinga e no colégio São José em Araçuaí.

Em 1944 Mario Gusmão foi indicado pelo seu primo Precillo Gusmão então prefeito para ocupar o cargo de delegado de policia, era agro-pecuarista, de orientação católica, foi membro da conferencia São Vicente de Paulo, nesta instituição exerceu o cargo de Presidente e secretario.

Foi um grande articulador político, elegeu – se Vereador por seis mandatos consecutivos de 47 – 50, 51 – 54, 55 – 58, 59 – 62, 63 – 66, 67 – 70, um recorde até hoje não quebrado na legislatura de Itinga.

Em 1970 é escolhido por consenso ( não houve disputa política) pelos políticos locais para administrar o município de 1971 a 1972. Mario Versiani Gusmão, sempre foi um grande orador e um grande pesquisador, registrava acontecimentos de sua família e do município de Itinga.

Em 1992 participa com Luiz Inácio Lula da Silva da colocação da pedra fundamental na construção do Hospital Santa Edwirgens, sempre foi o conselheiro de muitos políticos,

Falece em 2001,deixando uma lacuna na historia política e social do município.


Texto: Livro "Memorias de Itinga" de Jô Pinto

Foto: Arquivo Prefeitura Municipal de Itinga

segunda-feira, 26 de março de 2012

HOJE É DIA DE ESPETÁCULO " SALVE O CIRCO"

Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.

Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.

Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.

Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.

Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas. Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.

A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley's Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley.

O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços. O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações. Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias.

No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.

Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.

Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.

O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.


PARABÉNS A TODOS OS CIRCENSES DE NOSSO PAÍS!!!!!!!!


Fonte IBGE


Foto: Jô Pinto

quarta-feira, 21 de março de 2012

Memória Cultural

Atualmente tenta-se organizar as cidades em vias, largas, pavimentadas, preferência por asfalto, como se a única preferência no momento seja a ocupação para veículos de todas as espécies, mas, não devemos esquecer e sempre recobrar a memória a nossa origem de ocupação, cuja pergunta simples nos remete aos pensamentos quase sempre ao tempo de infância – Lembra,como era sua casa, sua rua, seu bairro?

Há de se lembrar das ruas estreitas, em que a novidade era a carroça, a boiada nos dias de semana que passava em nossas portas, com um vaqueiro à frente com uma bandeira vermelha a frente, em sua indumentária de couro, era mesmo um espetáculo! Muitas vezes ao ouvir o som do aboiador, corríamos à cozinha para jogar sal no fogo, no intuito de desfazer a harmonia da boiada, pois nossos avós nos ensinava a terrível simpatia.As mães enlouquecidas, não sabiam se xingava ou corria para fechar as portas e janelas, pois nossas casas eram construídas no alinhamento das mesmas.

Os becos eram vias pequenas entre ruas ou ligações entre travessas, para se chegar mais rápido ao centro da vila, quanto casos acontecidos: moças que se perdiam, pois não se dizia que a moça perdeu a virgindade, ou ela se perdia ou ainda saia de casa, era quando engravidava, uma lástima para a família e notícia para toda a cidade. Nestes estreitos becos, haviam ocorrências trágicas, pois ocorriam as tocaias, quando alguém tinha um desafeto com outro e não tinha coragem de assumir frente-a-frente, faziam emboscadas ou tocais para matar ou dar uma lição; mas também havia espetáculos formidáveis: Brigas de casais ou de mulheres enciumadas, esperavam por suas inimigas nestes estreitos becos e as cenas vistas por todos que apreciavam tais acontecimentos, até que alguém aparecia para o deixa disso.

E assim nossas recordações resguardam um tempo de muitas precariedades, atualmente, na invenção e organização dos espaços urbanos, é preciso pensar naqueles poucos vestígios que conservam de fato nossa recordação, a cidade pertence uma gama de gente ávida por construir e reconstruir, mas nunca esqueça de conservar nem que seja um pequeno traçado de sua nascença.

Texto: Ângela Gomes Freire

Beco em Itinga - Foto: Jô Pinto

sexta-feira, 16 de março de 2012

UFVJM DEFINE CIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA E MUCURI INCLUÍDAS NO PDI

Capelinha, Araçuaí e Almenara, além de Nanuque, foram as cidades incluídas no PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.


O Consu – Conselho Universitário - definiu na tarde desta sexta-feira (16/03/2012) as cidades incluídas no PDI da UFVJM, como prováveis sedes de campus da UFVJM.

No Alto-Jequitinhonha Capelinha, Minas Novas e Itamarandiba disputavam ser a sede de campus da UFVJM. No Médio-Jequitinhonha a disputa era entre Itaobim e Araçuaí. Já no Baixo-Jequitinhonha, Almenara concorria com Jequitinhonha. Nanuque, no Mucuri, mesmo não tendo concorrente e não se mobilizasse, recebeu um “presente” por parte da universidade, que de forma correte vislumbra uma expansão no Mucuri através de Nanuque.

A decisão foi baseada no relatório técnico elaborado pelas cidades concorrentes e discutida pela comissão responsável pelo parecer final, que dias atrás indicou Capelinha (Alto-Jequitinhonha), Araçuaí (Médio-Jequitinhonha) e Almenara (Baixo-Jequitinhonha) como cidades mais preparadas para receber um campus universitário.


Diferente do que foi proposto anteriormente, quando seria colocado em votação entre os conselheiros qual cidade deveria receber o campus, no encontro desta sexta-feira foi votado o parecer da comissão responsável pela análise dos relatórios técnicos enviados pelas cidades, quando por 20 a 08 (e 01 abstenção) os conselheiros da UFVJM acataram o parecer da comissão.

Um conselheiro argumentou ainda que fosse mais prudente definir 07 cidades a serem incluídas no PDI e estas buscariam junto ao MEC recursos para a instalação dos campus universitário. Posto em votação, o pedido não foi acatado.

Além da decisão das cidades do Vale do Jequitinhonha, ficou definido também Nanuque como uma das cidades indicadas no PDI, esta representando o Vale do Mucuri.

Com a decisão Capelinha, Araçuaí, Almenara e Nanuque deverão buscar recursos junto ao Ministério da Educação para que o sonho da UFVJM se concretize em cada cidade, o que não é tarefa fácil.

O Blog do Jequi parabeniza a todas as cidades (Minas Novas, Itamarandiba, Itaobim, Jequitinhonha, Capelinha, Araçuaí, Almenara e Nanuque) que promoveram a maior mobilização social já vista no Vale do Jequitinhonha em busca de uma causa nobre, justa e necessária.

Comentário do autor do Blog do Jequi:

A decisão do CONSU foi baseada nos critérios técnicos adotados pela UFVJM. Porém, deve-se deixar claro para toda a população que a decisão não é terminativa, ou seja, não quer dizer que as quatros cidades indicadas no PDI receberão campus da UFVJM. É apenas uma indicação. Se algum político quiser aproveitar o ano eleitoral para se auto-promover dizendo que cidade “X” ou ”Y” com certeza receberá campus, cobre dele empenho para que ele consiga, através de emendas, recursos junto ao MEC para a realização deste sonho. Minha preocupação é de se criar falsa expectativa na população.

Da mesma forma, apesar se ser pequena a chance, não se descarta a hipótese das cidades que não foram incluídas (Itaobim, Minas Novas, Itamarandiba e Jequitinhonha) receberem um campus universitário ou até mesmo um IFET, como ocorreu no caso de Janaúba e Unaí, que nem sequer foram indicadas na expansão do PDI e receberam campus federal.

Parabenizo a todos que participaram da maior manifestação popular já vista no Vale do Jequitinhonha e que este movimento sirva de lição para todos que o poder emana do povo e este é soberano. A vontade popular de todo o Vale do Jequitinhonha foi decisivo para que esta luta fosse possível.

Fonte: BlogdoJequi -Texto - Bernardo Vieira Silva


quinta-feira, 8 de março de 2012


DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Em Itinga, como em diversas partes do mundo, o dia 08 de março foi marcado por uma passeata de mulheres, pelas ruas da cidade, reivindicando seus direitos perante a sociedade e para a sociedade. Direitos a saúde de qualidade, educação, políticas agrárias para as mulheres do campo, melhorias na coleta do lixo, diminuição na taxa de abastecimento de água.

A passeata teve a frente mais uma vez o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Itinga, em parceria com outras entidades locais de cunho social e cultural, como a AMAI,ACOBAPA e AMOVAJE.

Sabe-se que a mulher vem de uma luta constante em busca de sua afirmação, e acima de tudo em busca do respeito, o qual todos o seres humanos tem direito. Sabe-se que mesmo depois de tantas conquistas, muitas ainda sofrem todos os tipos de preconceitos e humilhações, como a violência, principalmente a doméstica, a diferença de salário, o preconceito de gênero e opção sexual.

Por tantos motivos, o dia 08 de Março não é somente para comemorar a luta das operárias americanas, mas também para fazermos uma reflexão sobre a importância desta que é sem duvidas, o ser mais iluminado da face da terra “a mulher”.

CURIOSIDADE

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

domingo, 4 de março de 2012

Poesias de Jô - Para minha querida Mãe


Maria de nossas vidas

O mundo é feito de marias, marias bordadeiras, parteiras, enfermeiras, professoras, serviçais, bombeiras, vereadoras, prefeitas e Marias do lar.

Mas hoje eu quero falar de uma MARIA especial, Maria que para nós é só Lilia, mulher a quem devemos todo nosso carinho e ao ver-nos fortes cheio de vida devemos a ela que nos guia.
Essa Maria Muitas vezes não foi só Mãe, foste pra nós, Pai, amiga, irmã, companheira das brincadeiras. Sempre davas um jeitinho de poder nos acompanhar, seguravas as nossas mãos e nos mostrou o caminho a seguir
Hoje eu sei que essa Maria aplaude nosso sucesso, se entristece com o nosso pranto e sei que sempre esta de braços abertos a nos esperar.
Por tudo que foi e é, abdicando-se de sua vida pela nossa, rogo a Deus para que ele te abençoe por ser a Maria de nossas vidas, nosso anjo a nos proteger.

Obrigado MARIA, Lilia! Nossa eterna maeinha!
E te abraçamos hoje e sempre Com muito Amor e Gratidão.

Imagen: internet

CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...