terça-feira, 29 de dezembro de 2020

MINHA FOTO NO FESTIVALE

 


Jô Pinto

 


Essa sequencias de fotos mostra a expressividade desse energia positiva quando falamos do FESTIVALE. Capelinha/ 2008. fotos tiradas pelo meu amigo Foto : Omar Abrahao





Crisitna Gonçalves


São várias de muitos anos participando ( desde os meus 14 anos) ,mais essa foi indo para o Serro MG , com gostinho de Vitória por termos sofrido tanto, lutado incansavelmente dia e noite, com fome na estrada ,carro quebrado,risco de acidente, mais vencemos o governo a batalha gritante e realizamos esse ano a segunda etapa do 36° Festivale da Foz a Nascente. Orgulho de fazer parte dessa diretoria . orgulho de todos os diretores que já passaram por esse gigante chamado Festivale.orgulho de ter tido e tenho o privilégio de ter os meus professores culturais que fizeram parte Jô Pinto e Ângela Freire.

Orgulho de ser baiana mais moldada pelas águas culturais do jequi.

Parabéns pra nós que fazemos cultura na raça

 

Giovana de Souza Rodrigues



Esta foto me traz a lembrança dos finais de tarde especiais do 35° Festivale, em Felisburgo. Nessa hora, íamos à beira da Lagoa assistir ao pôr-do-sol e aos outros espetáculos ao ar livre que aconteciam por lá.

 

Cida Almeida


Festivale 2015 Salto da Divisa. Galera massa. Pessoas especiais e Festivale lindo demais

 

Tiburcim Salinas

Com o cantor Elomar no  Festivale Salinas de 2004.

 

Ytxaha Braz



Festivale em Felício dos Santos 2017 pude levar uma oficina com questões e lutas indígena, dando visibilidade a nossa luta diária no espaço festivale. Foi extremamente necessário e importante. Gratificante estar com companheiros de luta do Vale do Jequitinhonha. Foto: Felipe Matos

 

Cláudio Dias


São tantos Festivales, momentos e fotos que fica até difícil de escolher. Então, escolhi uma do ano de 2017, Festivale de Felício dos Santos! Cidade linda, acolhedora e que me fez sentir bem recebido do início ao fim do evento! A dança afro fez morada em minha vida desde quando a conheci no Festivale de salinas (2004). Então posto aqui uma lembrança dessa dança que é minha paixão!

 

Jaime Prado


 

Festivale de Pedra Azul em 2002, meu segundo Festivale, que na verdade considero primeiro, pois foi neste que me entreguei pro movimento e curtir cada momento do que estava acontecendo, detalhe essa é a oficina de circo porém eu estava fazendo oficina de artesanato em argila, só que todo dia que eu passava pelo pátio da escola pra ir minha oficina eu parava por uns minutos pra observar o circo e me encantava com tanta magia, não resiste e quando me dei conta já estava em cima da perna de pau, o professor me deixou aprender e aí por uns 3 dias fugia da minha oficina e corria pro circo pra aprender andar de perna de pau, foi maravilhoso aprendi andar e serviu muito pois na época que eu era do Grupo de Teatro Arte Vida de Itaobim fizemos diversas apresentações com perna de pau. FESTIVALE, é isso é descobrir seus valores é buscar dentro de si o potencial que você tem é saber que o cantinho que você mora e cheio de riquezas e quando você se desloca pra ficar uma semana vivendo e respirando Cultura e Arte você volta com o Baú cheio transbordando de conhecimento e com uma fome louca de colocar tudo pra fora e mostrar pra sua comunidade que o Vale é Vida, é rico, é verde e é cheio de versos e viola. 


Marileide Pinheiro


Festivale 2014 em Araçuaí. Eu e o grande artista Maurício Tizumba passando pela Barraca de Artesanato. Vale a pena participar do Festivale, conhecer a nossa cultura e apreciar a nossa arte. Viva a Cultura Popular! Viva o Vale do Jequitinhonha!

 

Felipe Cortez Aragão


É uma tarefa difícil escolher apenas uma foto para representar todos esses anos e momentos incríveis que o Festivale me proporcionou.
Como pessoa e como artista!
Essa foto foi tirada depois da mostra da Oficina "Ator Criador" que foi incrível.
Na cidade de Salto da Divisa.
Eu me recordo como se fosse hoje...
Meu encanto, a descoberta daquele evento que mais parecia outra dimensão.
Meu coração cheio de alegria e entusiasmo. Tanto carinho e afago.
Meu primeiro show inesquecível, de Titane.
Lembro que as luzes refletiam em nós. E eu olhei pra minha amiga com tanta alegria que não sabia expressar. E eu dancei, eu pulei e finalmente eu me senti livre de verdade, pela primeira vez em toda minha vida.
Eu acabava de me encontrar.
E desde então o Festivale tem me dado força e motivo pra viver.

Te amoooooo com todo meu ser Festivale 

 

Will Nascimento


Joaíma, 2007. Minha primeira participação na Noite Literária. Foto: Vilmar Oliveira

 

Narjara Fonseca


2017- Felício dos Santos.
Cantando a capela "Meu Guri" em participação junto do Coral Araras Grandes/Araçuaí.

 

Mazinho Oliveira


Momentos maravilhosos que mim marcou na história do festivale quando eu tive o prazer de trabalhar durante todo o evento em salto da divisa em 2015 Parabéns para todos que faz parte dessa história viva viva a nossa cultura. Parabéns Fecaje/ Jequitinhonha

 

Cláudio Bento


Festivale em Capelinha/2008

 

Karina Mendes


Festivale em Medina/2013

 

Jussara Gomes


Festivale Felisburgo. Amo esses dois

 

Sônia Chaves


Nossa foto linda no festivale em Felisburgo, Mestre Antonio, Louro do couro, 

grandes mestres.

 

Marina Maricota


Felisburgo depois de anos afastada do momento cultural foi maravilhoso

 retornar em Felisburgo 

 

Vilma Baracho


31º Festivale em Araçuaí.

 

Ivan Pestana


2019/Belmonte - BA.

 

Allef Heberton


A interpretação poética que me deu o prêmio de melhor intérprete em 2017. 

Felício dos Santos!!. Foto: Jô Pinto

 

Luziane Xavier


Tem várias fotos do festivale q foram marcantes,mais essa,é especial,foi o último festivale que compartilhamos com nosso amigo Valtinho.
Festivale Felício dos Santos 2017

 

Luciano Tanure


Primeira vez no palco do festivale defendendo uma canção de minha autoria.

 

Robélia Maria


Jequitinhonha 2016

 

Sammer Iêgo Lemos


Felício do Santos - 2017


Sol



Nely Francisco

Em Jequitinhonha 2011!!!

                                                               Tantas saudades.

 


Monica Ferreira




Luciano Silveira


Márcia Rodrigues


Maria Luciete


Deise Magalhães


Adriana


Grupo UNE

35º Festivale - Felizburgo - 2018

Os grupos folclóricos se prestigiando!

 

 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

CARTAZES DOS FESTIVALES - 36º 1ª Edição Belmonte/BA e 36º 2ª Edição Serro/MG

 


A PRIMEIRA edição do trigésimo sexto cartaz do FESTIVALE , traz na parte superior: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha , 36º FESTIVALE e abaixo desse o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”  e depois o tema “ Dos Vales ao Mar” e na parte inferior, 21 a 27 de Julho de 2019 – Belmonte/BA,. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade da cidade baiana de Belmonte e do Vale do Jequitinhonha.

Obs. O Cartaz não traz o autoria do desenho

.

Realização: FECAJE, APACA, Prefeitura Municipal de Belmonte/BA e o Apoio: Governo da Bahia e Governo de Minas Gerais e Parceria: UFVJM, UFMG/Polo Jequitinhonha, Ascomed, Ascai, Papa João XXIII e Prefeitura Municipal de Jequitinhonha,

 

Curiosidade: Foi a primeira edição de um Festivale realizado na parte do Jequitinhonha que fica em território baiano.

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.





A SEGUNDA edição do trigésimo sexto cartaz do FESTIVALE, traz na parte superior: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha , 36º FESTIVALE , abaixo desse o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”  , Serro – MG , 26 de Janeiro a 01 de Fevereiro de 2020  e depois o tema “ Da foz a nascente”. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade da cidade do Serro e do Vale do Jequitinhonha.

Obs. O Cartaz não traz o autoria do desenho

.

Realização: FECAJE, Vale Mais, Prefeitura Municipal do Serro/MG, Patrrocinio: Governo de Minas Gerais e Parceria:  Ascomed,  Papa João XXIII,  e Prefeitura Municipal de Jequitinhonha e Medina

 

Curiosidade: Como o recurso de estado de Minas Gerais não foi liberado em tempo hábil para a realização do Festivale em Belmonte/BA e o objeto do projeto não poderia ser mudado a FECAJE resolveu  realizar a uma segunda edição do 36º Festivale.

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

 

 



terça-feira, 22 de dezembro de 2020

NARRATIVAS DO FESTIVALE - Por Ângela Gomes Freire

 

NAVEGAR NAS ASAS DO FESTIVALE

 

Ângela Gomes Freire é natural de Araçuaí, no médio Jequitinhonha, Graduada em Turismo, com especialização em Política Social e História da Cultura Indígena e atualmente estudante de Letras no curso de licenciatura em Educação do campo da UFVJM. Professora, técnica em políticas de patrimônio cultural, agente cultural, atriz do Grupo de teatro Vozes de Araçuaí, escritora e contadora de histórias. Foi diretora administrativa e Diretora executiva da FECAJE.

 

            Agora é a minha vez, de escrever minha experiência pessoal do FESTIVALE. Sinceramente não consigo me recordar qual foi o meu primeiro Festivale, pois havia os encontros que me eternizaram também.

            Quando comecei a ocupar o cargo de  diretora administrativa adjunta da fecaje, a partir de 2002, daí, comecei a participar efetivamente de todo o processo.

            Em 2006 assumi a diretoria executiva, devido a renúncia de Cida Durães. Pensava que seria um período transitório e logo estaria fora da diretoria. Porém, fiquei por dois mandatos consecutivos até 2011.

             Ser a terceira mulher que ocupou cargo nesta diretoria, julgo desafiante, não por ser mulher, mas por lidar com conjunturas diferentes, o fato da existência de fatores que trouxeram  marcos e marcas da história do FESTIVALE.

            Na cultura do Vale do Jequitinhonha, existe algo valioso: a entrega pela arte, quem envereda neste caminho, sabe que há muitas encruzilhadas.

            Neste percurso do FESTIVALE, ganhei uma família de coração, daquelas numerosas! Gente de todo jeito, mas com muito afeto e sabedoria. Estive ao lado de grandes mestres da vida e da arte.

            Fui conduzida a refletir a cultura como processo em constante evolução da criação, da economia e da valoração. Pessoalmente, sou grata por tudo que passei nos FESTIVALES, enquanto membro de diretoria, pois me tornou mais forte o pensamento da cultura viva. Não guardo mágoa de alguns descompassos, apenas tristeza pela incompreensão de alguns.

            Chorei muitas vezes, principalmente enfrente ao palco, na última noite, na última música, por pensar que havíamos realizado tudo aquilo à duras penas, mas não sabíamos como seria o próximo. Havia sempre calorosos abraços e braços que me confortava, isso serviu para nunca me sentir sozinha.           

            Atualmente posso desfrutar melhor do evento, sem preocupar-me com a comida, alojamento, palco, barraca ou algo que remeta responsabilidades. Posso dar boas gargalhadas dos feitos realizados, saudades daqueles que se foram, mas plantaram sementes e embriagar-me por tudo que somei nesta trajetória cultural.

         Ainda posso sonhar com um centro de documentação, que conte minimamente a história do FESTIVALE, para não se doado ao vento.

            Na minha árvore do FESTIVALE, ainda devo preencher com os amores, esses nunca deverão faltar para quem curte intensamente, seja para uma vida ou casualmente, o amor de FESTIVALE, tem cheiro, sabor, sedução e magia!

E VIVA O FESTIVALE! VIVA O VALE!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

CARTAZES DO FESTIVALE - 35º - Felisburgo

 


O trigésimo quinto cartaz do FESTIVALE, traz na parte superior: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha , 35º FESTIVALE e abaixo desse o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola” e na parte inferior, 22 a 28 de Julho de 2018 – Feslisburgo/MG,. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade de Felisburgo e do Vale do Jequitinhonha. A autoria do desenho é de João Pedro Gonçalves da cidade Felisburgo.

.

Realização: FECAJE, APACA, Prefeitura Municipal de Felisburgo  e o Apoio: UFVJM, UFMG/Polo Jequitinhonha e AIC

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

NARRATIVAS DO FESTIVALE: Por Dona Inagmar Moreira

 


Inagmar Moreira ou Dona Dagmar como muitos a chama, nasceu  no município de Jacinto, na região do baixo Jequitinhonha, mas  o destino escolheu Itinga como sua cidade de coração para morar, mulher de fibra e militante no Vale do Jequitinhonha. É artesã, poeta e membro do Centro Cultural Escrava Feliciana da cidade de Itinga.

Para mim o FESTIVALE é uma festa de cultura popular forte que desenvolve uma riqueza jamais vista em outro lugar, cantores, poetas, grupos de cultura popular e nós artesãos também fazemos parte de tudo issa história do Vale do Jequitinhonha.

Itinga é uma cidade gema do vale, eu posso afirmar  a importância do FESTIVALE para minha querida Itinga e para todo vale do Jequitinhonha.

Não dou contas de escrever todas as coisas boas que o FESTIVALE proporciona, ele nós permite ano a ano, conhecer novos lugares, pessoas e é onde levamos nossa arte para ser apreciada, nós artesãos de Itinga também levamos toda nossa arte para este festival da cultura popular do Vale do Jequitinhonha;

O FESTIVALE é uma festa sagrada para todo povo do Vale do Jequitinhonha e é o espaço onde vivemos como irmãos e celebramos a cultura e a arte de nossa região.

Viva o Festivale!

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

CARTAZES FESTIVALE - 34º Felício dos Santos

 



O trigésimo quarto cartaz do FESTIVALE traz na parte superior Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha , 33º FESTIVALE e abaixo desse o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola” e na parte inferior Felício dos Santos, 23 a 29 de Julho de 2017,. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade de Felício dos Santos  e do Vale do Jequitinhonha. Não traz a autoria do desenho e o designer gráfico é Cejo Costa de Padre Paraíso.

.

Realização: FECAJE, APACA, Prefeitura Municipal de Felício dos Santos  ,  Patrocínio:   Governo de Minas Gerais, Idene  e o Apoio: UFVJM

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

NARRATIVAS DO FESTIVALE - Por Padre Alex Vigueras

 


Padre Alex Vigueras é Chileno e participou do 26º FESTIVALE, realizado na cidade de Capelinha no ano de 2008

IDENTIDADE: admiro a forma como os jovens se apresentam para dizer: sou ator, sou atriz, sou cantora, sou artesão, etc. Em outras palavras, a arte se tornou algo que dá identidade e, portanto, dignidade.

FRATERNIDADE: o festival está fazendo com que centenas, senão milhares de jovens se encontrem, se tornem amigos, aprendam a trabalhar juntos. Isso está dando origem a uma geração que é conhecida, que é capaz de olhar mais longe.

CULTURA: o FESTIVALE é cultura, mas não apenas como atividade cultural. Ele contribuiu para a criação da cultura e já faz parte de uma tradição cultural. Ser artista no Vale do Jequitinhonha já é uma coisa normal. Poéticas, canções populares tornaram-se uma linguagem comum, uma cultura. Em outras palavras, eles penetraram nas profundezas da vida e por isso fizeram dessa vida uma vida mais plena, o que é muito relevante porque se trata de uma região marcada pela pobreza e ao mesmo tempo tão diversa culturalmente.

 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

CARTAZES FESTIVALE - 33º Jequitinhonha - MG

 


O trigésimo terceiro cartaz do FESTIVALE traz na parte superior o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”, 33º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha e abaixo desse 11 a 05 de Outubro de 2016, Jequitinhonha-MG. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade de Jequitinhonha e do Vale do Jequitinhonha.

 

Realização: FECAJE, APACA, Prefeitura Municipal de Jequitinhonha,  Apoio:   Governo de Minas Gerais, Idene e Dep.Estadual Jean Freire

 

O cartaz não traz a assinatura do criador da arte.

 

Curiosidade: Pela segunda vez o Festivale acontece fora de sua época tradicional por falta de recursos.

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

NARATIVAS DO FESTIVALE - FECAJE 30 ANOS




Tadeu Martins, Aurélio Silby e Castilhinho, de Itaobim, e George Abner, de Pedra Azul idealizam um jornal e em março de 1978, o numero zero do jornal Geraes é publicado.

       Para uma melhor organização do movimento cultural do vale foi criado, já em 1980, pelo mesmo grupo, agora com outros integrantes o CCVJ - Centro Cultural do Vale do Jequitinhonha, que, juntamente com o jornal Geraes,organiza, naquele mesmo ano, o 1º FESTIVALE, na cidade de Itaobim.

Em 1983, o CCVJ se divide e surge uma outra organização, o MCPJ – Movimento Cultural Popular do Vale do Jequitinhonha, que passa a editar o Geraes, mas a organização do FESTIVALE continua com o CCVJ.

            Em Janeiro de 1987, com o Geraes fora de circulação, o CCVJ e o MCPJ voltam a se unir e nasce assim o CCAVJ – Centro Cultural e Artístico do Vale do Jequitinhonha, que passa a organizar o FESTIVALE e os Encontros de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha.

No dia 25 de agosto de 1990, em reunião na cidade Taiobeiras, o CCAVJ é extinto e criada a FECAJE – Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha.

Desde então a FECAJE é responsável pela realização do Festivale e do Encontro de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha.

Nestes 30 anos de existência, a FECAJE, em parceria com as entidades filiadas, Prefeituras Municipais e agentes culturais, 26 Festivales, o 12º, foi o primeiro realizado por ela que aconteceu em 1991, na cidade de Jequitinhonha; 1992 - 13º na cidade de Bocaiúva,, 1993 -14º em Minas Novas,, 1994 - 15º em Salto da Divisa,1995 - 16º em Carbonita,1996 - 17º em Jequitinhonha 1998 - 18º em Itinga,1999 - 19º em Jordânia, 2000 - 20º em Bocaiúva, 2002 - 21º em Pedra Azul,  2003 - 22º em Medina, 2004 - 23º em Salinas,  2006 - 24º em Araçuaí, 2007 - 25º em Joaima,  2008 – 26º em Capelinha,  2009 – 27º em Grão Mogol, 2010 – 28º em Padre Paraíso, 2011 – 29º em Padre Jequitinhonha, 2013 – 30º em Medina, 2014 – 31º em Araçuaí, 2015 – 32º em Salto da Divisa, 2016 – 33º em Jequitinhonha, 2017 – 34º em Felício dos Santos, 2018 – 35º em Felisburgo  2019 – 36º primeira edição em Belmonte/BA, 2020 - 36º segunda edição em Serro.

Realizou até os dias atuais 69 Encontros de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, 04 seminários de Cultura Popular do Jequitinhonha, discutindo sempre temas relacionados com e voltados para as questões culturais, sociais e ambientais do vale do Jequitinhonha.

 Atualmente, a sede da FECAJE fica na cidade Araçuaí, na antiga Estação Ferroviária, hoje pertencente ao Centro Cultural Nagô de Araçuaí, que, em regime de comodato, cedeu aquele espaço onde hoje se encontra o  acervo da FESTIVALE.

 Em março de 2007 a FECAJE lançou o informativo “Tambor dos Povos”, para ser o jornal oficial da entidade, que tinha por finalidade divulgar e difundir os acontecimentos culturais da nossa região. Lançou também neste mesmo ano o Site. https://www.fecaje.org.br , portal de informação da instituição.

Apesar de todas as dificuldades a instituição resiste e mantém vivo seu bem mais preciso o “FESTIVALE”

 

OBS. Para escolha da logo da Fecaje foi feito um concurso, não consegui identificar quem foi o criador e vencedor do concurso

Uma das artes concorrentes á logo da fecaje de Romani - Medina-MG

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

CARTAZES FESTIVALE - 32º Salto da Divisa

 


O trigésimo segundo cartaz do FESTIVALE traz na parte superior, 32º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, Salto da Divisa  26 de junho a 01 de agosto de 2015, ao lado um estandarte com o  slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola” e do outro lado uma selo comemorativo aos 25 anos da FECAJE. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade de Salto da Divisa e do Vale do Jequitinhonha.

Arte e criação gráfica de Cejo Costa de Padre Paraíso

 

.

Realização: FECAJE e Prefeitura Municipal de Salto da Divisa,  Apoio: Polo Jequitinhonha/UFMG e Vale Mais. Patrocínio: Governo de Minas Gerais

 

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

CARTAZES DO FESTIVAE - 31º Araçuaí

 



O trigésimo Primeiro cartaz do FESTIVALE traz na parte superior, 31º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, na parte inferior o slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”,  29 de junho a 05 de Julho de 2014. Todos os esses dizeres sobre uma arte com elementos artísticos que remete a cultura da cidade de Araçuaí e do Vale do Jequitinhonha.

.

Realização: FECAJE e Prefeitura Municipal de Araçuaí e Vale Mais, Apoio: Rede Jequitinhonha Cultural, Centro Cultural Nagô e Governo de Minas Gerais.

 

Obs:Não se tem o autor da arte e nem o diagramador das mesma.

 

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

NARRATIVAS DO FESTIVALE - Por Elza Soalheiro

 

Memórias do FESTIVALE

 Por Elza Soalheiro

 

Elza Soalheiro, Escritora, nasceu em Virginópolis, Vale do Rio Doce, Minas Gerais, em 15 de junho de 1960. Mudou para Belo Horizonte, ao lado da família, no ano de 1974. Cursou Estatística na UFMG e tornou-se Mestre em Economia, pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, em 1990.

Conheceu o Poeta e Músico Popular Si Amaral, em janeiro de 1996, ao lançar o primeiro livro, " anel libertador", quando começou uma história de amor e trabalho-união de música e literatura popular. Neste intervalo, lançaram duas fitas K7 de Si Amaral, um CD instrumental e o livro de poesias Violar também de sua autoria, os livros EMOÇÕES DE UM PRIMEIRO LIVRO e Em Nome da Paz, dois números da Coleção Abraço Cultural e, recentemente o último trabalho PRIMEIRO LIVRO e Em Nome da Paz, dois números da Coleção Abraço Cultural e, recentemente, o último trabalho cultural do casal, o livro O AUTODIDATA de autoria de Coraci Fernandes Soalheiro, uma produção em que a Escritora tornou-se Organizadora do livro, com significativa participação de Si Amaral, inclusive na produção da capa, sendo seu último trabalho poético- musical dedicado ao Autor - a poesia O CORAÇÃO DE CORACI.

 

Não há como eu, Elza Soalheiro, falar da comemoração dos 40 anos do FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha e, não mencionar, em primeiro lugar, o Poeta e Músico Popular Si Amaral.

No início do ano de 1996, quando comecei a desvendar o seu Arquivo, a sua maior parte ainda localizada na sua terra natal, Almenara/MG, desconfiei de que acabara de encontrar não só o amor da minha vida, mas, um grande ser humano, especialíssimo: Um Poeta, Um Músico, Um idealista fora do comum! Seus simples e valorosos pertences; suas fotografias e diversas imagens como cartazes e panfletos de vários tamanhos e diversificadas artes registrando a Cultura Popular em toda a região do Vale do Jequitinhonha, incluindo os diversos Eventos do FESTIVALE, que iniciara em 1980, na cidade de Itaobim-MG; seus escritos de fé, política, cidadania, música e poesia...; tudo isso me deixou completamente encantada com sua grande pessoa e, também, com a Cultura Popular Regional.

Lembro-me que, vivíamos um tempo, em que, quando havia referência ao Vale do Jequitinhonha, ressaltava-se, nos discursos, a precariedade econômica da região e omitia-se a intensa riqueza cultural da mesma. Em nosso dia-a-dia, eu era a Companheira de Si Amaral e, também, sua aluna, já que o considerava como uma Escola, em nossos quase 25 anos juntos. O belo e famoso Evento FESTIVALE sempre foi objeto do Arquivo de Si Amaral, de sua biblioteca, de seus escritos culturais, de sua voz e violão. Em seu cotidiano, tocava e cantava, além de suas composições próprias, que não são poucas e eu sempre apreciei; "clássicos" dos FESTIVALE de Cantores e/ou Compositores como Paulinho Pedra Azul, Frei Chico, Gonzaga Medeiros, Rubinho do Vale, Foka Sena, Tadeu Franco, Eustáquio Sena, entre outros.

Antes de nos conhecermos, como eu já me referi, Si Amaral já participara, provavelmente, de todos os Eventos do FESTIVALE ocorridos até então. Depois de nos conhecermos, no ano de 1998 seguimos juntos para a bela Itinga, sede do 18º FESTIVALE .

Eu estava diante desse importante Evento Cultural da região, pela primeira vez. Era um prazer muito grande estar ali, ao lado de Si Amaral e de tantos outros Artistas da cidade e região: da cultura da cidade, do intercâmbio artístico e cultural, da simpatia e receptividade do povo da cidade, das diversas Oficinas de Artes, das Poesias, das Músicas, da bela visão do Rio Jequitinhonha, das lavadeiras exercendo nele os seus ofícios, o trabalho mais movimentado dos Canoeiros atravessando Artistas e Visitante - lembro-me de que a ponte de acesso à cidade ainda não havia sido construída...

Em nossas idas e vindas por vários Estados Brasil a fora, eu e Si Amaral voltamos a participar da Edição do FESTIVALE, no ano de 2002, quando ele fora um dos Cantadores convidados para apresentar show no Evento, na cidade de Pedra Azul-MG. Um destaque para um fato que muito nos emocionou, na época; Si Amaral foi assistir uma peça teatral de um grupo da cidade Jequitinhonha-MG que lhe homenageava, enquanto eu precisara ficar expondo o nosso trabalho que unia música e literatura popular. Si Amaral retornou compartilhando comigo a emoção da homenagem recebida.

Disse-me que era uma bonita peça e que o Teatro encontrava-se superlotado e que, juntamente com os Atores e responsáveis pelo trabalho teatral, recebera calorosos aplausos de toda a platéia de pé. Outro Evento do FESTIVALE que viemos a participar ocorreu em Medina-MG, no ano de 2003.

Mais uma vez, interação com a riqueza cultural da região, respirando arte em suas diversas modalidades, povo acolhedor. Em todos os Eventos que participei ou, que a gente ouve comentários, acho válido aqui, lembrar o fato de que, mesmo com apoio do Poder Público Municipal insuficiente para proporcionar uma infraestrutura melhor qualificada aos Artistas e Visitantes, em parte dos Eventos, este fato não ofuscava o brilho da beleza da Arte e da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha. No decorrer deste novo século, por forças das circunstâncias eu e Si Amaral ausentamos dos diversos FESTIVALE, passamos a levar nossas vidas voltadas muito à nossa residência em Lagoa Santa, ao nosso quintal, aos nossos Escritórios dentro da nossa casa. Nesse longo período, Si Amaral participou da Cultura Popular em Lagoa Santa, porém, de forma muito tímida. Si Amaral nunca deixou de amar sua terra natal, o povo e a cultura da sua Região, compartilhando comigo o cultivo do seu amor pelo FESTIVALE e sua história nesses 40 anos.

Seu Arquivo, sua biblioteca, seu violão que não parava de tocar, testemunham essa verdade do inesquecível Artista! No ano de 2019, se estivéssemos presentes no FESTIVALE que ocorreu em Belmonte-Ba, onde é a foz do Rio Jequitinhonha, poderia ter sido uma marcante "despedida" de Si Amaral: um abraço com a Cultura Popular onde contava-se com a grandiosidade do Poeta e Músico no lindo encontro do seu cantado e encantado Rio Jequitinhonha com a beleza do Mar da Bahia... Viva a Cultura Popular! Viva o Poeta e Músico Si Amaral! Viva aos 40 anos do FESTIVALE!









segunda-feira, 16 de novembro de 2020

CARTAZES DO FESTIVALE - 30º Medina

 


O trigésimo cartaz do FESTIVALE, traz na parte superior e inferior fragmentos de telas das artista plástica da cidade de Rubim, Marina Jardim e ao meio uma foto símbolo da cidade de Medina, sobre esta o o slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”, 30º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, Medina, 20 a 26 Janeiro de 2013

.

 

Realização: FECAJE e Prefeitura Municipal de Medina, Patrocínio: Governo de Minas, Apoio: Vale Mais e Agrutevaje

 

Obs: Autor da foto e criador da arte não identificados.

 

Curiosidade: O 30º Festivale por ser comemorativo, aconteceria na cidade de Itaobim em Julho de 2012, onde tudo começou. Porém o Festivale não foi realizado nessa data, vindo á acontecer pela primeira vez em outro mês,  Janeiro de 2013.

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

CARTAZES FESTIVALE - 29º - Jequitinhonha

 



O vigésimo nono cartaz do FESTIVALE traz na parte superior, 29º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, a arte cobre todo cartaz traz um violeiro carregando uma cesta varias representações  da cultura do Vale do Jequitinhonha, do lado em volta de uma moringa o slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”, um pouco mais abaixo, Julho de 2011, Jequitinhonha  24 a 30.

A arte do cartaz do desenhista Dílio de Souza Alcântara e arte gráfica de Neilton Lima.

 

Realização: FECAJE e Prefeitura Municipal de Jequitinhonha, Apoio:  Onhas.Vale Mais, Agrutevaje e Polo UFMG – Vale do Jequitinhonha

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

CARTAZES FESTIVALE - 28º Padre Paraíso

 


O vigésimo oitavo cartaz do FESTIVALE traz na parte superior, 28º FESTIVALE – Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, abaixo uma arte com representações da cidade de Padre Paraíso e elementos da cultura do Vale do Jequitinhonha, sobre este o slogam “ Vale, Vida, Verde, Versos e Viola”,.. Padre Paraíso, 25 a 31 de Julho de 2010.

A arte do cartaz é do artista plástico Gildasio Jardim e arte gráfica de Neilton Lima.

 

Realização: FECAJE e Prefeitura Municipal de Padre Paraíso, Apoio: Apaca, Onhas.Vale Mais, Agrutevaje, Polo UFMG – Vale do Jequitinhonha, AIC e Camara Municipal. Incentivo: Lei estadual de Cultura, Governo de Minas e Governo Federal.

 

Fonte: Livro “ Festivale: Cultura e resistência de um povo” livro a ser lançado de Jô Pinto.

 

 

 

CONTOS E CRÔNICAS DO JEQUI - A lenda da Acayaca

   A lenda da Acayaca se baseia nos arredores do Arraial do Tejuco, onde atualmente, se estabelece o centro histórico da cidade de Diamantin...