quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Giro pelo Vale - 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas

Fotos da 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas
                 
                        Aconteceu entre os dias 18 a 20 de outubro a 3ª mostra de Cultural de Jenipapo de Minas, a mostra faz parte de um projeto maior que se iniciou no mês de maio, elaborado por Jô Pinto, realizado pela AJENAI – Associação Jenipapense de Assistência a Infância, e teve como patrocinador o Fundo Estadual de Cultura do Governo de Minas Gerais.
O projeto realizou oficinas: de Percussão com o professor Yure Hunas, Expressão Corporal com a professora Sandrinha Barbosa Nogueira, fotografia com o professor Lori Figueiró e Iniciação Teatral e Canto Coral com os professores Diêgo Alves, Grace Matos e Dener Pinheiro, estas oficinas tinham como público alvo, jovens, crianças e adolescentes do Coral Ribeirão de Areia mantido pela AJENAI.
                         A 3ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas, levou para a praça a força cultural do Vale do Jequitinhonha, região onde todas as artes e manifestações se encontram e na cidade de Jenipapo de Minas não é diferente, foi perceptível que as atividades ajudaram no fortalecimento e na sensibilização de pertencimento do Coral Ribeirão de Areia, ouve um grande incentivo a formação de público, bem como a difusão  da cultura local   e o intercâmbio cultural regional.  E este se deu através dos shows e apresentações que esquentaram as dias e noites chuvosas da cidade.
                        A programação proporcionou ao publico a valorização e a reafirmação da arte local e regional, aconteceu a exposição fotográfica “Coral Ribeirão de Areia, Imagens, Prosas e Poesias”, Oficina de Brinquedos e Brincadeiras, Workshop  de Percussão, Mostra de oficinas, Mostra de Cultura popular com os Grupos: Consciência Negra, Fé e Resgate  da cidade de Jenipapo de Minas/MG, Grupo de roda Luz que brilha de São João Marques, da cidade de Chapada do Norte/MG, Batuqueiros do Curtume, da cidade de Jenipapo de Minas/MG.
                        Espetáculos Teatrais: “Fragmentos de Morte e Vida Severina”, com o grupo Criança Canhota , da cidade de Águas formosas/MG e “Olhar de Menino”, com o grupo de teatro Meninos do Vale,  da cidade de Medina/MG
Show com os Corais: Água Branca da cidade de Itinga/MG, Nós de Minas da cidade de Coronel Murta/MG, Bem ti vi  da cidade de Virgem da Lapa/MG, Ribeirão de Areia da cidade de Jenipapo de Minas/MG e Shows com o Grupo Arangaio, Luciano Tanure, Josino Medina, David  Marcelo e Deyver Lisboa e o Espetáculo “Juntos, um Coral” com  o Coral Ribeirão de Areia.
 Que a magia da Cultura Popular esteja presente na 4ª Mostra Cultural de Jenipapo de Minas em 2014.

Fotos: Ângela Gomes Freire e Jô Pinto


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coral Água Branca Mostra seu encanto no FIC - Festival Internacional de Corais

Coral Água Branca no FIC - Festival Internacional de Corais

Com o objetivo de envolver as comunidades e difundir o Canto Coral, o FIC – Festival Internacional de Corais ocorre anualmente em diversos locais de Belo Horizonte passeando pelo seu rico conjunto arquitetônico e efetivando as atividades turísticas e culturais da cidade. Diversos corais entoam canções criando uma atmosfera de alegria e encantamento. Desejamos que cada vez mais, as comunidades locais sintam-se pertencentes mantendo as tradições e os valores do povo mineiro. Este  ano homenagearemos um dos maiores músicos e compositores brasileiros: Chico Buarque

Coral Água Branca
Neste 5 anos de fundação o Coral Água Branca, cantou e encantou plateias das cidades do Vale do Jequitinhonha,  do Mucuri e norte de minas, já se apresentou em Belo Horizonte na Feira de Artesanato da UFMG e agora retornou a cidade para fazer belíssimas apresentações no FIC - Festival Internacional de Corais, um dos grandes sonhos do coral e que se tornou realidade, Nestas apresentações o Coral mostrou toda a beleza da musicalidade de Itinga e do Vale do Jequitinhonha, o coral ainda pode alçar sonhos mais altos e com certeza estes outros sonhos se tornaram real.

Integrantes
Voz: 
Ana Carolina, Anna Heloisa, Daiandara, , Graziela, Kênia Karolina, Luana, Marielly , Rayene,  Miriam , Alexia, Natália, Kelly,
Meiriele, Maria Luiza, Laís, Priscila,Regiane e Glayce Kelly

Músicos:
Ronaldo, Edson, Pedro Catulé Junior,
Flávio, João Paulo

Coordenação:
Herena Barcelos e Jô Pinto

Apresentação na Praça Tom Jobim

Apresentação no Museu Abílio Barreto

Apresentação no Mercado Municipal

Apresentação nas escadarias do Palácio da Justiça

Para que alguns sonhos se tornem reais é sempre necessário ter quem acredite neles, sendo assim o Centro Cultural Escrava Feliciana Agrade as empresas e pessoas que viabilizaram o sonho do CORAL ÁGUA BRANCA de se apresentar no FIC- Festival Internacional de Corais em Belo Horizonte. Agradecemos:
A Prefeitura Municipal de Itinga por meio do Departamento Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Assistência Social;
AMAI - Associação dos Moradores e Amigos de Itinga, 
Sindicato dos Produtores Rurais de Itinga, 
Mercadão e Material de Construção Pedra Preta ( Lacir e Lana), 
Lotérica Vale da Sorte e Gemelar Castro(Aníbal), 
União Auto Peças de Araçuaí( André), 
Deputado Estadual Luiz Henrique, 
Vereadores:Lana Bastos,Nonoca e Lili. 
Vicentino e Jubinha

Credito Fotos: Daiandara,Heberton e Caroline


sábado, 14 de setembro de 2013

Memória Cultural - Capoeria

CAPOEIRA
2º Batizado de Capoeira em Itinga, Realizado pela AMAI
Foto: Sarlete Gonçalves
Iniciada no século XVI, quando o Brasil era colônia de Portugal, quando os negros chegaram ao nosso país perceberam a necessidade de formas de proteção contra violência e repressão devido as violências sofridos pelos senhores de engenho.
Proibidos de praticar qualquer tipo de luta, os escravos adaptaram a luta por movimentos de danças africanas, de  modo  que conseguiram manter-se na resistência cultural .
Até 1930 a prática da capoeira era proibida no Brasil, pois a considerava como violência e subversiva, até que certa ocasião um capoerista, mestre Bimba, tomou a atitude de apresentar-se ao Presidente da época, Getúlio Vargas, este gostando tanto que instituiu a prática como esporte nacional brasileiro.
Apesar de não haver certa  referência quanto aos motivos da data de 03 de Agosto, que homenageia o Capoerista, importa mesmo que o ofício dos mestres de capoeira hoje é reconhecido, através do registro pelo IPHAN, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, no livro de registro dos saberes e ainda como formação da identidade cultural, pelo Estatuto da Igualdade Racial, em 2010.


AXÉ!

Ângela Gomes Freire, Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Festa de Setembro de Itinga - Tributo a Nossa Senhora D´ajuda

                                                                                                                                                           
Foto: Otacílio Mendez
Grande parte das devoções surgidas no século XVI em Portugal, principalmente em homenagem a Nossa Senhora, chegaram às colônias com as expedições marítimas, No caso de Nossa Senhora da Ajuda, o título tem a ver principalmente com o momento da morte de Cristo na cruz. Enquanto ele oferecia sua vida pelos homens, Nossa Senhora colocava-se como “da ajuda” e intercessora dos pecadores.Sua história começa na Bahia, mais precisamente no Arraial da Ajuda, em 1549 com a chegada de Tomé de Souza, governador-geral do Brasil, e dos cincos primeiros jesuítas, entre eles o padre Manuel da Nóbrega, que desembarcaram das naus Conceição, Salvador e Ajuda, cujos nomes deram mais tarde origem a cidades e igrejas no estado Baiano. Soldados e marinheiros tinham o costume de invocar Nossa Senhora da Ajuda na ermida da praia do Restelo, em Lisboa, antes de embarcar, onde sua imagem havia sido encontrada milagrosamente. Várias naus lusas foram colocadas sob sua proteção. Ao ancorar na Costa do Descobrimento, em 1549, Tomé de Souza também trazia com a frota uma delicada imagem de cerca de 30 centímetros, foi assim que, em homenagem ao navegador, os jesuítas deram início, em 1550, ao erguimento do Arraial, construindo uma pequena capela de paus, ramos e coberta de folhas de palmeira. Antes, no local, só havia um planalto, onde se plantava cana-de-açúcar. Mais de um século depois, a igreja, que chegou a abrigar a Sé da Bahia, passou por um processo de reconstrução em que foram aproveitados os altares e colunas, assim como o púlpito e o confessionário.
           Em Itinga a festa de nossa senhora D’ajuda é a nossa maior festa religiosa ela acontece no bairro Porto Alegre geralmente do 30 de agosto ao dia 08 de Setembro, não se sabe ao certo quando que aqui chegou, mas pelos relatos colhidos tal festa acontece a quase cem anos,  a  imagem da santa, presume – se que tenha sido trazido pelo senhor Jucelino Evangelista ( ou algum parente antecessor dele) em uma viagem que este fez a Bahia. Seu Jucelino construiu uma capela  para que ela pudesse ser adorada por todos, não demorou muito e os romeiros começaram a visita – lá, principalmente os que vinham da Bahia, Fato explicado porque em Porto Seguro, Ba mas precisamente no Arraial D`ajuda existe também uma imagem da mesma, com o crescimento das peregrinações dos romeiros houve a necessidade de se criar uma nova capela, sendo assim Hermelino Evangelista doou um terreno para a construção da nova capela e esta foi erguida no final década de 60, a  festa de nossa senhora D´ajuda cresceu muito e hoje se tornou uma referência das festas religiosas do município,com uma a participação de inúmeros romeiros do município e das cidades vizinhas. Na festa há á novena, terços e quermesses e também muito comercio ambulante,.

          A festa de Nossa Senhora D´ajuda de Itinga é a segunda maior festa religiosa do Vale do Jequitinhonha em louvor a Nossa Senhora, ficando atrás apenas da festa de Nossa Senhora da Lapa, padroeira do Jequitinhonha, na cidade de Virgem da Lapa.

Fonte: Livro Memórias de Itinga de Jô Pinto

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Grio pelo Vale - Morre Filho de Itinga, fundador da Charanga do Galo

A cidade de ITINGA, esta em luto principalmente os Atleticanos, porque morreu nesta madrugada o filho de Itinga. Júlio Firmino da Rocha, ele foi o fundador da famosa charanga do Galo.

Júlio, o mais amigo, deixou Itinga, no Vale do Jequitinhonha, aos 12 anos, para tentar a vida em Belo Horizonte.

Faleceu na madrugada desta segunda-feira, em Lagoa Santa, aos 81 anos, Júlio Firmino da Rocha, também chamado de “Júlio, o mais amigo”.
Júlio ficou conhecido por ser o fundador da tradicional Charanga do Galo, que contava com 18 músicos, 40 percussionistas e mais de 80 torcedores e torcedoras que acompanhavam a turma das bandeiras.
Nos anos 70, tudo era bancado por ele. Quando o Atlético jogava fora de BH, Júlio, que tinha um armazém principal na Rua dos Guaranis com Caetés, no Centro de Belo Horizonte, bancava os ônibus que levavam a torcida.
Na final do Campeonato Brasileiro de 1971, contra o Botafogo, ele chegou a contratar 45 ônibus e duas charangas. No fim da noite de 19 de dezembro daquele ano, Júlio desceu do avião que trouxe o Galo do Rio de Janeiro carregando a taça de campeão.
O Atlético deve muito a ele, que também auxiliava o clube na renovação de contratos dos jogadores e nas dificuldades financeiras da época.
Júlio Firmino da Rocha jamais cobrou por isso.
Seu sepultamento acontecerá às 16 horas desta segunda-feira, no Parque da Colina, onde o corpo está sendo velado. 
fonte: Radio Itatiaia

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memoria Cultural - Nossa Senhora da Lapa

NOSSA SENHORA DA LAPA
De acordo com os relatos orais, a peregrinação a Virgem da Lapa para adoração e contemplação ao culto a imagem de  Nossa Senhora, teria surgido por volta de 1728, século XVIII, por intermédio de um garimpeiro que encontrou a imagem da santa à beira do Córrego São Domingos. Há também outra versão que a imagem fora encontrado por um menino, que procurando um burro para seu pai, tropeiro, no meio do caminho deparou-se com um coelho, o qual ele saiu perseguindo o animal, este  se refugiou em uma toca(gruta) , toda iluminada e o fundo uma imagem pequena, o menino saiu correndo para avisar  a seus familiares, até que iniciou-se  aglomerações de pessoas para rezar e muitas começaram a alcançar graças, mais tarde construía-se  um santuário.
Começaram assim as romarias, daí foi-se formando um núcleo urbano, chamado São Domingos do Araçuaí, Distrito de Araçuaí, em 27 de Dezembro de 1949, houve a  emancipação política, mas no campo religioso a paróquia está vinculada a Diocese de Araçuaí.
O córrego não é mais o mesmo, mas resiste em períodos de chuva, com o tempo foram criando formas de  oferecer conforto aos fiéis e os romeiros permanecem em seu ritual de peregrinação anualmente visitam ao santuário da Virgem da Lapa.



Ângela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Memoria Cultural - Sá Luiza

Sá Luiza
Um dia  encontrei Lélia sentada numa pedra, chorando, lhe perguntei:
___Que tem Lélia que tanto chora?
Ela  respondeu:
___Choro por causa de minha filha que está com mau olhado, mau de espanto e quebranto.
Eu falei:
___ Pode deixar Lélia, que esse olho que  lhe olhou,  que lhe aquebrantou,  com  a fé  na Virgem Maria e no Divino Espírito e os poderes de Deus, que um  pôs e com dois eu tiro”. Deus coloca vertude!

Amém.


Alguém ai se recorda destas palavras e do raminho verde respingando gotículas  de água no nosso corpo enquanto  ia  rezando e bocejando?Assim era Sá Luiza em sua casa, até em seus últimos dias de vida nesta terra. Deus coloque virtude  e abençoe a todas as benzedeiras do Vale do Jequitinhonha!


Angela Gomes Freire - Professora, Turismóloga e Produtora Cultural

sábado, 29 de junho de 2013

Memoria Cultural - História do Telefone

HISTÓRIA DO TELEFONE

Telefone - Imagem Internet
                    Fazemos parte de uma sociedade, onde tudo ocorre muito rápido, e de preferência de forma personalizada, no qual notamos que o telefone ganhou um espaço quase vital a todos, mas recordemos um pouco de sua história:
                 O telefone nasceu meio por acaso, na noite de 2 de junho de 1875. Alexander Graham Bell, um imigrante escocês que morava nos Estados Unidos e era professor de surdos-mudos, fazia experiências com um telégrafo harmônico quando seu ajudante, Thomas Watson, puxou a corda do transmissor e emitiu um som diferente. O som foi ouvido por Bell do outro lado da linha.  A invenção foi patenteada em 7 de março de 1876, mas a data que entrou para a história da telefonia foi 10 de março de 1876. Nesse dia, foi feita a transmissão elétrica da primeira mensagem completa pelo aparelho recém-inventado. Graham Bell se encontrava no último andar de uma hospedaria em Boston, nos Estados Unidos. Watson trabalhava no térreo e atendeu  o telefone, que tilintara. Ouviu, espantado: "Senhor Watson, venha cá. Preciso falar-lhe." Ele correu até o sótão de onde Bell havia telefonado. Começava a história das telecomunicações, que iria revolucionar o mundo dali em diante,     
                 No Brasil, a primeira cidade a usar o serviço da comunicação móvel  foi o Rio de Janeiro, em 1990, seguido por Brasília.      No início, os aparelhos pesavam quase meio quilo, e os assinantes tinham que pagar uma caução de US$ 20 mil para entrar no sistema. Havia aparelhos veiculares que ficavam fixos no carro e outros que podiam ser carregados.

Por: Angela Gomes Freire/ Professora, Turismologa e Tecnica em Patrimonio Cultural

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo Antonio Padroeiro de Itinga

                   Em 1831, chegou ao Povoado de Manga Velha o senhor Manuel Serafim dos Anjos, por ter adquirido terras naquela região e este combinou com os habitantes de erguer uma capela, mas fincaram apenas as estacas.
                      Em 1832 o Arraial Barra do Rio Itinga foi elevado à categoria de distrito de Paz, pertencendo ao município de Rio do Pardo/BA.
                      Pela resolução provincial nº. 167 de 15 de Março de 1840 o distrito de paz foi transferido para o município de Minas Novas e em 1841 dois fazendeiros João Batista Lobato e Manoel de Oliveira Castro, grandes latifundiários daquela época doaram uma área em terrenos mais elevados, cerca de um quarto de légua (2 km) do Povoado de Manga Velha a montante para a transferência do Arraial, e no ano seguinte fizeram erguer no local doado uma capela com a cooperação do capitão Martiniano Antunes, João Batista Pinto, Manoel Serafim dos Anjos, Capitão Jose Ramalho,Tenente Coronel Antonio Pinheiro Freire de Moura e de outros habitantes locais. Com a passagem dos missionários Frei Antonio Espínola Ofm e do Capuchinho Frei Domingos Casale foi dado um incentivo maior para concluírem a capela e estes propuseram que esta recebe-se o nome de Santo Antonio pelo foto dele pertencer a Ordem Franciscana, todos apoiaram a escolha. E assim a população adotou Santo Antonio como o Padroeiro do Arraial, a criação da capela ajudou o arraial a se desenvolver rapidamente, as construções começaram a ser erguidas ao redor dela, pessoas de outras regiões vinham tambem se instalar no arraial. E o Arraial deixou de ser Barra do Rio Itinga e passou as se Chamar “Santo Antonio da Barra do Rio Itinga”.
                       Em 1844 chega a primeira Imagem de Santo Antonio para ser colocada na Capela
                       Em 1845 o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga era vinculada a diocese de Mariana e no ano de 1850 toma posse o seu primeiro vigário o Pe. Anacleto Pereira dos Santos.
                     No então governo do presidente da província de Minas gerais o Dr. Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos é aprovada a lei provincial nº. 670 de 29 de Abril de 1854 que eleva o Arraial de Santo Antonio da Barra do Rio Itinga a Freguesia,
              E há 171 anos Santo Antonio é o padroeiro da cidade de Itinga, para aos que nele tem fé, ele roga ao pai pedindo a proteção a cada um dos filhos desta das Águas Brancas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Memoria Cultural - Patrimonio Cultural Imaterial


Foto: Internet

PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL
São todas as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, que comunidades, grupos ou pessoas reconhecem com parte integrante de seu patrimônio cultural, podendo ser transmitido de geração em geração e constantemente recriado em função de seus grupos ou ambientes de sua interação ou história, gerando identidade e continuidade ao fazer.
Dessa forma o queijo de Minas Gerais ganhou notoriedade, porque além do sabor de sua degustação, foi registrado pelo conselho Consultivo do IPHAN em 2008, como patrimônio cultural imaterial brasileiro. Após incansáveis pesquisas, entrevistas e estudos sobre esta iguaria, vê-se que  a predominância da confecção  da produção do queijo em fazendas de Minas Gerais ainda mantêm-se de maneira artesanal.na verdade tal reconhecimento surgiu oriundo da necessidade de conservar e agregar valor ao leite, que encontrou  nessa diversidade o jeito parecido de fazer , o qual a diferença sobre quem faz, pois usa-se  o leite cru e sua fermentação toda artesanal e caseira, dá a receita o sabor da mineiridade, repassada de geração a geração.
A receita do queijo do Serro foi trazida para o Brasil no século XVIII por portugueses que vieram da região da Serra do Estrela, chegando ao Brasil a técnica teria sido adaptada tornando o queijo mais úmido e ácido
A receita registrada no tombamento trata-se da descrição de todos os processos que envolvem a produção do queijo típico, desde a ordenha, até a desenformagem, curtimento e limpeza.
A conseqüência deste registro  é a valorização  da produção do queijo com leite cru, que chegou a ser condenado por questões de segurança alimentar, tirando  inclusive este produto do mercado inclusive, com o tombamento, ele passou  a ter agregação de valor, a comercialização do produto  retomou a sua fabricação artesanal, podendo ser até exportado dentro das normas vigentes da atualidade.
A apresentação deste bem, é importante devido aos percursos e proporção, que  por algum período foi considerado clandestino  e impedido de vendê-lo, mas  a partir da força de um povo foi capaz de provar as autoridades envolvidas o valor econômico, cultural  e  histórico que transformou uma simples receita,  salvou  a produção leiteira salvaguardando com ele um legado  maior , que é o queijo do Serro.
Deu vontade de saborear esta iguaria? Vá a feira de sua cidade, visite aquela fazenda antiga que possui ainda o hábito do fazer queijo, junte-se ainda, aquela xícara de esmalte, com um cafezinho, numa costumeira tarde ou manhã, esqueça tudo e invista no seu prazer de degustar uma boa lasca de queijo, de Minas Gerais

Texto: Angela Gomes Freire - Professora, Turismologa e Produtora Cultural

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Memoria Cultural - Renda de Bilro



Dona Ana de Ricardo, Rendendeira de Itinga/MG - Foto: Jô Pinto

RENDA DE BILROS

A renda de bilros é sem dúvida, uma das mais antigas e mais ricas manifestações da arte do nosso povo. Feita quase sempre por mulheres de condição humilde que aplicam sua habilidade, destreza e criatividade numa arte  a que são levadas por verdadeira devoção.
O modo de  fazer renda baseia-se com os seguintes instrumentos ou materiais básicos:almofada dura, o rebolo, cilindro de pano grosso, cheio de palha ou algodão, de acordo com a dimensão da peça a realizar e coberto exteriormente pou um saco ou tecido fino.
As primeiras almofadas entraram no Brasil trazidas por mulheres portuguesas que, com suas famílias, deixaram sua terra natal em busca de vida melhor, introduzindo assim uma herança cultural acumulada de século, que sofreram algumas alterações, mas a técnica perdurou , resumidamente assim:
A almofada fica sobre um suporte de madeira ajustável, de forma a ficar a altura do trabalho da rendilheira. No rebolo é colocado um cartão perfurado, o pique, onde se encontra o desenho da renda, através de pequenos furos, em que  será realizada, a rendeira espeta alfinetes , que desloca à medida que o trabalho progride, e assim os fios são manejados por meio de pequenas peças de madeira torneada ou feitos de outros materiais como osso que são os bilros , estes são manejados aos pares pela rendeira que imprime um movimento rotativo e alternado a cada um, orientando-se pelos alfinetes, a numeração do bilros variam conforme a complexidade do desenho.
Infelizmente a região  está perdendo  essa cultura de fazer renda, restam muito pouca mulher  tecendo ainda, sendo as poucas, idosas e a nova geração perdeu o interesse pela arte.

Texto: Angela G. Freire - Professora, Tursmologa e Produtora Cultural

CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...